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Pessoas,
se amem antes de qualquer coisa.

Isso é muito importante, mesmo.

O quanto vejo de gente querendo ser amada pelo mundo afora mas não se aceitando do jeito que veio ao mundo.
Antes de mudar a si, se aceite.
Então mude apenas para variar, pois é sempre bom mudar.
Mas até mudar é bom que seja com consciência,
senão podes achar que está mudando e só está indo na onda.
Pra mudar também tem que se conhecer, saber como se é.
Então se aceitar, gostar de si.
Depois disso, mude!
Se colore, se raspe, se pele, se esfole, se tatue, cicatrize-se, transforme-se como quiser.

Então experimente-se!
Antes de pintar ou descolorir o cabelo, de virar loiro ou grisalho (convenhamos, fazer luzes é agrisalhar-se), antes de alisar ou fazer cachos ou dreads, se aceite.
Todo mundo tinha que ficar careca, zero, uma vez na vida. Assim se conhece de verdade.
Todo mundo tinha que raspar tudo,
e também deixar todos os pelos do corpo crescerem ao seu máximo,
uma vez na vida ao menos,
até pra se saber como se é de verdade.

Todo mundo tinha que passar uma semana ou mesmo uns dias sem tomar banho,
pra sentir seus verdadeiros cheiros.
E então fazer uma dieta alimentar e de hábitos superabsurdamentemegahipersaudáveis por um mês,
pra saber como se sente assim, o que isso altera nos teus sentidos.

Todo mundo tinha que morar sozinho,
completamente sozinho,
Sem namorados, sem amigos, sem parceiros, sem faxineira,
pelo menos um ano de sua vida.
Pra se conhecer, pra ter carências, pra fazer bobagem, pra aprender a se virar, pra perceber que se é aquilo que seus pais se queixavam e você negava, pra crescer.

Todo mundo tinha que se masturbar mais,
pois só se tocando, amando e se conhecendo vai saber amar os outros, perceber os outros.
Fazer isso de formas diferentes, sem frescuras, sem pudores, sem medos, mesmo que com cuidados.

Todo mundo tinha que viajar completamente sozinho por pelo menos um mês pra lugares desconhecidos e sem pacote turístico,
pra conhecer seu verdadeiro eu, pra testar sua ética e seu discurso.

Todo mundo tem que escrever um livro, criar um filho e plantar uma árvore, entre tantas outras coisas na vida.
Não deixe a vida passar não…
se não tem tempo, agende-se,
pois senão a vida passa e não aprendeu a se amar.

(marcelo venturi inspirado, antes de voltar pra tese)

[3] Eu particularmente, quando ministro as aulas referentes aos princípios sempre apresento pelo menos duas formas: Partilha Justa – que é o que está descrito nas figuras de David Holmgren e por isso utilizo desta forma – e Compartilhar excedentes, inclusive conhecimentos que é o que mais simpatizo por considerar a forma mais compreensível. A expressão em inglês Fair share, apesar de literalmente significar partilha justa, as vezes me remete a outro uso não tão libertário mas mais capitalista que é o comércio justo ou mercado justo. Mas isso é apenas uma questão de interpretação minha e não seu significado real. E a expressão Retorno do excedente não sei se em português repassa tão bem o que quer dizer este princípio e que não seja dito pelo Compartilhar excedentes, mas por outro lado apresenta uma questão bem mais ambiental que é a questão do deixar o que é da natureza lá, caso não seja usado e assim abre realmente uma nova interpretação e ação pra maioria dos permacultores numa visão bem mais preservacionista que conservacionista. E será que seria esse o nosso papel? Será que precisamos tanto assim? Vale a reflexão. Isto é, mesmo com este texto explicando bem as questões ao redor deste terceiro princípio ético creio que ainda não chegaremos a um consenso.

A permacultura tem três princípios éticos e vários princípios de planejamento, que pelo cocriador da permacultura, David Holmgreen, seriam em 12 que nos ensinam o que deve ser percebido e estimulado ao se planejar um ambiente humano visando sua permanência, durabilidade.

Já os princípios éticos da permacultura seriam:

  1. Cuidar da terra,
  2. Cuidar das pessoas, e
  3. Compartilhar excedentes (inclusive conhecimentos) OU Partilha justa OU Limites ao consumo OU … ??????????????????????????????

Os princípios éticos, em alguns momentos já foram considerados em quantidade de quatro justamente pelas polêmicas relacionadas ao terceiro princípio.

Então aqui traduzo um artigo que trata justamente desse polêmico terceiro princípio ético da permacultura.

 


 

O controverso terceiro princípio ético da permacultura

por Tobias Long (?), tradução de Marcelo Venturi, do artigo original postado em 6 de abril de 2017 pela World Wide Permaculture.

O coração da permacultura é enraizado na adesão na filosofia dos seus três princípios éticos. Os dois primeiros, Cuidar da Terra e Cuidar das Pessoas, têm sido amplamente aceitos pela comunidade pelo que eles são – simples e lógicos. A terceira ética, no entanto, tem sido objeto de algum debate[1] entre os praticantes de permacultura por muitos anos.

De fato, a discussão em curso sobre as várias interpretações desta terceira ética pode oferecer alguma explicação sobre por que a filosofia da permacultura não se tornou um conceito mais popular – apesar de ter sido abraçada por comunidades e profissionais em todo o mundo.

Limites e equidade

Inicialmente, a terceira ética foi introduzida como “Estabelecer Limites à População e ao Consumo“, mas tem sido expressa em uma ampla variedade de maneiras diferentes desde então: “Partilha Justa” (Fair Share), “Limitar o Uso de Recursos e População“, “Compartilhar Excedentes” [inclusive conhecimentos] e “Viver com Limites“. Embora exista, obviamente, uma sobreposição entre essas expressões, a ideia de que a terceira ética é um pouco aberta à interpretação deixa um pouco de interrogação quanto à aplicação desses princípios no design da permacultura.

O significado por trás da terceira ética, de acordo com o Permaculture Designer’s Manual escrito por Bill Mollison, é a teoria de que “ao governar nossas próprias necessidades, podemos definir recursos à parte para focar os princípios anteriores”, referindo-se às duas éticas anteriores da permacultura. No entanto, quando a frase é abreviada apenas para a ideia de “estabelecer limites para a população”, pode levar a mal-entendidos – particularmente por militantes da justiça social, que levantaram preocupações em torno de genocídio e eugenia que poderiam ser falsamente encontrados nesta frase.

Na década de 1980, o pioneiro da permacultura dinamarquesa, Tony Andersen, reformulou a terceira ética como “Partilha Justa” (Fair Share), em um esforço para evitar qualquer discussão sobre esses conhecimentos controversos. Mas enquanto esta frase simples soa agradável quando combinada com as duas outras éticas, deixa para fora uma das idéias principais atrás deste terceiro princípio ético – o conceito de projetar dentro dos limites.

População vs Uso de Recursos

Os ecologistas definem a “capacidade de carga” como o tamanho da população que um ambiente pode sustentar durante um período de tempo, levando em consideração os vários recursos disponíveis nesse ambiente. Quando a quantidade de recursos requerida por uma espécie for igual à quantidade de recursos disponíveis, a capacidade de suporte é atingida. Se a população continuar a aumentar e a quantidade de recursos não, a natureza corrige o desequilíbrio, garantindo que as taxas de mortalidade subam acima das taxas de natalidade – deixando a população de volta abaixo da capacidade de carga.

Este é o desafio apresentado pela terceira ética da permacultura – viver dentro dos limites, para manter nossa população global e o uso de recursos sob a capacidade de carga. À medida que a nossa população aumenta, haverá obviamente menos recursos disponíveis para cada indivíduo. Permacultura tenta usar o design sustentável para determinar um uso médio dos recursos que pode ser mantido por um longo período de tempo, o que é parte da teoria por trás dessa terceira ética controversa.

À medida que uma escassez global de alimentos surge como resultado do impacto negativo da mudança climática sobre as safras, a ideia de capacidade de carga e de viver dentro dos limites torna-se ainda mais necessária. No entanto, o maior problema que enfrenta o nosso planeta não é necessariamente uma crescente população nos países menos desenvolvidos, mas sim o excesso de consumo das populações ocidentais o que mais contribui para o nosso desequilíbrio no uso dos recursos.

Esta terceira ética tenta abordar esta questão, confrontando uma das partes mais feias da natureza humana: a ganância. É esta ganância que nos leva a acumular recursos muito além do que poderíamos usar – mesmo enquanto os outros lutam para prover o suficiente para si ou para suas famílias. Isso não só é errado, como é insustentável no longo prazo.

Permacultura e Socialismo

Parte dessa terceira ética significa entender que a permacultura inclui a ideia de que as necessidades básicas de todos devem ser atendidas – incentivando a justiça não apenas entre os humanos, mas também entre a humanidade e outras espécies. Mas mesmo essa interpretação está sujeita à visão de mundo de um indivíduo. Pessoas com tendências mais socialistas ou comunistas poderiam levar esta ideia a dizer que “se você fizer mais do que você precisa, você deve dar a outros – incluindo aqueles que não fizeram nada para ganhá-lo“.

Embora o altruísmo seja certamente encorajado, a história mostrou que os conceitos governantes do socialismo e do comunismo foram insustentáveis. A iteração desta ética como um dos princípios motrizes da permacultura pode explicar em parte por que a filosofia não tem sido mais amplamente abraçada – ela promove o pensamento de que, para praticar a permacultura da maneira como Mollison e cofundador David Holmgren pretendiam, eles deveriam dar todos os seus pertences e viver em uma comuna com outros permacultores.

Esta ideia foi mesmo levada um passo adiante, teorizando que qualquer um dos excedentes produzidos através do planejamento em permacultura deve ser compartilhado – incluindo o conhecimento. Em vez de aceitar pagamentos por ensinar, consultar ou escrever, essas informações devem ser distribuídas gratuitamente. É uma boa ideia, mas é difícil convencer as pessoas a colocar sua energia e recursos em um projeto onde as recompensas serão compartilhadas com pessoas que não fizeram nada para ganhá-los.

Permacultura não é socialismo[2]. Os praticantes não são obrigados a viver em uma comuna, trabalhando de graça e dando o seu excedente. Permacultura não impede você de ganhar uma vida decente – na verdade, permacultura pode trazer aos praticantes todos os tipos de benefícios, incluindo financeiros. Mas enquanto esta crença [na necessidade dependente do dinheiro] continuar a permear a sociedade dominante, será difícil para os permacultores trazerem esta ciência para as massas.

Andando em frente

Em vez disso, esta terceira ética controversa deve agir como uma luz orientadora para ajudar os indivíduos a examinarem seu uso de recursos com mais cuidado – atentos para reduzir seu consumo e enfrentar o desafio social de compartilhar não só o excedente, mas também o trabalho e a produção. Permacultura é sobre comunidade, sobre resiliência e sobre sustentabilidade.

Mais pessoas estão começando a adotar o conceito de “Retorno do Excedente” como a expressão da terceira ética[3], o que pode estar mais de acordo com o significado original desse princípio. Em vez de criar desperdício, permacultores são incentivados a devolver o excesso de volta para onde ele veio. Isso pode se aplicar em um sentido ambiental através de práticas como cortar e soltar ou permitir que o produto amadurecido para decompor e fertilizar o solo.

Mas o conceito também se aplica a outros aspectos da permacultura, incluindo seu investimento de tempo, trabalho e recursos. Retornos sobre esses investimentos, financeiros ou de outro tipo, podem ser direcionados e colocados de volta em sua prática de permacultura – garantindo sustentabilidade e resiliência.

Quando aplicadas à prática da permacultura, essas éticas devem ser usadas para orientar o tipo de planejamento estratégico que nos ajudará a trabalhar em direção a um futuro onde não nos preocupamos apenas com nós mesmos, mas também com outras populações humanas e não humanas e até com a própria Terra.


Para Saber Mais Sobre:

World Wide Permaculture e Permacultura UFSC

Facebook: https://www.facebook.com/worldwidepermaculture/ e
https://www.facebook.com/groups/Permacultura.UFSC/

Publicação original: http://worldwidepermaculture.com/controversial-third-ethic-permaculture/

Republicada também em: http://permaculturenews.org/2017/04/13/controversial-third-ethic-permaculture/

Notas do tradutor

[também entre colchetes ao longo do texto]:

[1] Assim como é comum ocorrer com todas as polêmicas que envolvem a simplificação das definições das ciências humanas. Os dois primeiros princípios éticos remetem, indiretamente, às questões ambientais e sociais, e este terceiro remeteria à sustentabilidade “econômica” real, e não àquela defendida pelo mercado através do falacioso tripé da sustentabilidade (social, ambiental e econômica), como é bem questionado por Ignacy Sachs, Carlos Walter Porto-Gonçalves e outros autores.

[2] Permacultura sem dúvida não é socialismo nem comunismo, muito menos capitalismo – já que esse se baseia na competição e num crescimento sem fim. Eu acredito que como uma lógica ambiental e social assim proposta, ela seja muito mais próxima de um cooperativismo, ou um terceiro caminho ainda mais equilibrado e que remete ao anarquismo, sempre consciente, talvez com uma certa influência de Kropotkin, com sua “Ajuda mútua”, e outros autores e que seria uma ecologia social aplicada de forma consciente a direcionar a sociedade às relações ecológicas positivas, como é o mutualismo.

[3] Eu particularmente, quando ministro as aulas referentes aos princípios sempre apresento pelo menos duas formas: Partilha Justa – que é o que está descrito nas figuras de David Holmgren e por isso utilizo desta forma – e Compartilhar excedentes, inclusive conhecimentos que é o que mais simpatizo por considerar a forma mais compreensível. A expressão em inglês Fair share, apesar de literalmente significar partilha justa, as vezes me remete a outro uso não tão libertário mas mais capitalista que é o comércio justo ou mercado justo. Mas isso é apenas uma questão de interpretação minha e não seu significado real. E a expressão Retorno do excedente não sei se em português repassa tão bem o que quer dizer este princípio e que não seja dito pelo Compartilhar excedentes, mas por outro lado apresenta uma questão bem mais ambiental que é a questão do deixar o que é da natureza lá, caso não seja usado e assim abre realmente uma nova interpretação e ação pra maioria dos permacultores numa visão bem mais preservacionista que conservacionista. E será que seria esse o nosso papel? Será que precisamos tanto assim? Vale a reflexão. Isto é, mesmo com este texto explicando bem as questões ao redor deste terceiro princípio ético creio que ainda não chegaremos a um consenso.

Saneamento Ecológico

Por Marcelo Venturi – UFSC
Janeiro de 2017.

(original publicado em:
http://fazenda.ufsc.br/descricao-fisica/areas-didaticas-experimentais/agroecologia/permacultura/saneamento-ecologico/ )

Exemplos de sistemas alternativos para tratamentos de efluentes líquidos domiciliares ou esgotos residenciais.

Como parte da zona 1 de uma propriedade permacultural cabe solucionar os problemas tranformando-os em oportunidades, e também fazer cumprir seu papel que cada elemento de seu planejamento cumpra mais que duas funções.

Um problema comum de qualquer residência é a geração de dejetos, principalmente sólidos e líquidos, ricos em matéria orgânica que pode contaminar solos e aquíferos, mas se bem trabalhada pode servir de fonte de nutrientes para cultivos e criações, permanecendo no sistema e fechando os ciclos, como por exemplo produzindo alimentos saudáveis para nosso próprio consumo.

Neste sentido diversas técnicas podem ser aplicadas, como por exemplo:

  • Banheiros secos, que em vez de utilizar água utilizam serragem e restos vegetais para cobrir os dejetos feitos em câmaras escuras, e que geram um composto que serve de adubo para plantas. Também, dependendo da forma que são dimensionados podem receber os restos de alimentos da cozinha a serem jogados “no mesmo vaso” e cobertos com a serragem.
  • Composteiras e minhocários.
  • Lagoas de cultivos de plantas aquáticas para tratamentos de águas servidas.
  • Valas de infiltração em nível para águas cinzas ou águas negras pré-tratadas.
  • Círculos de bananeiras, para águas cinzas ou negras pré-tratadas.
  • Bacias de evapotranspiração ou Tanques de evapotranspiração (BET ou TET ou TEvap), para águas negras.

Aqui apresento uma proposta de um projeto de sistema que pode ser muito útil para produzir alimentos e massa verde a ser utilizada como cobertura vegetal para cultivos e comparo o mesmo a outros sistemas convencionais para tratamentos de esgotos domiciliares e adotados atualmente no Brasil.

 

1.    INTRODUÇÃO

Este texto descreve um exemplo de atividades de instalações de sistema de tratamento e destinação de efluentes líquidos hipoteticamente a serem executadas numa edificação multifamiliar, em Florianópolis/SC.

Descrição da edificação:

Obra: Sistema de esgotos da residência multifamiliar

O projeto consiste em reforma, adequação e ampliação de um sistema de tratamentos e destinação de efluentes líquidos de uma unidade multifamiliar. Não existindo os projetos originais para este sistema para comparação. Atualmente o esgoto é destinado a um sistema de esgotos convencional com fossa e sumidouro pré-fabricados. Serão construídas as partes externas das redes novas de esgotos separando águas negras (sépticas, cloacais) e cinzas (das pias e chuveiros) e destinando estes efluentes para um sistema de tratamento e finalização novo, que poderia servir também para estudos de seu funcionamento para proposição de novas normas futuramente. Na edificação há uma varanda e duas casas principais geminadas com um banheiro em cada e cozinha e que hoje atendem rotineiramente a 10 (dez) usuários por dia (8 h diárias) e dois funcionários a noite, eventualmente a algum usuário a mais. O projeto prevê o uso de até 20 pessoas por dia que é a capacidade de espaço do prédio, mantendo essa proporção de uso diurno e noturno.

A água para consumo vem da rede da concessionária. Por hora, será usado o sistema de esgotos aqui projetado, com reformulação do tratamento através de Tanques de Evapotranspiração (para águas negras) e círculos de bananeiras (para águas cinzas). Os detalhes do projeto estão explicados nos itens a seguir.

1.1      Áreas

Tabela 1: Quadro de Áreas Utilizadas (m²)

Locais Internos

Áreas aproximadas em m²

Copa/Cozinha

~ 36,00

Quartos

~ 36,00

Varanda

~ 84,00

Banheiro 1

~ 6,00

Banheiro 2

~ 6,00

Subtotal: áreas internas

~168,00

Áreas externas

Sistema de tratamento de efluentes

~ 65,00

TOTAL

~ 233,00

A edificação tem no total 168,00 m². Considerando população total, consumo e destinação final na ampliação serão construídos, portanto, 65,00 m² referentes ao novo sistema de tratamento e finalização dos efluentes líquidos.

1.2      Relação de Desenhos

Seriam partes integrantes do Projeto de Tratamento e Destinação de Efluentes Líquidos, além deste memorial, as pranchas de desenho do projeto abaixo relacionadas:

I Folha I – Projeto básico e detalhamentos dos sistemas de tratamentos de efluentes: Tanque de Evapotranspiração e círculos de bananeiras.

2.    DIRETRIZES GERAIS DO PROJETO

Este texto visa apresentar e descrever um exemplo de Projeto de Tratamento de Efluentes Líquidos reunindo as características, informações técnicas, considerações e dimensionamentos para uma suposta realização junto a uma residência multifamiliar ou alojamento temporário.

Um projeto deve ser seguido fielmente, de acordo com as prescrições das normas técnicas aplicáveis. Quaisquer alterações que por ventura se façam necessárias, só poderão ser executadas após autorização prévia do projetista.

As plantas e especificações constituem um todo e se complementam, fazendo parte integrante do PROJETO e não estarão presentes neste texto.

2.1      Normas e portarias de referência

  • NBR 5626 – ABNT – Instalações Prediais de Águas Fria.
  • NBR 5648 – ABNT – Tubo de PVC rígido para instalações prediais de água fria.
  • NBR 7229 – ABNT – Projeto, construção e operação de tanques sépticos.
  • NBR 8160 – ABNT – Instalações Prediais de Esgoto Sanitário.
  • NBR 9649 – ABNT – Projeto de redes coletoras de esgoto sanitário.
  • NBR 9814 – ABNT – Execução de rede coletora de esgoto sanitário – Procedimento.
  • NBR 10843 – ABNT – Tubos de PVC rígido para instalações prediais de águas pluviais.
  • NBR 10844 – ABNT – Instalações Prediais de Águas Pluviais.
  • NBR 13969 – ABNT – Tanques sépticos – Unidades de tratamento complementar e disposição final dos efluentes líquidos – Projeto, construção e operação.
  • NORMAS DA CONCESSIONÁRIA E DO MUNICÍPIO.

3.    SISTEMA DE EFLUENTES LÍQUIDOS

Por se tratar de área sem previsão de ampliação da rede de esgotos da concessionária/CASAN a médio prazo, além de ser uma área rural e que pode servir de referência de tecnologias para outras, o sistema de tratamento de efluentes proposto se usará de um método que vem sendo utilizado eficientemente em propriedades rurais e locais mais afastados por ser de custo relativamente reduzido se comparado aos sistemas utilizados nas cidades e por permitir a (re)utilização de materiais alternativos e disponíveis no local. Apesar desta possibilidade, por se tratar de uma obra pública e de complexos sistemas de compras, optou-se por projetar o sistema aqui considerando apenas materiais comercialmente acessíveis.

O método principal aqui apresentado é conhecido como Tanque ou Bacia de Evapotranspiração – também conhecido como TET ou TevaP ou ainda BET – e consiste num único sistema que, se bem dimensionado, reúne as características de dimensionamento e funcionamento dos tradicionais, reconhecidos e normatizados sistemas físicos, químicos e biológicos de tratamentos de efluentes líquidos, de alta eficiência mas sem geração de efluente final líquido, portanto com redução de até 100% do volume de líquidos.

A bacia de evapotranspiração baseia-se numa câmara anaeróbica central, que faz o tratamento biológico inicial com separação de escuma e decantação de lodo, de forma semelhante a um tanque séptico (ou fossa séptica). Envolta nesta câmara há um sistema de filtração anaeróbica física e biológica através de material poroso, semelhante ao sistema de filtro anaeróbico. E sobre este hão camadas de areia e solo que complementam a filtração e servem de substrato para um sistema de zona de raízes com uso de plantas, semelhante às wetlands, escolhidas adequadamente com intenção de evapotranspirarem toda ou maior parte da água além de aproveitarem todos os nutrientes nela diluídos.

3.1      População estimada na edificação

Para determinação da população na edificação em estudo foi utilizado o Código de Obras de Florianópolis (COF) e foi feita a adequação com a população já utilitária do espaço.

De acordo com o COF é usada a seguinte quantidade de pessoas por área:

·        Uma pessoa para cada 4 m² de laboratórios e oficinas,

·        Uma pessoa para cada 15 m² de ambientes de atividades não específicas e administrativas;

·        Uma pessoa para cada 7 m² de setores sem acesso ao público (áreas de trabalho/ escritórios).

Assim, calcula-se população em torno de 16 pessoas. Apesar desta capacidade este dado não é verosímil pois há em torno de 10 usuários do espaço simultaneamente. Caso todas as pessoas frequentassem a edificação todos os dias, o que não ocorre nos finais de semana e no período noturno, o número ainda assim seria inferior ao obtido pelo cálculo baseado nas áreas. É importante frisar que o dimensionamento usando o Código de Obras de Florianópolis é restritivo, sendo considerado como a lotação máxima possível da edificação.

Considerou-se, então, população total de 20 pessoas, mas apenas 10 pessoas em uso da área simultaneamente. Ainda que haja ampliação do número de usuários futuramente, é improvável que todas essas pessoas frequentem o edifício ao mesmo tempo, e o maior consumo de águas se dará nos vasos sanitários (águas negras, até 10 litros por uso) e na pia da cozinha (águas cinzas).

3.2      Cálculo do dimensionamento de referência dos Tanques Sépticos, secundários e finalizações para comparação com o modelo proposto de Tanque de Evapotranspiração

A título de comparação farei aqui alguns dimensionamentos que não serão utilizados na prática mas servirão como referência para confrontar ao dimensionamento do tanque de evapotranspiração que virá a seguir.

Onde os dados para dimensionamento dos sistemas a seguir:

  • V = volume útil, em litros
  • N = número de pessoas ou unidades de contribuição
  • C = contribuição de despejos, em litro/pessoa x dia ou em litro/unidade x dia (ver Tabela 1) NBR 7229
  • T = período de detenção, em dias (ver Tabela 2) NBR 7229
  • K = taxa de acumulação de lodo digerido em dias, equivalente ao tempo de acumulação de lodo fresco (ver Tabela 3) NBR 7229
  • Lf = contribuição de lodo fresco, em litro/pessoa x dia ou em litro/unidade x dia (ver Tabela 1 da NBR 7229)

3.2.1 Tratamento primário – Comparação 1: Fossa Séptica para 20 pessoas com 50 litros de descarga/dia e um dia de armazenamento

V = 1000 + N(CT + KLf)

Para escola: C = 50; Lf = 0,20; T = 1,0; K = 65.

V = 1000 + 20 (50*1,0 + 65*0,2)

V = 2260 Litros

V = 2,26 m³

Como as 20 pessoas estimadas, já considerando aumento da demanda futuramente, não frequentarão o prédio em período integral e simultaneamente. Além disso ocorrerá a separação de dejetos em águas cinzas e negras, portanto reduzindo o volume de dejetos a ser tratado desta forma, portanto o volume calculado é superestimado. Mas a título de cálculo para a realidade da universidade, onde ainda não se pode contar com revisões constantes e manutenções dos sistemas de tratamentos de efluentes, apenas quando os sistemas saturam, vamos considerar o cálculo de comparação para uma acumulação por maior período com um maior reservatório para lodo conforme a seguir.

3.2.2 Tratamento primário – Comparação 2: Fossa Séptica para 10 pessoas com 50 litros de descarga/dia e um dia de armazenamento e cinco anos sem manutenção

V = 1000 + N(CT + KLf)

Portanto: C = 15; Lf = 0,20; T = 1,0; K = 225.

V = 1000 + 10 (50*1,0 + 225*0,2)

V = 1950 Litros

V = 1,95 m³

Mas, considerando-se o consumo real, apenas pelas descargas utilizadas pelos funcionários, pode-se reduzir ainda mais o dimensionamento do sistema, ainda mantendo o longo período sem manutenção, o que nos leva a proposta de comparação a seguir.

3.2.3 Tratamento primário – Comparação 3: Fossa Séptica para 10 pessoas com 15 litros de descarga/dia e um dia de armazenamento e cinco anos sem manutenção

V = 1000 + N(CT + KLf)

Portanto: C = 15; Lf = 0,20; T = 1,0; K = 225.

V = 1000 + 10 (15*1,0 + 225*0,2)

V = 1600 Litros

V = 1,6 m³

Ainda assim, o sistema de tratamento proposto neste memorial se diferencia por ter um acúmulo mais prolongado de armazenamento dentro do sistema, até todo o líquido ser evapotranspirado, além de ser dimensionado para não ter manutenção constante. Então a comparação mais fiel deve levar estes fatores em consideração, conforme na comparação a seguir.

3.2.4 Tratamento primário – Comparação 4: Fossa Séptica para 10 pessoas com 15 litros de descarga/dia e sete dias de armazenamento com manutenção a cada cinco anos

V = 1000 + N(CT + KLf)

Portanto: C = 15; Lf = 0,20; T = 7,0; K = 225.

V = 1000 + 10 (15*7 + 225*0,2)

V = 2500 Litros

V = 2,5 m³

3.2.5 Tratamento secundário – Comparação 1: Filtro Anaeróbio para 20 pessoas com 50 litros de descarga/dia e um dia de armazenamento

V = 1,6 x N x C x T

V = 1,6 x 20 x 50 x 1,0

V = 1600 Litros

V = 1,6 m³

3.2.6 Tratamento secundário – Comparação 2: Filtro Anaeróbio para 10 pessoas com 15 litros de descarga/dia e sete dias de armazenamento

V = 1,6 x N x C x T

V = 1,6 x 10 x 15 x 7,0

V = 1680 Litros

V = 1,68 m³

3.2.7 Soma dos Volumes da Fossa Séptica e do Filtro em condições semelhantes à Vala de Evapotranspiração a ser projetada

V = 1,8 + 1,68

V = 3,48 m³

3.2.8 Comparação: Disposição final em valetas de infiltração

Após passar pelo tratamento primário e tratamento complementar, o efluente seguiria para uma disposição final, que devido ao alto nível do lençol freático da fazenda, deveria ser infiltração por valas subsuperficiais a serem dimensionadas ou canteiros de infiltração e evapotranspiração, conforme NBR 13.969.

Considerando as características do solo, como um neossolo quartzarênico hidromórfico típico, rico em matéria orgânica, o que dificulta a percolação, temos uma taxa de percolação aproximada de 50 l/m².dia. Com este valor precisaríamos de a superfície de aproximadamente 10 m² apenas para infiltração (Ai = área de infiltração), considerando-se o total de águas negras e cinzas de 50 litros por usuário por dia, para 10 pessoas. Se forem 20 necessitaríamos o dobro, 20 m².

Ai = 10 m².

3.3      Dimensionamento dos Sistemas de Tratamento: Vala de Evapotranspiração, Círculos de Bananeiras e se necessário for um sistema primário para águas cinzas com plantas aquáticas

Aqui segue o dimensionamento do sistema que será utilizado na presente obra:

Para águas cinzas: Fontes geradoras (pias, chuveiros) → (caixa de gordura quando for o caso) → Caixas de passagem → Lagoa com plantas aquáticas (aguapés) → Círculos de bananeiras.

Para águas negras: Fontes geradoras (vasos sanitários) → Caixas de passagem → Tanques de Evapotranspiração → Lagoa com plantas aquáticas (se houver excedentes, para o mesmo tanque das águas cinzas) → Círculos de bananeiras (se houver excedentes).

3.3.1 Tratamento primário para águas negras: Tanques de Evapotranspiração

O dimensionamento deste sistema tem como referência diversos estudos, aos quais no Brasil um principal e dos mais recentes é de Galbiati, 2009.

O sistema consiste em camadas, conforme citado no início deste trabalho, por uma profundidade útil constante de um metro. Portanto a área representa também o volume da obra em m³.

Ela sugere a seguinte formulação:

A = ( N x C ) / [(ET – Kt) – (P x Ki)]

Onde:

  • A = Área útil superficial da vala, em m²
  • N = número de pessoas ou unidades de contribuição (ou n)
  • C = contribuição de despejos, em litro/pessoa x dia ou em litro/unidade x dia (ver Tabela 1) NBR 7229 (ou Qd)
  • Kt = Coeficiente do tanque (ou ktevap, =dados de acordo com a pesquisa da autora que variam de acordo com a insolação e ocorrência de ventos)
  • ET = evapotranspiração de referência média do local, em mm/dia (ou ET0)
  • P = Pluviosidade média do local, em mm/dia
  • Ki = Coeficiente de infiltração, varia de 0 a 1.

 

Considerando:

N = 10 usuários constantes

C = 15 l/pessoa.dia

Kt = 2,71

ET = 2,2 mm/dia

P = 4,5 mm/dia

Ki = 0,6

 

A = ( 10 x 15 ) / [(2,2 – 2,71) – (4,5 x 0,6)]

A = 45,98 m² <<<

O dimensionamento deste sistema também é padrão e deve ter 2 m de largura por um metro de profundidade. Portanto considerando a área de 45,98 m², deverá ter 23 m de comprimento por 2 m de largura.

Figura 1: Corte transversal de um Tanque de Evapotranspiração

Fonte: UFMS

Figura 2: Estrutura física e detalhes das camadas do Tanque de Evapotranspiração

Fonte: Emater/MG

Conforme citado e a título de comparação, um sistema como este equivale a diversos sistemas de tratamento de efluentes em um só. Por exemplo, com esta área:

3.3.1.1 Volume de tratamento anaeróbico semelhante a um tanque de fermentação ou fossa séptica

O volume de espaço “vazio” deste tanque pode ser feito alternativamente com materiais disponíveis no local como pneus velhos ou tubos de drenagem (furados) ou tubos inteiros com espaçamentos entre um e outro.

Neste exercício consideramos utilizar materiais pré-moldados em formato de meia calha para drenagem de 800 mm de diâmetro (R = 0,4 m). Serão necessários 23 m (= C) desta câmara ou “tubo”.

Vt = (π x R² x C) / 2

Vt = (3,14 x 0,4² x 23) / 2

Vt = 5,78 m³

Sendo que os dimensionamentos das fossas sépticas, segundo os cálculos das comparações nos itens acima tiveram os valores entre 1,6 m³ e 2,5 m³. Mas visto que o sistema deverá dar conta de filtrar, absorver e evapotranspirar o mais importante é a área superficial e não apenas o volume interno e o tempo de disposição.

3.3.1.2 Volume de tratamento por filtragem, equivalente ao filtro anaeróbico

Considerando que a área de filtragem, envolvente à câmara de tratamento é composta por camadas de materiais porosos, usualmente utilizados cacos de telhas e/ou britas grossas (4 ou 5) e/ou cacos de bambu seco. Esta camada ocupa do fundo do tanque até o meio deste, sendo coberta por bidim.

Portanto a área de filtragem se equivale ao produto do comprimento pela largura e pela profundidade de 50 cm, reduzida a área do tanque anaeróbico:

Vf = (C x L x h) – Vt

Vf = (23 x 2 x 0,5) – 5,78

Vf = 17,22 m³

Sendo que os dimensionamentos dos filtros anaeróbicos, segundo os cálculos das comparações nos itens acima tiveram os valores entre 1,6 m³ e 1,68 m³.

3.3.1.3 Área de evapotranspiração, equivalente à área de disposição final ou valas de infiltração

A área de evapotranspiração é a superfície do Tanque que deverá sempre estar coberta por plantas, as mais diversas com priorização para bananeiras (Musa sp.) devido às suas características de:

  • Alta capacidade de absorver água e nutrientes e alto coeficiente de perda de água por evapotranspiração;
  • Necessidade nutricional das bananeiras é muito parecida com a composição química dos lodos de esgotos cloacais. Assim garantindo que os nutrientes que serão absorvidos pelas raízes destas plantas serão melhor aproveitados do que se utilizar apenas outras espécies, conforme SBSC, 2004 e Bettiol e Camargo, 2006.
  • Lodos de esgotos contem em média 30 a 80% de matéria orgânica, 5,6 mg/l de Fósforo (P), 13,15 mg/l de potássio (K), 7,72 mg/l de cálcio (Ca), 3,16 mg/l de magnésio (Mg), 33,14 mg/l de enxofre (S), 52 mg/l de sódio (Na) (dados de Silva Cuba e outros, 2015), portanto relação NPK de aproximadamente 2-1-3, enquanto a adubação de manutenção teria em média a relação NPK de 3-2-5 (conforme SBSC, 2004), isto é, muito parecidas a produção pelo esgoto e a demanda pelas plantas.

Outras espécies que podem ser utilizadas em conjunto com as bananeiras são as plantas adaptadas a solos úmidos e de preferência com grande área foliar, por exemplo: ornamentais como copo-de-leite (Zantedeschia aethiopica); maria-sem-vergonha (Impatiens walleriana); lirio-do-brejo (Hedychium coronarium); caeté-banana (Heliconia spp.), papiro (Cyperus giganteus), beri (diversas espécies do gênero Canna) e junco (Zizanopsis bonariensis). Este já é usado e recomendado em sistemas de tratamentos de efluentes por zonas de raízes (ou wetlands). Ou plantas com partes aéreas comestíveis (PANC) assim como taboa (Thypha sp.), taioba (Xanthosoma sagittifolium), inhame (Colocasia esculenta) dentre outras. Essa diversidade de espécies complementam os espaços não ocupados pelas bananeiras e garantirão um aproveitamento de raízes em outros nichos, absorvendo portanto mais águas e nutrientes. Além disso a diversidade de espécies enriquece a microflora do solo garantindo uma melhor eficácia de tratamento biológico e a sobrevivência e continuação do funcionamento do sistema em casos de eventuais crises.

Assim sendo e concluindo esta fase de dimensionamento deste sistema, conforme citado nos capítulos acima, a área de evapotranspiração deste sistema será de aproximadamente 46 m³, maior que os dimensionamentos da disposição final por valetas de infiltração, segundo os cálculos das comparações nos itens anteriores tiveram os valores entre 10 m³ e 20 m³.

3.3.2 Tratamento primário para águas cinzas: Lagoas de plantas aquáticas (aguapés) – opcional

As águas cinzas são resíduos líquidos, também ricos em nutrientes mas que não possuem contaminação biológica por fezes e portanto, sem risco sanitário de disseminação, podendo ser utilizadas diretamente para irrigação de plantas. Possuem características de composição rica em nitratos e fosfatos derivados de saponáceos, detergentes, restos de alimentos das pias e urina proveniente de mictórios e chuveiros. Quando oxidados se tornam ótimas fontes de nutrientes para plantas. Porém águas cinzas, se expostas à insolação, podem emitir cheiro, o que requer cuidados especiais na sua disposição. Conforme citado anteriormente as bananeiras são um exemplo de espécie com ótimo aproveitamento desses resíduos como finalização.

Entretanto se houver o desejo ou necessidade de um tratamento prévio exclusivo para as águas cinzas uma alternativa viável e de fácil construção é um sistema de lagoas com plantas aquáticas (ou aguapés).

Conforme a NBR 13969o sistema de lagoa com plantas aquáticas devem ser dimensionados com os seguintes parâmetros:

a) taxa de aplicação hidráulica superficial, devendo ser adotado o valor limite de 600 m³/(ha.dia);

b) a profundidade máxima da lâmina líquida deve ser limitada entre 0,7 m e 1,0 m, com altura sobres-salente de 0,30 m;

c) a relação comprimento/largura da lagoa deve ser superior a 10, sendo que a largura deve estar limitada a 10 m;

d) quando a relação acima não for possível, devido a problemas topográficos ou do formato de terreno, recomenda-se dividir a lagoa em unidades múltiplas em série;

e) as lagoas com plantas aquáticas devem conter telas/anteparos suspensos facilmente removíveis, compartimentando a superfície da lagoa, de modo a permitir um crescimento uniforme das plantas em toda a sua área, mantendo-se a distância entre os anteparos inferior a 10 m.

É um sistema que necessita retirada constante das plantas em excesso, que podem ser aproveitadas para alimentação animal, biomassa para cobertura e adubação do solo. O acesso ao sistema para a retirada das plantas deve ser previsto na locação. Como as plantas crescem muito se houver temperatura média acima de 15 graus celcius, elas deixam pouco espaço para o contato da água servida com a insolação, o que reduzirá o problema de cheiro.

3.3.2.1 Dimensionamento do sistema de tratamento com plantas aquáticas

Para este sistema será considerada a permanência da água usada no sistema por um período de dois dias. Considerando a profundidade útil de 0,7 m, sendo que o comprimento deverá ser 10x a largura, e o volume de 35 litros por usuário por dia, para 20 funcionários:

V = 35 litros x 20 funcionários x 2 dias

V = 700 litros x 2 dias

V = 1400 litros = 1,4m³.

Dimensionamento:

V = C x L x H

sendo que C >= 10xL

portanto propõe-se

V = 4,5m x 0,45m x 0,7m = 1,41m³

sendo as dimensões internas úteis:

Comprimento – C = 4,5m

Largura – L = 0,45 m

Profundidade – H = 0,7 m

3.3.3 Disposição final em círculos de bananeira

Os círculos de bananeira não recebem águas negras, apenas em último caso após tratamentos primários e secundários. Esta disposição final apresenta diversas vantagens em relação aos sumidouros típicos e valas de infiltração por não infiltrar toda a água com nutrientes no solo sob risco de poluir aquíferos e lençóis. Parte deste líquido passa a ser absorvido pelas plantas e evapotranspirado, reduzindo significativamente o risco de poluição.

Outro ponto positivo é a facilidade de disponibilidade de mudas de bananeiras, além da consequente produção de frutos, principalmente para as áreas rurais.

Nos círculos de bananeiras, em solos arenosos é possível colocar uma impermeabilização em parte do fundo, na parte côncava da perfuração. Isto pode ser através de um pedaço de lona ou argila compactada ou ambos e nestes casos deve atingir a lateral do buraco até aproximadamente 30 cm abaixo da superfície.

O dimensionamento parte do mesmo cálculo utilizado nas valas de infiltração e sumidouros reduzida a taxa de evapotranspiração pelas plantas. Ou seja, para o volume deste projeto seria de 10 a 20 m² (águas cinzas + negras), menos o coeficiente da taxa de evapotranspiração para o local, que no caso é de 2,2 multiplicado pela área de folhas a ser desenvolvida. Esta área folhar se considera equivalente a área de infiltração. Então se considera que cada vala de círculo de bananeira terá um m², cercado de bananeiras (pelo menos 5 por vala).

Portanto:

A = Ai / ET

Onde:

A = Área total ocupada por círculos de bananeiras, em m²

Ai = área de infiltração de referência, em m²

ET = evapotranspiração de referência média do local, em mm.d-1

A = 10 / 2,2

A = 4,54 m²,
Ou seja, 4 círculos de bananeiras.

3.4      Instalação Sanitária

A coleta dos efluentes sanitários será feita por ramal de descarga individual, que de um modo geral escoará nas Caixas de Passagem (C.P.) formando a rede horizontal tendo como destino o tratamento já citado.

Todas as tubulações de esgoto devem ser devidamente ventiladas na parte externa da edificação. As tubulações de ventilações (TV) serão prolongadas até acima do telhado.

Os ramais de descarga, ventilação e subcoletores serão em PVC, classe 8, série normal, com traçado e dimensionamento conforme projeto padrão.

As caixas de passagem serão de alvenaria de tijolos maciços ou pré-fabricadas. Terão seção retangular e profundidade conforme declividade de 3 a 5% em relação a origem. Serão rebocadas internamente com argamassa de cimento e areia (1:3), com adição de aditivo impermeabilizante tipo Sika 1 ou similar. O fundo das caixas deverá ser moldado com canaletas para direcionar o escoamento no sentido da saída, evitando a formação de depósitos. As tampas deverão ser de concreto, cegas, com marco e contramarco em chapa metálica. As tampas deverão ser de fácil remoção e garantir perfeita vedação.

Cabe novamente ressaltar que este é um projeto de reforma e ampliação, logo, algumas das caixas usadas em projeto serão reaproveitadas, bem como os tubos dos banheiros.

Os novos sistemas aqui descritos deverão obedecer rigorosamente ao projeto e ao determinado na NBR 8160 e NBR 9649 da ABNT.

4.    INFORMAÇÕES GERAIS PARA EXECUÇÃO

4.1 Sistemas de tratamento

A – Orientação solar:

Como a evapotranspiração das plantas depende em grande parte da incidência solar, o Tanque de Evapotranspiração assim como os círculos de bananeiras devem ser orientados para a maior insolação (o norte no hemisfério sul) e sem obstáculos, como árvores altas próximas ao tanque, para evitar sombra e para permitir ventilação. Preferencialmente deve ser instalado no sentido leste-oeste em relação ao comprimento.

B – Tanque – parte estrutural:

Pode-se construir o tanque de diversas maneiras, mas visando a economia um método indicado de construção das paredes e do fundo é através de ferrocimento. Isso permite que as paredes fiquem mais leves, levando menor quantidade de material. O ferrocimento é uma técnica de construção com grade de ferro e tela de “viveiro” – diâmetro < ou = 15 mm – cobertas com argamassa. A argamassa da parede deve ser de duas partes de areia (lavada média) por uma parte de cimento e a argamassa do piso deve ser de três partes de areia (lavada) por uma parte de cimento, com espessura de pelo menos 2 cm. Pode-se usar uma camada de concreto sob (embaixo) o piso, caso o solo não seja muito firme.

Outra forma recomendada para solos menos estáveis é a construção com blocos pré-fabricados.

D – Câmara anaeróbica:

Depois de pronto o tanque e assegurada a sua impermeabilização, deve ser feita a construção da câmara através do uso de tubulação (ou meia-calha ou pneus usados por exemplo) e do material poroso para envolvimento da mesma, que pode ser de peças cerâmicas usadas – telhas, tijolos ou entulho de obra, pedras e ou pedaços de bambu seco. A câmara é composta enfim pelo duto (“ tubo” de pneus ou outro material) e de materiais porosos, colocados em volta até a altura superior do duto, formando a câmara. Isto cria um ambiente com espaço livre para a água e beneficia a proliferação de bactérias que quebrarão os sólidos em moléculas de nutrientes.

E – Tubo de inspeção e camadas porosas de materiais

Deve-se afixar o tubo de inspeção (100 mm de diâmetro), penetrando a câmara (de pneus ou tubos). Recomenda-se utilizar o prolongamento do tubo de entrada, que acoplado de um “T” na extremidade lançará um ramal com esgoto para baixo e um tubo para “visita” para cima, ficando a extremidade deste acima da superfície, fechada com uma tampa (cap) perfurada no meio com abertura de até 5 mm para entrada de ar e saída de pressão do sistema.

Acima da camada de materiais porosos da câmara anaeróbica são colocadas também as camadas seguintes: manta de bidim, acima uma de brita grossa (espessura 10 cm) ou outro material poroso de tamanho semelhante (por exemplo telhas cerâmicas quebradas neste tamanho, ou pedras de carvão vegetal ou mineral), brita fina (10 cm), areia grossa ( 10 cm) e solo (restante superficial) até o limite superior do tanque de forma abaulada para facilitar o escoamento superficial de água da chuva. Procura-se utilizar um solo rico em matéria orgânica e de aspecto mais arenoso que argiloso.

F – Proteção e tubo de extravasamento

Como o tanque não tem tampa, para evitar o alagamento pela chuva, a superfície do solo do tanque deve ser abaulada, mais alta no centro, acima do nível da borda, coberto com palhas; todas as folhas que caem das plantas e as aparas de gramas e podas são colocadas sobre o tanque para formar um colchão por onde a água da chuva escorre parra fora do sistema.

Para evitar o escoamento superficial da água da chuva para dentro do sistema, é aberta uma vala externa ao redor do tanque, com 25 cm de largura e 15 cm de profundidade ou e colocada uma borda (cerca de 10 cm de altura acima do nível superficial do solo) de tijolos ou blocos de concreto ao redor do tanque, para que esta fique mais alta que o nível do terreno; impedindo que a água proveniente do terreno escorra para o interior do tanque.

O tubo ladrão deve ser posicionado próximo às bordas das extremidades e de paarte de um dos lados a 10 cm abaixo da superfície do solo superficial do tanque.

G – Plantio

Algumas espécies recomendadas para introdução no Tanque de Evapotranspiração são:em conjunto com as bananeiras são as plantas adaptadas a solos úmidos e de preferência com grande área foliar, por exemplo: ornamentais como copo-de-leite (Zantedeschia aethiopica); maria-sem-vergonha (Impatiens walleriana); lirio-do-brejo (Hedychium coronarium); caeté-banana (Heliconia spp.), papiro (Cyperus giganteus), beri (diversas espécies do gênero Canna) e junco (Zizanopsis bonariensis). E também plantas com partes aéreas comestíveis assim como taboa (Thypha sp.), taioba (Xanthosoma sagittifolium), inhame (Colocasia esculenta) dentre outras. Essa diversidade de espécies complementam os espaços não ocupados pelas bananeiras e garantirão um aproveitamento de raízes em outros nichos e profundidades, absorvendo portanto mais águas e nutrientes. Além disso a diversidade de espécies enriquece a microflora do solo garantindo uma melhor eficácia de tratamento biológico e a sobrevivência e continuação do funcionamento do sistema em casos de eventuais crises.

H – Disposição de deflúvio

O tubo de drenagem, de 50 mm de diâmetro instalado a 10 cm abaixo da superfície junto ás bordas das extremidades do tanque, será conectado a um canteiro de infiltração e de evapotranspiração ou a uma vala de infiltração (conforme NBR 13969/1997) ou a outro sistema secundário como o tanque de plantas aquáticas (aguapés) e/ou nos círculos de bananeiras para disposição final do efluente extravasado.

4.2 Tubulações

–       Serão tomados especiais cuidados durante a instalação dos tubos e conexões, de modo a evitar a entrada de corpos estranhos nos mesmos.

–       As canalizações de água potável não deverão passar dentro de fossas, poços absorventes, poços de visita, caixas de inspeção ou valas, que não sejam exclusivas para tubulações de água potável.

–       As tubulações enterradas deverão ser envoltas em areia grossa e ter proteção contra eventuais perfurações (cortes) ou recalques concentrados. No fundo das valas onde serão enterradas as tubulações deverá ser executado um colchão de areia compactada com 10 cm de espessura.

–       Após a montagem e assentamento dos tubos, as valas serão preenchidas e compactadas,  manualmente, em camadas de 10cm, até 20cm acima da geratriz superior dos tubos. O restante do reaterro deverá ser executado de maneira que resulte em densidade, aproximadamente igual a do terreno natural.

–       As tubulações embutidas serão fixadas pelo enchimento total do vazio restante dos rasgos com argamassa de cimento e areia, traço 1:5.

–       Nenhuma das tubulações poderá ficar solidária à estrutura; para tanto, as devidas passagens nas lajes deverão ter diâmetros maiores que os das tubulações, para que fique assegurada a possibilidade de dilatação e contração.

–       As tubulações deverão ser cuidadosamente executadas, de modo a evitar a penetração de material no interior dos tubos, não se deixando saliências ou rebarbas que facilitem futuras obstruções.

–       Nas instalações aparentes os tubos devem ser fixados com braçadeiras de superfície interna lisa e larga, ou com fita metálica apropriada. Na horizontal afastamento respeitará 10φ ou 50 cm (o que for maior) e na vertical um suporte a cada 2,00 m. Quando as tubulações estiverem próximas à laje usa-se bucha, parafusos e fita tipo Valsiva, seguindo a declividade dos tubos.

–       Onde necessário a tubulação deverá ser pendurada através de suportes metálicos. Serão executados com braçadeiras metálicas galvanizadas, penduradas à estrutura através de barras roscadas de 6 mm e fixadas através de dois finca pinos ou conexão de pressão tipo Parabolt ou equivalente com diâmetro de 6 mm.

–       As canalizações empregadas deverão resistir à pressão de no mínimo 50% acima da pressão máxima de trabalho do sistema.

–       As conexões, registros, válvulas e demais peças serão empregadas de modo a não prejudicar o integral aproveitamento das canalizações e possuirão resistência igual ou superior à exigida para os tubos.

5.    TESTES E VERIFICAÇÕES

5.1      Teste de Estanqueidade em Tubulações de Esgoto

De acordo com a norma técnica da ABNT NBR 9814: 1987, as tubulações de água fria devem estar de acordo com o ensaio de estanqueidade previsto no item 5.12 da mesma:

5.12.1 Assentada a tubulação e completado o envolvimento lateral, antes porém do reenchimento da vala, deve ser providenciado o ensaio de estanqueidade das juntas, mediante teste hidrostático.

5.12.2 As verificações de estanqueidade devem ser feitas de preferência entre dois poços de visita consecutivos.

5.12.3 Os testes são executados com água após o fechamento da extremidade de jusante do trecho e as derivações ou extremidades dos ramais de ligação dos prédios. Enche-se o coletor através do PV de montante, procurando-se eliminar todo o ar da tubulação e elevar a água até a borda superior do PV.

5.12.4 Apesar de não desejável, entretanto a exclusivo critério de Fiscalização, o teste hidrostático pode ser substituído por prova de fumaça, devendo, nesse caso, as juntas estarem totalmente descobertas.

6.    DISPOSIÇÕES FINAIS

6.1      Conforme construído (as built)

Ao final da obra, antes da sua entrega provisória, a CONTRATADA deverá apresentar o respectivo “as built“, sendo que a sua elaboração deverá obedecer ao seguinte roteiro:

1.      Expressar todas as modificações, acréscimos ou reduções ocorridas durante a construção pelo DFO, cujos procedimentos tenham sido de acordo com o previsto pelas disposições deste Memorial;

2.      Representar sobre as plantas dos diversos projetos, denotando como os serviços resultaram após a sua execução, sendo que as retificações dos projetos deverão ser feitas sobre cópias dos originais, devendo constar, acima do selo de cada prancha, a alteração e respectiva data;

3.      Elaborar caderno contendo as retificações e complementações das Especificações Técnicas do presente caderno, compatibilizando-as com as alterações introduzidas nas plantas.

 

7.    REFERÊNCIAS

 

ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 7229 – Projeto, construção e operação de tanques sépticos. 1993.

ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 13969 – Tanques sépticos – Unidades de tratamento complementar e disposição final dos efluentes líquidos – Projeto, construção e operação. Setembro de 1997.

Bettiol, Wagner; Camargo, Otavio Antonio de. Lodo de esgoto: impactos ambientais na agricultura. Embrapa Meio Ambiente, Jaguariúna, 349p. 2006.

EMATER/MG. Tanque de evapotranspiração para tratamento de efluentes do vaso sanitário domiciliar. Acessado em 10/9/2016. Disponível em http://www.emater.mg.gov.br/doc/intranet/upload/DETEC_Ambientaltvap_com_defluvio.pdf .

Pamplona, Sérgio; Venturi, Marcelo. (2004) Esgoto à flor da terra. Permacultura Brasil – Soluções ecológicas. n.16. 2004.

Paulo, Paula Loureiro; Bernardes, Fernando Silva. Estudo de taque de evapotranspiração para o tratamento domiciliar de águas negras. Fundação Universidade Federal do Mato Grosso do Sul – UFMT. Acessado em 15/9/2016. Disponível em: http://sustentavelnapratica.net/arquivos/estudo_fossa_evapotrasnpiracao.pdf . Acessado em 15/9/2016.

Silva Cuba, Renata da; do Carmo, João Rios; Souza, Claudinei Fonseca; Bastos; Reinaldo Gaspar. Potencial de efluente de esgoto doméstico tratado como fonte de água e nutrientes no cultivo hidropônico de alface / Potential of domestic sewage effluent treated as a source of water and nutrients in hydroponic lettuce. Revista Ambiente & Água, v. 10, n. 3, p. 574, 2015.

Galbiati, Adriana Farina. Tratamento domiciliar de águas negras através de tanque de evapotranspiração. Dissertação (mestrado) – Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Centro de Ciências Exatas e Tecnologia – Campo Grande, MS, 2009.

Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (SBCS); Comissão de Química e Fertilidade do Solo. Manual de adubação e de calagem para os Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. 10. ed. – Porto Alegre, 400 p. 2004.

Gírias novas

A cada ano vemos ou ouvimos uma série de gírias, calão ou palavras, formas de expressar que antes não existiam ou eram usadas de forma distinta. Neologismos.

neologismo

substantivo masculino

LING
  1. 1.
    emprego de palavras novas, derivadas ou formadas de outras já existentes, na mesma língua ou não.
  2. 2.
    atribuição de novos sentidos a palavras já existentes na língua.
  3. 3.
    unidade léxica criada por esses processos.
Origem
⊙ ETIM neologia + -ismo

 

Após certa idade a gente acaba perdendo a referência de desde quando passamos a usar tal forma de expressão. Então neste instante resolvi começar a registar alguns que fui aprendendo ao longo dos últimos anos, resultando, quem sabe, num dicionário de neologismos da língua portuguesa brasileira.

Por questão de ordem, colocarei organizados primeiramente por anos, em seguida por ordem alfabética, seguidos dos possíveis significados.

Quem quiser encontrar por uma expressão específica, clique em procurar em seu navegador (ou Ctrl+F).

Quem quiser contribuir, me escreve que eu coloco aqui.

2016

brusinha – blusinha. Algumas expressões passaram a ser pronunciadas substituindo o L pelo R, acredito que com caráter de rustificação propositalmente, como se fosse falado por alguém que fala errado.

catioro – cachorro, cão, pronunciado como se fosse italianado “caccioro“.

flopar – deixar no vácuo, deixar sem resposta. Uma postagem que ninguém comenta, flopa. Contrário de flodar.

lacrar, lacrou, dar aquele lacre – dar um argumento muito bom ou definitivo, que teoricamente encerra uma discussão.

passar resenha – ficar com alguém, pegar, dar uns beijos e amassos.

 

2015

crush – da palavra igual em inglês, e com mesmo significado de “namoro” ou “paixão súbita”. Neste caso usado muito como referência para alguém que se está ficando e que se conheceu pela internet ou aplicativos de encontro ou apenas alguém que se está interessado, a fim. Crushar/ter um crush – atração por alguém que pode ser tão breve quanto uma troca de olhares ou durar uma vida toda.

flodar – encher de respostas ou não deixar outras pessoas responderem. Quando se publica muitas coisas em seguida uma da outra. (sem certeza do ano)

miga – amiga.

migue – amigo ou amiga, em um uso neutro da linguagem de gênero.

olar – “olá”.

2014

nudes – originalmente esta palavra significa um tom de cores. Nesta época passou a ser usado também como nú, de nudez. Usado para solicitar que as pessoas enviassem ou publicassem fotos nuas, peladas. (dúvida do ano)

tombar – causar, chamar a atenção através de uma ação (trazida por Carol Conka).

2013

estalquear – do inglês stalker, perseguidor. Usado na internet para se referir ao ato de ficar fuçando no perfil de alguém em busca de informações, ou de forma pior e literal, ficar no pé, comentar em todas as postagens de uma pessoa durante muito tempo, etc.

2012

shipar – torcer pela relação de alguém. Do inglês shipping.

selfie, selfismo – ato de se autofotografar. Ato de enaltecer o próprio ego fazendo biquinhos, caras e bocas nas fotos.(sem certeza do ano)

2011

miguxes, miguxos – amigos (sem certeza do ano)

2010

 

2008

_íneo – Sufixo “íneo” substituindo o sufixo “inho” com a intenção de deixar “fofíneo” (fofinho). Ex.: gatíneo (gatinho), cavalíneo (cavalinho), tadíneo (tadinho), etc.

kibar ou quibar – roubar ideias sem citar a fonte.

1999

fora da casinha – pessoa sem noção, que faz comentários sem sentido (sem certeza no ano).

1996

migué – “dar um migué”, enrolar, enganar, dizer que vai fazer algo e não fazer.

Links relacionados:

  1. Onde comentar e fazer sugestões de novos neologismos (sempre citando a explicação e o ano em que surgiu):

https://www.facebook.com/marceloventuri/posts/10154469136837732?comment_id=10154469181037732&notif_t=feed_comment&notif_id=1483540252190374

e em

https://www.facebook.com/marceloventuri/activity/10154469126572732?comment_id=10154469537702732&ref=notif&notif_t=open_graph_action_comment&notif_id=1483552158720191

2. Deixando o X e a @ pra trás na linguagem neutra de gênero – http://partidopirata.org/deixando-o-x-para-tras-na-linguagem-neutra-de-genero-por-juno/.

3. Grupo de gírias idosas, no facebook – https://www.facebook.com/giriasidosas/.

4.

TRANSFORME PROBLEMAS EM OPORTUNIDADES.

Esse é um dos princípios da permacultura, do Bill Mollison no seu Designer’s manual.

Baseado nisso, e numa aula do Arno, passei a buscar informações sobre uma praga que invade muito minha casa e a de minha família: CARACOL-AFRICANO, ou caramujo-africano – Achatina fulica.

Descobri que o bicho é uma lenda urbana atual e é um ótimo alimento. Então por que não pegar esse animal que virou uma praga e usar para alimentar meus bichos (já que eu não como carne e animais) e economizar um tantinho em ração?
Fica a dica. #fkdk

E quem quiser comer também: o link abaixo dele ensina os cuidados a serem tomados para você ou para seus animais desde a captura, abate e preparo.

ALTERNATIVA NA FORMA DE ABATE:

Uma mudança para esse roteiro que eu proponho, seria na forma de abate. Acredito que é muito menos cruel para abater animais de sangue frio, é o uso de congelador. Depois de todo o processo de “quarentena” quando o animal é limpo, a forma de abate ideal ao meu ver, coloque os animais na geladeira ou numa bacia com água e gelo, isso irá diminuir o seu metabolismo de forma que eles “adormecem” e deixam de sentir. Em seguida coloque num congelador onde morrerão congelados, por umas 48 horas antes de iniciar os processos de calor. Imagine como é para um animal de sangue frio morrer no calor, quando seu metabolismo está super ativado. Por isso minha proposta de alteração.

HISTÓRIA E MOTIVOS:

O caramujo-africano é comestível e foi introduzido no Brasil para ser consumido feito escargot mas como aqui não tinha mercado para este produto ele foi descartado sem controle na natureza e virou praga. Ele, naturalmente, não transmite doenças a não ser que elas estejam no ambiente por onde ele passa e depois você entre em contato com ele, portanto ele é um vetor. Assim como cães e gatos também são vetores de doenças e nem por isso saímos matando eles. Ele se propaga muito facilmente, se tornando praga e causando desequilíbrio ecológico, este é o seu principal problema. Além disso ele é confundido com espécies nativas que estão sendo dizimadas por competição de nicho e pela caça ignorante que deveria ser exclusiva desta espécie. O mesmo poderia ser feito com outras espécies exóticas que causam desequilíbrio, como saguis no sul do Brasil e tantos outros.

RISCOS E CUIDADOS:

As doenças transmitidas por eles são principalmente: meningite, esquistossomose e angiostrongilose. A meningite que é transmissível pelo muco, e acontece apenas se houver algum animal (incluindo humano) com a doença por perto. A esquistossomose só ocorre em locais com problemas de higiene e saneamento e se houver o parasita Schistosoma no meio. E as diferentes angiostrongiloses podem ocorrer apenas por ingestão do animal sem os devidos cuidados.

Portanto PARA EVITAR QUALQUER RISCO durante a captura e os manejos até o momento do preparo é essencial o uso de luva ou sacolas plásticas envolvendo as mãos. Mas após a quarentena e o cozimento em altas temperaturas pelo tempo recomendado no vídeo acima NÃO HÁ MAIS RISCOS de contaminação, e pode ser consumido.
RESUMIDAMENTE:
  1. captura e manejos com cuidados (luvas ou sacolas protegendo as mãos) e lavagem prévia com água corrente e sabão.
  2. “quarentena” de 7 dias sem comida, trocando a água e sendo lavados diariamente com escovinha, água e sabão.
  3. abate através de congelador por pelo menos dois dias – 48h.
  4. pré-cozimento com casca até ferver e subir uma gosma. Trocar a água e repetir.
  5. retirar das cascas com ajuda de um garfo, enquanto ainda estiverem quentes.
  6. cozinhar em panela de pressão por pelo menos 20 minutos (após o início da pressão).
  7. refogar com azeite e temperos a sua vontade. Para consumo de animais carnívoros pode ser apenas refogado em óleo, sem uso de alho e cebola. Também pode ser picado e moído. Sabor lembra de moluscos outros como ostras.

FONTES – LINKS E MATERIAIS COMPLEMENTARES

Abaixo seguem alguns materiais ratificando o que falo acima, muito importante e interessante que vejam todos, vale a pena:

meus perfis na net

Havia um tempo em que não havia internet. Ninguém tinha perfil em lugar nenhum. Aí surgiram os fotologs, depois os blogs, e depois o orkut, MySpace e assim por diante… Eu sou dos primórdios de tudo isso. Fiz minha primeira página em html à mão, código por código testando atualizando no netscape. Depois tive tudo que é perfil e página em todos os lugares. Então finalmente surgiu um site que concentrava todos os serviços num mesmo lugar, mas ele recentemente fechou, e nem consigo lembrar onde eu tinha perfil nas tantas redes sociais. Era o http://www.meadiciona.com/ventomar mas agora restou o https://about.me/marceloventuri/ que é mais simples mas tem uma função semelhante.

Eis que lembrei que tenho uma página. Não lembro minhas redes mas a medida que for lembrando, bora colocar aqui.

Algumas são sérias, outras são bagaceiras. Uma e outra eu me aprofundei na criação do perfil e descrição, várias eu criei a conta e nunca mais voltei. Então segue a lista. As primeiras são as que mais uso e acesso. As últimas as mais bagaceiras, apenas para alimentar meu vício de redes sociais e preencher fichas.

LATTES

 Facebook_logo-7panoramio Twitter-Logo Instagram-logo-005myspace_0 Picasa

 

familiaridade

askfm

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pensador uol

VK.com-logo.svg

flickr_logo

Fire Ball Church

Inspirados pelo programa Pequenas Igrejas Grandes Negócios – PIGN, que tem apoio do SEBRAI (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Igrejas), criamos a mais nova Igreja Bola de Fogo!

Assim como outras igrejas de sucesso que iniciaram suas rendas com apoio deste programa (PIGN e SEBRAI), prevemos muito sucesso para este nosso novo empreendimento. Outras igrejas que iniciaram da mesma forma: IURD (já se tornou grande com centenas de franquias), Pentecostal, Assembléia de Deus (já se tornou grande), do Nazareno, Snow ball, entre outras. O grande diferencial da Fire Ball Church está no fato de que não somos fria! Nossa fé tem como Deusa babilônica Tiamat (Aleluia), e como símbolo a estrela de fogo de 5 pontas (referenciando as cinco cabeças da Deusa Tiamat – Aleluia!). Nenhum outro Deus é tão poderoso e onipresente. Pois só Tiamat está presente em todos os elementos e meios de nosso mundo.

O significado dos poderes de Tiamat

 

  • A cabeça branca lança raios congelantes (snow ball);
  • A cabeça verde lança uma nuvem de gás venenoso;
  • A cabeça vermelha (a central, e única capaz de falar) lança bolas de fogo;
  • A cabeça azul lança energia em forma de raios;
  • A cabeça preta lança ácido.

 

O Culto

Existem diversos tipos de cultos de acordo com a escolha do cliente ops do fiel:

  1. Cultos brancos – do gelo (lembram da Snow ball church): várias pessoas cantando e dançando loucamente dentro de um ar condicionado gelado, maioria jovens empolgados e carentes que precisam por um rumo em sua vida, encontram o rumo do dragão branco.
  2. Cultos verdes – com vários incensos e repleto de pessoas naturebas que não tomam banho, estes cultos lembram woodstock.
  3. Cultos vermelhos – o principal e central de nossa igreja, é o culto do fogo. Neste os fieis atravessam brasas para se libertarem de seus pecados. Mesmo sendo preticante dos demais ao menos uma vez na vida tem que pasar por este.
  4. Cultos azuis – são os momentos mais eletrizantes. Acontecem preferencialmente em dias com relâmpados, onde os fieis correm de braços levantados orando em campos abertos. Lembra muito os cultos ao deus Thor.
  5. Cultos pretos – são secretos e apenas para iniciados.

 

LINKS – LEIA TAMBÉM:

Páginas interessantes sobre o assunto, com outras opiniões. Leituras complementares. (Os links a seguir não necessariamente representam a opinião deste autor, alguns inclusive contradizem. Tem, portanto, função de enriquecer a discussão e fazer você desenvolver sua própria opinião).

  1. https://t.co/HXjHPEBp4o – ‘Nunca vote em um religioso‘, afirma Padre Marcelo Rossi, 2014.
  2. http://www.gospelatualidades.com/2012/07/deputados-evangelicos-querem-proibir.html – Por falta de conteúdos importantes a serem propostos: Deputados evangélicos querem proibir solteiros nos motéis.
  3. http://www.sensacionalista.com.br/2014/10/30/bancada-evangelica-quer-criminalizar-o-iphone/ – Notícia não necessariamente real, devido a fonte, mas é a cara deles = Por falta de conteúdos importantes a serem propostos: Bancada evangélica quer criminalizar o iPhone.
  4. http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/01/1221000-igrejas-arrecadam-r-20-bilhoes-no-brasil-em-um-ano.shtml – Igrejas arrecadam R$ 20 bilhões no Brasil em um ano.
  5. https://catracalivre.com.br/geral/gentileza-urbana/indicacao/pastor-usa-dizimo-para-construir-casas-para-quem-nao-tem-moradia/ – Pastor usa dízimo para construir casas para quem não tem moradia.

 

Roteiro para DR

Roteirinho básico para ser preenchido antes das Discussões de Relacionamentos – D.R.

Como se a vida fosse simples assim… mas não custa tentar:

Antes de ter a DR, leia o texto a seguir:

RELACIONAMENTO É PARCEIRIA E NÃO PROPRIEDADE – https://ventomar.wordpress.com/2015/06/08/relacionamento-e-parceria-e-nao-propriedade/.

Entendida esta parte, vamos a diante.

A ideia é você e seu parceiro preencherem individualmente e à vontade as tabelas abaixo, sem se censurar, livremente, para conversarem e definirem em data a ser marcada como será agora e depois o relacionamento, caso queiram permanecer juntos. Coloque tudo o que considerar importante, sem medo, sem vergonha. Pode colocar mais de uma opção de resposta isso ou aquilo, assim ou assado. É bom ir pensando e escrevendo já por alguma semana antes da DR, que dá tempo de amadurecer e modificar até conversarem. Quando achar que está maduro, troque com o parceiro.

São duas partes iguais em cada tabela: uma referente ao agora e outra referente aos desejos futuros.

Para cada pergunta há duas respostas necessárias: a situação ideal pra você e o mínimo esperado para ser bom, ou o tolerável no relacionamento.

A tabela do Futuro pode ser copiada diversas vezes criando novas etapas com prazos diferentes. Também pode-se adicionar uma ultima coluna com: “Exceto ou não aceito”.

Divirta-se.

PRESENTE – HOJE
Pergunta Ideal
No minimo
O que quer ou que tipo de relação VOCÊ quer ter com outras pessoas?
O que quer comigo?
O que espera do nosso relacionamento?

(exemplos: Relacionamento: Abrir, Trair, Mentir ou Respeitar, Falar, Confiar? )

Como isso funcionaria na prática?

E no Futuro?

FUTURO – A partir de quando??? >_______________
Pergunta Ideal
No minimo
O que quer ou que tipo de relação VOCÊ quer ter com outras pessoas?
O que quer comigo?
O que espera do nosso relacionamento?

(exemplos: Relacionamento: Abrir, Trair, Mentir ou Respeitar, Falar, Confiar? )

Como isso funcionaria na prática?

Mostrou a ideia pr@ parceir@?

Preencheu tudo. Pensou bem? Deu tempo a si para amadurecer tudo o que escreveu?
Agora é só levar para @ parceir@ para discutirem.

Possivelmente depois de ler e pensar tudo isso já acalmaram os ânimos e nem precisem mais da D.R. Talvez seja essa a ideia. Mas se ainda precisarem, terão algo claro dos objetivos de cada um. Se muito divergentes, sigam seu caminho em liberdade. Se tudo a ver, voltem a ficar bem.

Aposto que tem gente que vai pedir pro parceiro assinar o questionário depois pra ter como prova do que foi acordado. Boa sorte!

Qual a dificuldade das pessoas em entender que relacionamento é parceria e não propriedade?
Que se está com a pessoa e não se tem a pessoa.
Ele deixa de fazer algo contigo para supostamente ficar com outras pessoas ou faz isso sem perder tempo que estaria com você?
Ele deixa de te dar amor e carinho por isso?
Se sim, converse com ele. Se não por que se incomoda? Podes também propor direitos iguais, que tal você ficar com gatinhos(as) também? Já imaginou poder ficar com ele sempre que ambos puderem, e quando ele não puder mas você estiver livre poder ficar com outras pessoas ou fazer coisas que você gosta?

(esta foi uma resposta a mais uma das milhões de bobagens de gente que não sabe lidar com aparentes “traições”:
https://www.facebook.com/UFSCSegredos/posts/1608359669422484?comment_id=1608371539421297)

Já disse o Osho:

KARMA

Primeiro fique sozinho.
Primeiro comece a se divertir sozinho.
Primeiro amar a si mesmo.
Primeiro ser tão autenticamente feliz, que se ninguém vem, não importa; você está cheio, transbordando.
Se ninguém bate à sua porta, está tudo bem –
Você não está em falta.
Você não está esperando por alguém para vir e bater à porta.
Você está em casa.
Se alguém vier, bom, belo.
Se ninguém vier, também é bom e belo
Em seguida, você pode passar para um relacionamento.
Agora você se move como um mestre, não como um mendigo.
Agora você se move como um imperador, não como um mendigo.
E a pessoa que viveu em sua solidão será sempre atraídos para outra pessoa que também está vivendo sua solidão lindamente, porque o mesmo atrai o mesmo.
Quando dois mestres se encontram – mestres do seu ser, de sua solidão -felicidade não é apenas acrescentada: é multiplicada.
Torna-se uma tremendo fenômeno de celebração.
E eles não exploram um ao outro,, eles compartilham.
Eles não utilizam o outro.
Em vez disso, pelo contrário,
ambos tornam-se UM e
desfrutam da existência que os
rodeia.
_
Osho

Vejam também:

1. Relacionamento: Abrir, Trair, Mentir ou Respeitar, Falar, Confiar? – https://ventomar.wordpress.com/2014/05/26/abrir-trair-mentir-ou-respeitar-falar-confiar/.

2. Destruindo o preconceito: gêneros, sexualidades e outros – https://ventomar.wordpress.com/2014/06/04/destruindo-o-preconceito-generos-sexualidades-e-outros/.

3. Roteiro para Discussão de Relacionamento – https://ventomar.wordpress.com/2015/08/10/roteiro-para-dr/.

4. Tudo deu errado, não teve jeito = Dicas para esquecer um amor ou relacionamento – http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/3-dicas-da-ciencia-para-esquecer-um-amor/.

5. Sexo casual não precisa ser vazio, frio, raso. http://lounge.obviousmag.org/coffee_is_my_boyfriend/2015/09/sexo-casual-nao-precisa-ser-raso.html.

Pesquisas comprovam que os decibéis (vulgo barulho ou volume) do motor ou escapamento ou caixas-de-som dos veículo são inversamente proporcionais aos tamanhos dos pênis de seus respectivos proprietários (ou namorados das mesmas no caso feminino).

Relações semelhantes também foram observadas com motoqueiros que vem de longe buzinando para “abrirem caminho” ou “saírem da frente” , com motoristas que cortam a frente dos demais sem dar seta/sinal com antecedência e com motoristas que colam na traseira dando sinal de luz desenfreadamente.

Quando encontrar com esses casos sinalizem aos mesmos mostrando apenas o mindinho da mão elevado dobrando em sinal proporcional ao tamanho do membro do mesmo (campanha australiana, vide links abaixo).

https://www.youtube.com/watch?v=TvC6RryUn0Y

Campanha que liga velocidade do carro a tamanho do pênis é eficaz – http://www.estadao.com.br/noticias/geral,campanha-que-liga-velocidade-a-tamanho-do-penis-e-eficaz-diz-governo-australiano,65634