TRANSFORME PROBLEMAS EM OPORTUNIDADES.

Esse é um dos princípios da permacultura, do Bill Mollison no seu Designer’s manual.

Baseado nisso, e numa aula do Arno, passei a buscar informações sobre uma praga que invade muito minha casa e a de minha família: CARACOL-AFRICANO, ou caramujo-africano – Achatina fulica.

Descobri que o bicho é uma lenda urbana atual e é um ótimo alimento. Então por que não pegar esse animal que virou uma praga e usar para alimentar meus bichos (já que eu não como carne e animais) e economizar um tantinho em ração?
Fica a dica. #fkdk

E quem quiser comer também: o link abaixo dele ensina os cuidados a serem tomados para você ou para seus animais desde a captura, abate e preparo.

ALTERNATIVA NA FORMA DE ABATE:

Uma mudança para esse roteiro que eu proponho, seria na forma de abate. Acredito que é muito menos cruel para abater animais de sangue frio, é o uso de congelador. Depois de todo o processo de “quarentena” quando o animal é limpo, a forma de abate ideal ao meu ver, coloque os animais na geladeira ou numa bacia com água e gelo, isso irá diminuir o seu metabolismo de forma que eles “adormecem” e deixam de sentir. Em seguida coloque num congelador onde morrerão congelados, por umas 48 horas antes de iniciar os processos de calor. Imagine como é para um animal de sangue frio morrer no calor, quando seu metabolismo está super ativado. Por isso minha proposta de alteração.

HISTÓRIA E MOTIVOS:

O caramujo-africano é comestível e foi introduzido no Brasil para ser consumido feito escargot mas como aqui não tinha mercado para este produto ele foi descartado sem controle na natureza e virou praga. Ele, naturalmente, não transmite doenças a não ser que elas estejam no ambiente por onde ele passa e depois você entre em contato com ele, portanto ele é um vetor. Assim como cães e gatos também são vetores de doenças e nem por isso saímos matando eles. Ele se propaga muito facilmente, se tornando praga e causando desequilíbrio ecológico, este é o seu principal problema. Além disso ele é confundido com espécies nativas que estão sendo dizimadas por competição de nicho e pela caça ignorante que deveria ser exclusiva desta espécie. O mesmo poderia ser feito com outras espécies exóticas que causam desequilíbrio, como saguis no sul do Brasil e tantos outros.

RISCOS E CUIDADOS:

As doenças transmitidas por eles são principalmente: meningite, esquistossomose e angiostrongilose. A meningite que é transmissível pelo muco, e acontece apenas se houver algum animal (incluindo humano) com a doença por perto. A esquistossomose só ocorre em locais com problemas de higiene e saneamento e se houver o parasita Schistosoma no meio. E as diferentes angiostrongiloses podem ocorrer apenas por ingestão do animal sem os devidos cuidados.

Portanto PARA EVITAR QUALQUER RISCO durante a captura e os manejos até o momento do preparo é essencial o uso de luva ou sacolas plásticas envolvendo as mãos. Mas após a quarentena e o cozimento em altas temperaturas pelo tempo recomendado no vídeo acima NÃO HÁ MAIS RISCOS de contaminação, e pode ser consumido.
RESUMIDAMENTE:
  1. captura e manejos com cuidados (luvas ou sacolas protegendo as mãos) e lavagem prévia com água corrente e sabão.
  2. “quarentena” de 7 dias sem comida, trocando a água e sendo lavados diariamente com escovinha, água e sabão.
  3. abate através de congelador por pelo menos dois dias – 48h.
  4. pré-cozimento com casca até ferver e subir uma gosma. Trocar a água e repetir.
  5. retirar das cascas com ajuda de um garfo, enquanto ainda estiverem quentes.
  6. cozinhar em panela de pressão por pelo menos 20 minutos (após o início da pressão).
  7. refogar com azeite e temperos a sua vontade. Para consumo de animais carnívoros pode ser apenas refogado em óleo, sem uso de alho e cebola. Também pode ser picado e moído. Sabor lembra de moluscos outros como ostras.

FONTES – LINKS E MATERIAIS COMPLEMENTARES

Abaixo seguem alguns materiais ratificando o que falo acima, muito importante e interessante que vejam todos, vale a pena:
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