Category: Por falta de opção


Pessoas,
se amem antes de qualquer coisa.

Isso é muito importante, mesmo.

O quanto vejo de gente querendo ser amada pelo mundo afora mas não se aceitando do jeito que veio ao mundo.
Antes de mudar a si, se aceite.
Então mude apenas para variar, pois é sempre bom mudar.
Mas até mudar é bom que seja com consciência,
senão podes achar que está mudando e só está indo na onda.
Pra mudar também tem que se conhecer, saber como se é.
Então se aceitar, gostar de si.
Depois disso, mude!
Se colore, se raspe, se pele, se esfole, se tatue, cicatrize-se, transforme-se como quiser.

Então experimente-se!
Antes de pintar ou descolorir o cabelo, de virar loiro ou grisalho (convenhamos, fazer luzes é agrisalhar-se), antes de alisar ou fazer cachos ou dreads, se aceite.
Todo mundo tinha que ficar careca, zero, uma vez na vida. Assim se conhece de verdade.
Todo mundo tinha que raspar tudo,
e também deixar todos os pelos do corpo crescerem ao seu máximo,
uma vez na vida ao menos,
até pra se saber como se é de verdade.

Todo mundo tinha que passar uma semana ou mesmo uns dias sem tomar banho,
pra sentir seus verdadeiros cheiros.
E então fazer uma dieta alimentar e de hábitos superabsurdamentemegahipersaudáveis por um mês,
pra saber como se sente assim, o que isso altera nos teus sentidos.

Todo mundo tinha que morar sozinho,
completamente sozinho,
Sem namorados, sem amigos, sem parceiros, sem faxineira,
pelo menos um ano de sua vida.
Pra se conhecer, pra ter carências, pra fazer bobagem, pra aprender a se virar, pra perceber que se é aquilo que seus pais se queixavam e você negava, pra crescer.

Todo mundo tinha que se masturbar mais,
pois só se tocando, amando e se conhecendo vai saber amar os outros, perceber os outros.
Fazer isso de formas diferentes, sem frescuras, sem pudores, sem medos, mesmo que com cuidados.

Todo mundo tinha que viajar completamente sozinho por pelo menos um mês pra lugares desconhecidos e sem pacote turístico,
pra conhecer seu verdadeiro eu, pra testar sua ética e seu discurso.

Todo mundo tem que escrever um livro, criar um filho e plantar uma árvore, entre tantas outras coisas na vida.
Não deixe a vida passar não…
se não tem tempo, agende-se,
pois senão a vida passa e não aprendeu a se amar.

(marcelo venturi inspirado, antes de voltar pra tese)

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Gírias novas

A cada ano vemos ou ouvimos uma série de gírias, calão ou palavras, formas de expressar que antes não existiam ou eram usadas de forma distinta. Neologismos.

neologismo

substantivo masculino

LING
  1. 1.
    emprego de palavras novas, derivadas ou formadas de outras já existentes, na mesma língua ou não.
  2. 2.
    atribuição de novos sentidos a palavras já existentes na língua.
  3. 3.
    unidade léxica criada por esses processos.
Origem
⊙ ETIM neologia + -ismo

 

Após certa idade a gente acaba perdendo a referência de desde quando passamos a usar tal forma de expressão. Então neste instante resolvi começar a registar alguns que fui aprendendo ao longo dos últimos anos, resultando, quem sabe, num dicionário de neologismos da língua portuguesa brasileira.

Por questão de ordem, colocarei organizados primeiramente por anos, em seguida por ordem alfabética, seguidos dos possíveis significados.

Quem quiser encontrar por uma expressão específica, clique em procurar em seu navegador (ou Ctrl+F).

Quem quiser contribuir, me escreve que eu coloco aqui.

2017

nave – diversos significados de acordo com o contexto.

2016

brusinha – blusinha. Algumas expressões passaram a ser pronunciadas substituindo o L pelo R, acredito que com caráter de rustificação propositalmente, como se fosse falado por alguém que fala errado.

catioro – cachorro, cão, pronunciado como se fosse italianado “caccioro“.

flopar – deixar no vácuo, deixar sem resposta. Uma postagem que ninguém comenta, flopa. Contrário de flodar.

lacrar, lacrou, dar aquele lacre – dar um argumento muito bom ou definitivo, que teoricamente encerra uma discussão.

passar resenha – ficar com alguém, pegar, dar uns beijos e amassos.

 

2015

crush – da palavra igual em inglês, e com mesmo significado de “namoro” ou “paixão súbita”. Neste caso usado muito como referência para alguém que se está ficando e que se conheceu pela internet ou aplicativos de encontro ou apenas alguém que se está interessado, a fim. Crushar/ter um crush – atração por alguém que pode ser tão breve quanto uma troca de olhares ou durar uma vida toda.

flodar – encher de respostas ou não deixar outras pessoas responderem. Quando se publica muitas coisas em seguida uma da outra. (sem certeza do ano)

miga – amiga.

migue – amigo ou amiga, em um uso neutro da linguagem de gênero.

olar – “olá”.

2014

nudes – originalmente esta palavra significa um tom de cores. Nesta época passou a ser usado também como nú, de nudez. Usado para solicitar que as pessoas enviassem ou publicassem fotos nuas, peladas. (dúvida do ano)

tombar – causar, chamar a atenção através de uma ação (trazida por Carol Conka).

2013

estalquear – do inglês stalker, perseguidor. Usado na internet para se referir ao ato de ficar fuçando no perfil de alguém em busca de informações, ou de forma pior e literal, ficar no pé, comentar em todas as postagens de uma pessoa durante muito tempo, etc.

2012

shipar – torcer pela relação de alguém. Do inglês shipping.

selfie, selfismo – ato de se autofotografar. Ato de enaltecer o próprio ego fazendo biquinhos, caras e bocas nas fotos.(sem certeza do ano)

2011

miguxes, miguxos – amigos (sem certeza do ano)

2010

 

2008

_íneo – Sufixo “íneo” substituindo o sufixo “inho” com a intenção de deixar “fofíneo” (fofinho). Ex.: gatíneo (gatinho), cavalíneo (cavalinho), tadíneo (tadinho), etc.

kibar ou quibar – roubar ideias sem citar a fonte.

1999

fora da casinha – pessoa sem noção, que faz comentários sem sentido (sem certeza no ano).

1996

migué – “dar um migué”, enrolar, enganar, dizer que vai fazer algo e não fazer.

Links relacionados:

  1. Onde comentar e fazer sugestões de novos neologismos (sempre citando a explicação e o ano em que surgiu):

https://www.facebook.com/marceloventuri/posts/10154469136837732?comment_id=10154469181037732&notif_t=feed_comment&notif_id=1483540252190374

e em

https://www.facebook.com/marceloventuri/activity/10154469126572732?comment_id=10154469537702732&ref=notif&notif_t=open_graph_action_comment&notif_id=1483552158720191

2. Deixando o X e a @ pra trás na linguagem neutra de gênero – http://partidopirata.org/deixando-o-x-para-tras-na-linguagem-neutra-de-genero-por-juno/.

3. Grupo de gírias idosas, no facebook – https://www.facebook.com/giriasidosas/.

4. Por gostamos tanto de usar gírias. https://www.nexojornal.com.br/podcast/2017/09/24/Por-que-gostamos-tanto-de-usar-g%C3%ADrias

 

TRANSFORME PROBLEMAS EM OPORTUNIDADES.

Esse é um dos princípios da permacultura, do Bill Mollison no seu Designer’s manual.

Baseado nisso, e numa aula do Arno, passei a buscar informações sobre uma praga que invade muito minha casa e a de minha família: CARACOL-AFRICANO, ou caramujo-africano – Achatina fulica.

Descobri que o bicho é uma lenda urbana atual e é um ótimo alimento. Então por que não pegar esse animal que virou uma praga e usar para alimentar meus bichos (já que eu não como carne e animais) e economizar um tantinho em ração?
Fica a dica. #fkdk

E quem quiser comer também: o link abaixo dele ensina os cuidados a serem tomados para você ou para seus animais desde a captura, abate e preparo.

ALTERNATIVA NA FORMA DE ABATE:

Uma mudança para esse roteiro que eu proponho, seria na forma de abate. Acredito que é muito menos cruel para abater animais de sangue frio, é o uso de congelador. Depois de todo o processo de “quarentena” quando o animal é limpo, a forma de abate ideal ao meu ver, coloque os animais na geladeira ou numa bacia com água e gelo, isso irá diminuir o seu metabolismo de forma que eles “adormecem” e deixam de sentir. Em seguida coloque num congelador onde morrerão congelados, por umas 48 horas antes de iniciar os processos de calor. Imagine como é para um animal de sangue frio morrer no calor, quando seu metabolismo está super ativado. Por isso minha proposta de alteração.

HISTÓRIA E MOTIVOS:

O caramujo-africano é comestível e foi introduzido no Brasil para ser consumido feito escargot mas como aqui não tinha mercado para este produto ele foi descartado sem controle na natureza e virou praga. Ele, naturalmente, não transmite doenças a não ser que elas estejam no ambiente por onde ele passa e depois você entre em contato com ele, portanto ele é um vetor. Assim como cães e gatos também são vetores de doenças e nem por isso saímos matando eles. Ele se propaga muito facilmente, se tornando praga e causando desequilíbrio ecológico, este é o seu principal problema. Além disso ele é confundido com espécies nativas que estão sendo dizimadas por competição de nicho e pela caça ignorante que deveria ser exclusiva desta espécie. O mesmo poderia ser feito com outras espécies exóticas que causam desequilíbrio, como saguis no sul do Brasil e tantos outros.

RISCOS E CUIDADOS:

As doenças transmitidas por eles são principalmente: meningite, esquistossomose e angiostrongilose. A meningite que é transmissível pelo muco, e acontece apenas se houver algum animal (incluindo humano) com a doença por perto. A esquistossomose só ocorre em locais com problemas de higiene e saneamento e se houver o parasita Schistosoma no meio. E as diferentes angiostrongiloses podem ocorrer apenas por ingestão do animal sem os devidos cuidados.

Portanto PARA EVITAR QUALQUER RISCO durante a captura e os manejos até o momento do preparo é essencial o uso de luva ou sacolas plásticas envolvendo as mãos. Mas após a quarentena e o cozimento em altas temperaturas pelo tempo recomendado no vídeo acima NÃO HÁ MAIS RISCOS de contaminação, e pode ser consumido.
RESUMIDAMENTE:
  1. captura e manejos com cuidados (luvas ou sacolas protegendo as mãos) e lavagem prévia com água corrente e sabão.
  2. “quarentena” de 7 dias sem comida, trocando a água e sendo lavados diariamente com escovinha, água e sabão.
  3. abate através de congelador por pelo menos dois dias – 48h.
  4. pré-cozimento com casca até ferver e subir uma gosma. Trocar a água e repetir.
  5. retirar das cascas com ajuda de um garfo, enquanto ainda estiverem quentes.
  6. cozinhar em panela de pressão por pelo menos 20 minutos (após o início da pressão).
  7. refogar com azeite e temperos a sua vontade. Para consumo de animais carnívoros pode ser apenas refogado em óleo, sem uso de alho e cebola. Também pode ser picado e moído. Sabor lembra de moluscos outros como ostras.

FONTES – LINKS E MATERIAIS COMPLEMENTARES

Abaixo seguem alguns materiais ratificando o que falo acima, muito importante e interessante que vejam todos, vale a pena:

Paçoquita Cremosa Caseira

Chego em casa e sou surpreendido pelo viciante presentinho de minha namorada pra mim:
PAÇOQUITA cremosa!!!

0000 Mockup_Payoquita_Cremosa_180g_Frente

pra quem não sabe do que se trata, é uma manteiga de amendoim da marca paçoquita.
Mas essa merdinha viciante tem só 180 gramas (uma mixaria minúscula) e custa em torno de R$7,00. Até existem outros concorrentes bons, mas tudo caro também e nenhum tão delirante.
Como eu já havia feito manteiga de amendoim em casa, pensei em facilitar o negócio e vi os ingredientes da infeliz, e acho que é fácil:
Basicamente comprar 1kg de Paçoca (em rolha), da mesma marca até: Paçoquita, por uns R$12,00 na doceiria da rua conselheiro mafra no centro.
Colocar no liquidificador uns 100ml de óleo (pensei em usar algum saudável mas mais barato, como girassol, já que óleo de amendoim é o olho da cara também e acho que não mudaria tanto o sabor delirante), e ir adicionando as paçoquinhas até dar um ponto bem duro que não dê pra bater. Retirar, adicionar mais uma ou outra paçoquinha esmagando e misturando e está pronto!
Se quiserem conferir como se faz manteiga-de-amendoim, não é muito diferente disso, eu só simplifiquei o processo. Existem várias receitas na net, peguei a primeira que encontrei:
http://receitasdeminuto.com/manteiga-de-amendoim/

Divirtam-se!

TRAIR OU NÃO: EIS A QUESTÃO

Em relacionamentos sempre aparece a questão de traição. Sempre.

Acredito muito na liberdade individual dentro dos relacionamentos. Não estou defendendo a traição. Apenas que os casais devem, e muito, se curtir ao máximo, e em alguns momentos de seu longo tempo juntos, devem experimentar coisas e/ou pessoas diferentes para aprender algo novo, mesmo que seja para concluírem que não gostam disso ou daquilo, ou que se amam tanto que não precisam de mais ninguém ou de nenhuma fantasia diferente ou extra-conjugal.

Mas como conversar sobre isso? Em qual perfil vocês podem se encaixar ou querem provar? Após conversas com diferentes amigos e outras fontes, resolvi escrever um outro ponto de vista sobre o assunto traição. Normal sentirmos medo de sermos traídos. Ninguém gosta de ser traído. Digo ninguém com tanta razão pois, se é consentido, não é traição, mesmo que seja uma fantasia ou maquiado para que pareça traição (pra quem aprecia, cornos, cuckholders e afins, o que é outro assunto). Então, por que tememos?

Tememos ser traídos por medo de perder.

Perder o que? Esta é a questão. Por medo de perder “o outro”, a pessoa que nos escolheu para viver conosco. Mas pera aí. Então pessoa trai, se arrepende e conta para a mulher ou marido a fim de não ter mais segredos. E o indivíduo que “foi traído” termina, “por que não dá mais pra confiar! Acabou. Ponto final. Tchau”. É isso aí. Pronto ferra tudo… E todos aqueles anos de relacionamento, toda a história que passaram juntos, todos momentos lindos, quem sabe até filhos, tudo de bom, sonhos, amizades, cartinhas, passeios, viagens, fotos… etc etc coraçõezinhos e blá blá blá = tudo jogado fora e restrito ao passado, por causa de uma ação boba não perdoada?????? Pera aí, não faz o menor sentido isso!!!! Não estou defendendo que devemos ser tapados e cornos mansos e perdoar todas as traições ou que nunca devemos contar pra não machucar o outro. Apenas quero incitar a reflexão. Que se pense, de preferência antes de fazer. Que, de preferência, haja consenso.

Nossos relacionamentos são reflexo de nossa sociedade.

Os relacionamentos amorosos (e não só eles) são muito baseados na educação que recebemos, principalmente da sociedade. E nossa sociedade é tradicionalmente proprietária, machista e conservadora, mas também burra (tudo quase sinônimo, eu sei). Consequentemente os relacionamentos convencionais, hoje, são assim também. Felizmente o mundo está aprendendo a ver (o óbvio) que os seres são humanos, são vivos e que humanos não são propriedade.

Exemplificarei abaixo alguns tipo de relacionamentos possíveis, dos que já ouvi falar, para vocês – pessoas parceiras, namoradas, casadas – conhecerem e escolherem. Após a escolha, conversem bem, deixem claras as regras, e experimentem. Também definam uma data para conversar sobre o assunto e avaliar se o tipo de relacionamento serve para vocês, ou se não, trocar por algum outro.

Para entender os tipos vale esclarecer algumas expressões:
Ficar: 1. ter intimidade com alguém por um tempo. 2. beijar alguém com intimidade, normalmente na boca e de língua.
Crush: 1. Estar a fim de alguém, ter uma quedinha pela pessoa. 2. Amor platônico ou ainda não correspondido.
Match: 1. rolou química, é recíproco, deixou de ser platônico ou deixou de ser só crush. 2. Enrolado, se pegando, ainda sem compromisso.
Amassos: troca de carícias, envolvendo normalmente beijos, carinhos e carícias com as mãos e outras partes do corpo. “Mão-boba”.
Amassos calientes: troca de carícias, envolvendo normalmente beijos, carinhos e carícias com as mãos e outras partes do corpo com os órgãos sexuais e partes íntimas, sem haver penetração. Também chamado comumente de preliminares. “Mão-boba” acompanhada de masturbação e/ou sexo oral, chupadas, sem haver penetração se encaixam neste padrão.
Transar: Ter relações sexuais com alguém envolvendo penetração ou intimidades profundas entre os órgãos sexuais e partes íntimas. “Trepar”, se comer.

Tipos de Relacionamentos comuns:

Tipos de Relacionamento

 Descrição

Convencional ( Ainda) se caracteriza por um casamento ou namoro sem conversa sobre que tipo de relação o casal vai optar por ter, pois está subentendido por ambos, devido ao que acreditam que a sociedade prega, “que é óbvio” e não precisa se falar a respeito. Aqui em nossa sociedade ocidental, patriarcal, machista (enrustida) e conservadora ficará subentendido, e será considerado óbvio portanto, que não se pode ficar com outras pessoas. Nenhum dos dois pode sequer pensar em ficar com outras pessoas. Este tipo de relacionamento é o que acarreta muitas cenas públicas ridículas de ciúmes entre casais, pois isto é prova cabal que não dialogam. Também conhecido como Relacionamento fechado óbvio, ou fechado convencional ou fechado tradicional. Ver site recomendado número 1.
Tradicional assumido Trata-se de um relacionamento tradicional contemporâneo onde o casal conversa e decide que esta é a melhor opção para eles: relacionamento de apenas duas pessoas – o casal (normalmente heterossexuais, mas pode ser tradicional da mesma forma em relacionamentos homossexuais) – onde nenhum dos dois terá relacionamentos com outras pessoas, sem ficar, e jamais pensar em algo mais complexo que isto como amassos, ou transar com alguém que não seja o casal, e/ou até mesmo traições virtuais – hoje em dia isto também tem que ficar bem claro – algo como: pode ou não fazer sexo virtual com outras pessoas, ou que tipos e conteúdos de conversas é possível ter com amigos ou desconhecidos pelo meio virtual.  Também chamado de relacionamento fechado consensual (leitura complementar 1).
Enrolados, ou match ou “se pegando” “Quando o casal está apenas ficando, mas ainda não consideram que estão namorando”. Por este motivo normalmente consideram que está subentendido que, se rolar, podem ficar com outras pessoas (novamente, pois é comum pessoas não gostarem de conversar sobre relacionamento). Neste caso o ficar pode tomar um sentido “mais adulto” e envolver amassos calientes e transas. Mas existem pessoas que acreditam que esteja subentendido exatamente o contrário: “que se está enrolado comigo não pode ficar com mais ninguém“. Detalhe que normalmente nunca falaram a respeito, pois neste tipo de relacionamento normalmente ainda não se tem intimidade ou segurança para isso.  (1 e 2 e 3 e 4).
P.A. ou B.A. ou A.C. Siglas de Pau-amigo (ou Pepeka Amiga) ou Buceta-amiga ou Amizade Colorida. Semelhante aos enrolados ou ficantes, mas com a grande diferença de que deste relacionamento não se espera nada além de sexo. São pessoas normalmente amigas e boas de cama para quem “ligamos” quando estamos apenas com carência física de sexo. Não se trata de alguém que iremos convidar para o cinema, um jantar a luz de velas ou para apenas ficar conversando enquanto vemos um romântico pôr-do-Sol e sim para aproveitar que os roomates viajaram para inaugurar o colchão novo ou aquela lingerie safada. (18 e 26).
A Amizade Colorida se difere um pouco do P.A., pois pode ser um amigo, que sai e convida para a balada, sabendo que pode rolar um sexo gostoso depois (ou não), mas sem apego, sem compromisso, sem cobrança, sem ligar no dia seguinte: “só amigo”, cineminha, balada, bar ou jantarzinho… mas com bônus quase certo depois.
Relacionamento Aberto e
Livre
Relacionamentos abertos possuem uma pessoa que é o centro da relação e a possibilidade de se envolver com outras, desde que com menor envolvimento.

Relacionamento Aberto Limitado: Um casal (namorados ou casados ou amasiados ou que morem juntos), que decide de forma clara que é possível que algum dos dois, ou os dois, fiquem com outras pessoas fora do casal, mas com regras claras limitantes decididas por ambos em acordo mútuo, por exemplo: Só pode ficar com outra pessoa no mesmo ambiente (por exemplo em festas que ambos estejam) ou o contrário, sem que o outro veja, só em momentos que o parceiro não esteja junto;  ou Só com conhecidos ou o contrário – só com desconhecidos; ou Não pode deixar rolar amassos (não deixar rolar mão-boba, ou sem tocar partes íntimas, etc), sem sexo mas só beijos; ou que Sempre deve-se contar ao outro que ficou com alguém ou ao contrário, jamais contar – sem que o outro saiba; Só se for com pessoas do mesmo sexo (homo) ou só do sexo oposto; Só na casa do casal ou só fora ou só em locais específicos como boates comuns ou casas de swing; Se pode ou não conhecidos pela internet/tinder/etc; Se assumindo para os amigos/família ou em sempre em segredo; ou Só se for a 3 (menáge), isto é, sempre ambos ficando com uma terceira pessoa, o que, em casais hétero, sempre haverá um bi nestes momentos. Etc. As regras podem ser diversas, de acordo com a necessidade e criatividade do casal (2 e 63 e 104 e 119).

Relacionamento Aberto Completo: Semelhante ao anterior, em que o casal decide claramente que ambos podem ficar com outras pessoas, mas à vontade, quando, como e onde quiserem, sem necessariamente precisar dar alguma satisfação ao parceiro. É portanto o relacionamento com menor chance de traição, por definição (2 e 63 e 104).

Relacionamento Livre, RLi: é comumente confundido com aberto completo, mas o enfoque é (ou seria) um pouco diferente. Nesta forma de relacionamento não existe limite: estamos juntos por que queremos estar e isso nos faz bem, mas se quisermos ou não ficar com outras pessoas isso é possível.

AMOR LIVRE é algo ainda mais libertário, no sentido de considerar que não temos obrigação de nada. Se eu quiser ficar solteiro para sempre, que assim seja, e se  em algum momento quiser ficar com duas ou três pessoas simultaneamente, tá valendo. Basta lembrar a regra de respeito e consensualidade sempre. Não exijo nada e não aceito cobranças, só respeito. (Mais em 67 e 107 e em relacionamento anárquico, comparações com poliamor em 111 e 112, e 117 que explica bem como deve ser o sentimento livre e a importância de se amar por inteiro antes de amar outrem)

Corno assumido ou cuckold ou cuckquean
Neste tipo de relacionamento “aberto”, o casal conversa e decide que um dos dois será o “corno” e o outro o “traidor”. Em comum acordo esse papel pode ser trocado, ou não, sendo que o traidor pode passar a ser corno enquanto o corno passa a ser o traidor. Mas este tipo de relação SEMPRE envolve um que trai e o outro que não trai mas neste momento quer ou gosta de ser traído.   O tipo de relação mais comum envolve marido corno e esposa traidora (ou infiel, como eles dizem). De acordo com site especializado no assunto, o nível de cornitude pode variar, por exemplo, em um extremo inicial de apenas gostar da ideia de aceitar, com prazer, em saber que sua esposa fica com outros homens sem saber os detalhes, até outro extremo ao ponto de ser humilhado presencialmente por ela e pelos amantes dela, com direito a beber o esperma deles, e/ou usar um cinto-de-castidade ou gaiola-de-castidade (daí o nome em inglês cuckold), enquanto usa roupinhas femininas dela e chupa o amante junto com a esposa, e/ou até assumindo a gravidez dela pelo outro.
Se a situação for exatamente inversa, em que o marido fica com outras pessoas e a esposa apenas assiste e consente, ela pode ser chamada cuckquean ou corna. (Leituras complementares 1014 e em especial o 15).
Relacionamento múltiplo assumido ou Poliamor Aqui se encaixam as pessoas que possuem, assumidamente, relacionamento amoroso ou sentimental, com completo envolvimento, com mais de uma pessoa ao mesmo tempo. O tipo de relação em relação à fidelidade pode ser igual a qualquer um dos anteriores, mas neste caso não se trata de um casal de duas pessoas apenas, pode ter diferentes formas, das quais as mais comuns são:

Relacionamento a três ou threesome (que em inglês também é associado ao menáge, que é ato sexual envolvendo três pessoas) ou em português neologismo – trisal: Neste caso os três ficam entre si (ou não), podendo dividir a mesma casa e objetos, como acontece com um casal de duas pessoas, mas em três. Não preciso dizer que pode ser formado por três pessoas do mesmo sexo (MMM ou FFF) ou duas de um sexo e uma de outro (MFM ou FMF ou MMF ou FFM, etc). (19).

Relacionamentos duplos simultâneos (ou triplos ou mais): aqui o casal, normalmente namorado ou casado, assume que cada um tem um outro relacionamento independente com outra pessoa, que pode ser assumido em público ou apenas para os envolvidos. Por exemplo: o casal  – homem e mulher – são casados, mas ele tem a namorada dele, com quem também sai em público e ela até conhece a esposa e sabem uma da outra e podem ser amigas. E ela, a esposa, tem seu namorado, na mesma relação como a dele (que o marido tem com sua namorada). No caso, estes namorados do casal também podem ter outros relacionamentos com outras pessoas diferentes ou não.

Portanto, como falei acima, este “casal de 3″ ou  casal múltiplo” pode decidir ter um relacionamento tradicional assumido (fechado), isto é, sem ninguém ficar com qualquer pessoa além das envolvidas e que não estejam nessa relação, ou algo mais aberto, de forma limitada ou completa. (Ver Poliamor nos links relacionados – 24 e 33 e 68 e 102 e 103 e 105 e 111 e 112).

É importante realçar que EM TODOS OS TIPOS DE RELACIONAMENTOS citados, com exceção do primeiro (infelizmente) – convencional – devem sempre haver conversas claras entre o casal, deixando certo todas as regras do que se pode ou não se pode. E que além destes tipos mais comuns, existem outros que podem ser abordados em outro momento (16). Agora sim podemos afirmar que TRAIÇÃO é desrespeitar qualquer uma das regras conversadas anteriormente. Se não foi acertado, pode não ter sido traição, mas sim, falta de clareza. Isto é: conversem mais! Se não conseguem ter clareza no que pode ou não no vosso relacionamento, como querem ter um relacionamento saudável e seguro. Vale lembrar que alguns relacionamentos deixam as regras muito claras, mas elas não servem para os dois, isto é, os dois precisam aceitar as regras, sempre. Senão, não tenha essa relação. (Leituras complementares 4, 5, 6, 7, e 9 e 119).

tipos de poliamor

Mapa da Não-monogamia, a quem interessar entender que tipo de relacionamento não monogâmico deseja propor para seus parceiros.

Opção

Quando optamos por ter um relacionamento sério com alguém, seja namoro, casamento ou morar junto, fazemos um acordo. Esse acordo envolve muitas coisas, mas acredito que a mais importante é:

Tentarei te fazer feliz todos os dias que estivermos juntos!

Muito mais do que “não te trairei” ou “não beijarei mais ninguém” ou “não sairei do teu lado”, etc. Entende a diferença? (2 e 117) O que é te fazer feliz? Fazer feliz, é antes de tudo, entender o outro como indivíduo. Como ser independente de mim, com sua história e livre. Que está comigo porque quer, porque me ama e por nada mais. Porque sabemos ser felizes juntos.

Mas quem ama não trai!”

Não trai, mas deixa de fazer o que gosta? Isso pode não ser trair o outro mas ao deixar de fazer o que gosta, você não está deixando de ser você? E deixando de ser você não está se traindo? Isso não é bem pior?

Depois que houver traição nunca mais será a mesma coisa“.

Sério que teu relacionamento e uma linda história de amor, futura família e tudo o mais se resume a isso?

Como você se sente quando sai na rua, num dia comum, e caminhando no sentido contrário vem aquele monumento artístico lindo do sexo oposto (ou não para os homos e bis), te dá aquela olhada de cima abaixo que inevitavelmente te faz sorrir?

Em minha doce e humilde opinião, jamais deveríamos nos sentir culpados por isso e sempre felizes, mesmo que apenas por dentro. Mas quando estamos em relacionamentos opressores (seja pelo parceiro ou pela nossa educação cultural ou familiar ou religiosa), nos sentimos mal após passar por essa deliciosa experiência e culpados por termos nos sentido bem. Mas se sequer nos sentimos felizes e nem tivemos vontade de sorrir com esta situação, acho que precisamos de uma terapia – sério! Mas se nos sentimos felizes e preferimos esconder isso do mundo e do parceiro, acho que é bom rever seu relacionamento. Quem disse que seu parceiro não sente o mesmo? Quem disse que isso não pode ser muito bom para ambos, e ainda assim continuarem casados e felizes para sempre… só que com uma autoestima bem melhor. Não acha?

Lembro que estamos aqui para instigar e não para apresentar respostas. Muitas vezes os casais (que inclusive podem ser de mais do que duas pessoas como explicado no quadro acima, papo para outra postagem, por que não?) NÃO querem ficar com outras pessoas. Tudo certo, que não fiquem e sejam felizes. Muitas vezes (que creio ser mais comum), as pessoas pensam em ficar com outras pessoas eventualmente (sem perder o lindo sentimento pelo parceiro), mas não o fazem por terem esse acordo, na maioria das vezes, apenas implícito (isto é, sem nunca terem conversado a respeito, como explicado no quadro acima). Ou o fazem em segredo, pois a pessoa parceira “jamais entenderia”, ou “não perdoaria”. Mas por que não conversam então?

O grande problema volta a ser que as pessoas não conversam!!!!

Por isso enquanto namorados, o ideal é que as pessoas tenham abertura para conversar sobre TUDO com seus parceiros, sempre. Claro que o mundo não é assim perfeito e as situações e climas nem sempre nos favorecem. Mas que nos permitamos estar abertos a estes assuntos. Antes de mais nada, a ouvir o parceiro, sem julgar. (4)

Fácil falar né? Agora vamos tentar…

É, na prática pode não ser tão fácil, ainda mais em relacionamentos que já estão viciados nos mesmos assuntos. Mas Não é impossível, convenhamos.

Como fazer afinal?

Proponho que em vez de trair, a opção seja de conversar com o parceiro antes de ficar com outras pessoas e, neste caso, assumir um relacionamento com abertura eventual ou permanentes, mas, diga-se de passagem, sempre assumidas para ambos e de preferência combinados todos os detalhes (ver exemplos de Relacionamento aberto limitado no quadro acima). Isso ainda não é necessariamente ter um relacionamento aberto. Não é porque vocês combinaram que dia tal vão ver se agarram alguém, que já vai sair por aí mudando seu status de relacionamento no facebook ou nas outras redes sociais, e começar a criar perfil de caça do casal em sites de relacionamentos. Não que não possam fazer isso, mas a proposta é bem diferente e bem mais simples. Se já conversaram sobre o causo de poder algum dia acontecer essa possibilidade, se ambos estão seguros e confiantes no seu taco, por que não aceitar aquela investida de um desconhecido ou mesmo de um conhecido distante? Tá, mas como assim? Seguinte, não há como negar que somos humanos. Vez ou outra na vida aparece alguém e dá em cima da gente. Nos relacionamentos fechados normais (convencionais ou tradicionais, conforme citado no quadro acima) fingimos que não vemos, ou cortamos assumidamente, ou cedemos secretamente e depois já sabemos o resto. Mas se essa pessoa que deixou a asinha no meio do caminho ou deixou cair o lenço for interessante? Por que não ficar atento ao sinal, sem necessariamente corresponder, e comunicar ao parceiro que “pode ser que” ou que “está rolando um clima”? A partir daí é combinarem se ambos concordam, como e quando isso poderia acontecer, se com a presença de ambos ou não, se o outro vai investir em outra pessoa no mesmo momento, no mesmo lugar ou a parte ou vai apenas ficar jogando cartas com os amigos, o que pode deixar rolar ou não, se o outro parceiro não quer fazer nada, etc (ver exemplos de Relacionamento aberto limitado no quadro acima). Existem outras possibilidades, para casais menos abertos a conversa, mas que admitem que isso pode acontecer: Não contar, mas deixar autorizado que caso aconteça, deixa rolar. Isto é, uma autorização prévia, também concebida no relacionamento tipo aberto limitado (supracitado no quadro).

A questão em todos os casos é que fique tudo claro, sempre.

Ao menos em relação ao que pode e ao que não pode, para evitar que se machuquem, pois é isso que ninguém quer. Acredito que se o objetivo não é abrir o relacionamento para o público, que não se assuma. Evitem fazer isso em público. Sabemos que a sociedade ainda se preocupa mais com a vida alheia que com a própria. Realmente basta estar claro para os dois, isso é o que mais importa. Sem dúvida seria melhor não ser julgado, não alimentar fofocas, mas como diz a Adriana Calcanhoto na música do Leoni: “os outros são os outros e só”. Se acredita que está preparado para algo diferente ou não: Leia os artigos nos links ao final desta matéria.


(Pausa para lanchinho).

Se já entendeu pode parar de ler aqui e pular direto para os links ao final desta matéria, se está gostando ou se não entendeu, leia mais um pouquinho: (sugiro que leia o link 1 e volte aqui para ler o restante)

“Depois que houver traição nunca mais será a mesma coisa”. Será? Acho que o próprio conceito de “traição” pressupõe isso. Por isso é preferível que tudo fique às claras antes de acontecer. Mas digamos que “já foi”, “não deu pra resistir” e a “cagada já ta aí”, ainda sou adepto de manter a verdade, sempre. Acontece que se casamos ou namoramos sério, temos que saber como é o temperamento de nosso parceiro. Como ele reagiria a um caso desse tipo. Pois como em alguns exemplos acima, se o cara conhecia a parceira ao ponto de saber que ela JAMAIS perdoaria ao ponto de terminar a relação, sinceramente, era realmente melhor ter se arrependido sozinho e guardado pra si.

– Ah, mas estás defendendo quem age errado!!!

Não. De forma alguma. Mas sim estou questionando se vale a pena perder uma relação que tem tudo de muito legal, por causa de uma idiotice que já passou? Sinceramente acho que a mulher do caso contado no link 1 (leituras complementares abaixo) realmente não o merecia por ela ser besta assim de terminar após o parceiro contar a verdade sobre ter traído. Estou defendendo que felicidade é muito mais do que isso. Pensemos em todos os problemas de ter uma família que poderia se amar mas que está separada e criando filho a distância por uma bobagem. Bobagem sim. Começando por outro chavão:

“Nesta vida não temos nada de verdade. A única coisa que é realmente nossa é nosso corpo”.

Então, qual o problema de sentir prazer com meu corpo do jeito que eu escolher? Nenhum, desde que teu prazer não prejudique o meu! Neste sentido, não sou dono do teu corpo, pelo mais que sejamos casados. Teu corpo é teu!

Quando casamos ou namoramos firme ou moramos juntos, fazemos sim um contrato informal ou formal (para os que casam). E as entrelinhas deste contrato dizem que:

– Tentarei te fazer feliz todos os dias que estivermos juntos! E isto é mais importante que “serei 100% teu e de mais ninguém”, nem em pensamento (como se isso pudéssemos controlar).

O que isto quer dizer que: se teus atos não me fazem mal, se não te tomam o tempo que estarias comigo, se não deixarão você mal falado (infelizmente parte da sociedade é uma merda que se preocupa mais com a vida alheia que com a própria), se não te provocarão ao ponto de querer me deixar por causa deles, se não me deixarão nenhuma doença, se não prejudicarão nosso filho ou nossa convivência: – Viva e seja feliz!!! Como casal, prefiro que conversemos tudo isso antes, como bons amigos, e sabe por que amigos e não como namorados? porque amigos dão bons conselhos. Sempre defendi, em meus relacionamentos, que

antes de sermos amantes devemos ser bons amigos

e é inclusive isso que quero deixar claro. Claro que tudo isso requer muita maturidade. E não, não começamos nosso namoro assim, isso fomos desenvolvendo ao passar dos anos, com muita amizade, muita conversa e confiança. Já tivemos nossas experiências, algumas como as citadas, gostamos de umas, desaprovamos outras, experimentamos enfim. A conversa e o acordo mútuo é a solução, sempre. Ambos devem estar satisfeitos. Na dúvida de como fazer, peça pro parceiro ou parceira ler este texto e conversar contigo depois. Acho que pode ajudar. Passe o link pra ele. 😉 Trair, Mentir… não não, ou Abrir? vocês tem que ver se é pra vocês. Respeitar, Falar, Confiar? Ah, isso sempre.


LINKS – LEIA TAMBÉM:

Páginas interessantes sobre o assunto, com outras opiniões. Leituras complementares. (Estes links não necessariamente representam as ideias deste autor, apenas complementam ou até contrariam, para que você desenvolva sua própria forma de pensar)

1. Quando contar ou não sobre uma traição – http://www.pergunteaumamulher.com/2014/02/quando-contar-ou-nao-sobre-uma-traicao.html ou aqui.

2. Quiz: “Ninguém deveria se preocupar se o parceiro transa com outra pessoa” e teste para ver se sua relação te consome demais – http://mulher.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2012/12/08/ninguem-deveria-se-preocupar-se-o-parceiro-transa-com-outra-pessoa-diz-psicanalista.htm ou aqui.

3 Coisas que você faz e destroem as suas relações – http://www.comum.vc/conteudo-aberto/2016/6/10/3-coisas-que-voce-faz-e-destroem-as-suas-relacoes.

4. Evitar discussões pode acabar com seu relacionamento – http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/evitar-discussoes-pode-acabar-com-seu-relacionamento/ ou aqui.

5. 5 Erros graves que cometi quando me iniciei no Poliamor (em espanhol e inglês) – “5 Errores Graves que cometí cuando me inicié en el Poliamor” (SIAN FERGUSON) – http://www.golfxsconprincipios.com/lamoscacojonera/5-errores-graves-que-cometi-cuando-me-inicie-en-el-poliamor-sian-ferguson/ ou 5 Dangerous Mistakes I Made When I Started Practicing Polyamory – http://everydayfeminism.com/2016/09/mistakes-made-practicing-polyamory/.

6. Nudez e vergonha do corpo – http://arthurlacerda.wordpress.com/2014/01/25/nudez-e-vergonha-do-corpo/ ou aqui.

7. Fotos de mulheres nuas discute sexualidade como tabu – http://www1.folha.uol.com.br/saopaulo/2014/05/1452236-mostra-com-fotos-de-mulheres-nuas-discute-sexualidade-como-tabu.shtml ou aqui.

8. Relacionamentos Anárquicos em 8 Pontos – https://amoreslivres.wordpress.com/2013/07/20/relacionamentos-anarquicos-em-8-pontos/.

9. Fotos mostram os fetiches sexuais das pessoas – http://www.hypeness.com.br/2013/07/serie-fotografica-mostra-os-fetiches-sexuais-das-pessoas/ ou aqui.

10. Quer iniciar no mundo corno e não sabe como – http://mycuckold.blogspot.pt/. 11. Rede social sobre Fetiches, BSDM e outras parafilias – https://fetlife.com/.

12. O que são Parafilias – https://pt.wikipedia.org/wiki/Parafilia ou aqui.

13. Blog sobre BSDM, parafilias e outras formas de sexo diferentes – http://www.seuprazer.net/ ou aqui.

14. Várias postagens sobre ser corno ou cuckholding – http://www.seuprazer.net/category/parafilias/cuckold.

15. Manual para ser corno – http://www.seuprazer.net/manual-para-ser-um-corno-cuckold-fetish.html ou aqui.

16. Os 6 Tipos de Relacionamentos e como geri-los – http://www.lovesystems.com.br/conselhos_de_seducao/relacionamento ou aqui.

17. Casal Sem Vergonha, blog para pensar e abrir a cabeça saindo da rotina – http://www.casalsemvergonha.com.br/.

18. Pau-amigo, vários artigos – http://www.casalsemvergonha.com.br/?s=P.A..

19. Menage ou threesome, vários artigos – http://www.casalsemvergonha.com.br/?s=threesome.

20. Gosto não se discute: Fio dental para homens – https://estilo.catracalivre.com.br/2014/06/lancada-na-reino-unido-sunga-estilo-fio-dental-para-homens/.

21. Em defesa da liberdade de mostrar o peito: Biquini com estampa de mamilo – https://estilo.catracalivre.com.br/2014/06/mulheres-criam-biquini-com-estampa-de-mamilos-como-forma-de-protesto/.24

22. Ser humano deve trocar de parceiro a cada 5 anos – http://noticias.seuhistory.com/escritor-espanhol-garante-o-ser-humano-deve-trocar-de-parceiro-cada-cinco-anos.

23. 10 experiências sexuais que todos deveriam ter uma vez na vida – http://www.obaoba.com.br/pegacao/noticia/10-experiencias-sexuais-que-todos-deveriam-ter-uma-vez-na-vida.

24. Documentário mostra dia-a-dia de adeptos do poliamor – https://catracalivre.com.br/geral/cidadania/indicacao/documentario-mostra-dia-a-dia-de-adeptos-do-poliamor/ – e o vídeo em – http://vimeo.com/23988620 ou https://www.youtube.com/watch?v=H3SbBZNotuc. Veja Também: Três documentários que falam sobre poliamor e suas infinitas maneiras de dizer ‘eu te amo’ – https://catracalivre.com.br/geral/invencoes-ideias/indicacao/tres-documentarios-que-falam-sobre-amor-e-suas-infinitas-maneiras-de-dizer-eu-te-amo/.

25. Fitoterápicos para aumentar a LibidoTribulus terrestris, Maca ou viagra peruano, Ginseng siberiano, e Gingko biloba – http://www.personare.com.br/fitoterapicos-para-aumentar-a-libido-m5207.

26. Regras para amizades coloridas – http://m.huffpost.com/br/entry/5648097.

27. A Monogamia é uma Prisão – O que é Monogamia, Poligamia e Relacionamento aberto – http://papodehomem.com.br/a-monogamia-e-uma-prisao/.

28. Felicidade dos recém-casados se esgota em dois anos, diz especialista OU DICAS PARA SER FELIZ – http://saude.terra.com.br/felicidade-dos-recem-casados-se-esgota-em-dois-anos-diz-especialista,301a9581f6c68410VgnCLD200000b1bf46d0RCRD.html.

29. Monogamia pra quem? Blogueiras Negras – http://blogueirasnegras.org/2014/09/04/monogamia-pra-quem/.

30. A diferença entre amor e desejo, segundo seu cérebro – http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Neurociencia/noticia/2014/07/diferenca-entre-amor-e-desejo-segundo-seu-cerebro.html.

31. Casal religioso cria site de swing para troca de parceiros cristãos – http://revistamarieclaire.globo.com/Comportamento/noticia/2014/09/religioso-casal-cria-site-de-swing-para-troca-de-parceiros-cristaos-e-versiculos-da-biblia.html.

32. Testezinho bobo: Você tem ciúmes? – http://pt.what-character-are-you.com/d/pt/521/0.html#_=_ .

33. O que é Poliamor? – http://www.temilade.com.br/wordpress/?p=87.

34. Eu tenho uma revelação a fazer: Talvez você nunca tenha amado! (video) – http://www.contioutra.com/eu-tenho-uma-revelacao-fazer-talvez-voce-nunca-tenha-amado/.

45. Reduce Prostate Cancer Risk By Sleeping With Lots Of Women – But Not Men. (Dormir com mulheres diferentes reduz risco de cancer de próstata, mas não com homens – tradução livre do autor em favor da poligamia ou abertura do relacionamento por saúde) – http://www.science20.com/news_articles/reduce_prostate_cancer_risk_by_sleeping_with_lots_of_women_but_not_men-147845.

46. Entrevistas do Pergunte a uma Mulher – http://www.pergunteaumamulher.com/category/entrevistas/page/2 :
Com um homem hétero que pratica inversão – http://www.pergunteaumamulher.com/2013/03/entrevista-com-um-homem-hetero-que.html.
Sou mulher, comedora e dominadora. Qual é o problema nisso? – http://www.pergunteaumamulher.com/2014/03/sou-mulher-comedora-e-dominadora-qual-e-o-problema-nisso.html.
Como convenci minha mulher a transar com outro – http://www.pergunteaumamulher.com/2012/10/te-conto-como-convenci-minha-mulher.html.
Entrevista com um CrossDresser CD – http://www.pergunteaumamulher.com/2013/04/entrevista-com-um-crossdresser-cd.html.
Entrevista com casal Naturista/Nudista – http://www.pergunteaumamulher.com/2014/10/entrevista-com-um-casal-nudistanaturista.html.
Entrevista com um praticante de BDSM (Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo) – http://www.pergunteaumamulher.com/2014/06/entrevista-com-um-praticante-de-bdsm-bondage-disciplina-dominacao-submissao-sadismo-e-masoquismo.html.
Casal swinger, que faz troca de casais – http://www.pergunteaumamulher.com/2013/06/entrevista-sobre-swing.html.

47. Fotógrafa registra momentos íntimos de seu relacionamento aberto – https://estilo.catracalivre.com.br/modelos/fotografa-registra-momentos-intimos-de-seu-relacionamento-aberto/#.

48. Como seriam os relacionamentos humanos se nós usássemos rituais de acasalamento dos animais? – https://catracalivre.com.br/geral/sustentavel/indicacao/como-seriam-os-relacionamentos-humanos-se-nos-usassemos-rituais-de-acasalamento-dos-animais/ ou em inglês http://humoncomics.com/archive/animal-lives.

49. Terapeuta norte-americana se oferece para ‘dormir de conchinha’ com clientes. Ideia é criar energias amorosas sem conotação sexual. Conchinha, cafuné, abraço – https://catracalivre.com.br/geral/negocio-urbanidade/indicacao/norte-americana-cria-empresa-que-oferece-dormir-de-conchinha/https://www.facebook.com/CuddleUnyc.

50. Elas também curtem: sites pornôs para Mulheres que você precisa conhecer – http://vip.abril.com.br/elas-tambem-curtem-5-sites-pornos-para-mulheres-que-voce-precisa-conhecer/.

51. Novo app viabiliza sexo em grupo – https://catracalivre.com.br/geral/aplicativo/indicacao/novo-app-viabiliza-sexo-em-grupo/ e http://3nderapp.com/.

52. Carnaval 2015: Mocidade causa polêmica com casais de todos os gêneros em carro sobre sexo – http://extra.globo.com/noticias/carnaval/mocidade-causa-polemica-com-casais-de-todos-os-generos-em-carro-sobre-sexo-15350829.html.

53. O desapego nos relacionamentos – https://pramashanti.wordpress.com/2015/03/23/o-desapego-nos-relacionamentos/.

54. Cuidado: Entre quatro paredes: o machista de esquerda – https://hedra.com.br/blog/entre-quatro-paredes-o-machista-de-esquerda.

55. Mais que questão de respeito: Ilustrações mostram como comentários maldosos afetam a vida das pessoas. http://www.hypeness.com.br/2014/07/como-podem-ser-danosas-algumas-coisas-que-falamos/.

56. Deixa alguém gostar de você, caralho!!! – http://umtravesseiroparadois.com.br/deixa-alguem-gostar-de-voce-caralho/.

57. Nós, os fabricantes de solidão. É um erro acreditar que a experiência de se relacionar superficialmente irá gerar experiência para um relacionamento duradouro. Relacionar-se superficialmente ensina a ser cada dia melhor nisso, enquanto a experiência de fazer durar só se adquire fazendo durar – http://obviousmag.org/inquietudes/2015/05/nos-os-fabricantes-de-solidao.html#ixzz3a7L8ozSM.

58. Mulher tira folga do marido e vai para cama com estranhos durante um ano – http://ela.oglobo.globo.com/vida/mulher-tira-folga-do-marido-vai-para-cama-com-estranhos-durante-um-ano-15878553.

59. Se você é indeciso vale ler e tomar cuidado: Teoria das pessoas complexas – http://www.brasilpost.com.br/aina-cruz/teoria-das-pessoas-comple_b_7489582.html.

60. Promiscuidade e infidelidade estão no DNAhttp://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/promiscuidade-e-infidelidade-estao-no-dna/.

61. Você é uma pessoa emocionalmente forte? – http://www.equilibriovida.com/2015/07/voce-e-uma-pessoa-emocionalmente-forte/.

62. RELACIONAMENTO É PARCEIRIA E NÃO PROPRIEDADE – https://ventomar.wordpress.com/2015/06/08/relacionamento-e-parceria-e-nao-propriedade/.

63. O que um Casamento Aberto ensinou a um homem sobre Feminismo – http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2015/08/o-que-um-casamento-aberto-ensinou-um.html.

64. Selfies de Pênis, Fetiches e Putaria: Destrinchando uma Rede Social que Pretende Conectar os Surubeiros Brasileiros – http://www.vice.com/pt_br/read/sexlog-brasil-destrinchando-uma-rede-social-que-pretende-conectar-os-surubeiros-brasileiros.

65. Desde posições mais comuns até brinquedos mais usados, rede mapeou o perfil sexual do brasileiro – http://elastica.abril.com.br/o-sexlog-rede-social-de-sexo-reuniu-dados-reveladores-sobre-o-que-a-galera-curte-na-cama.

66. Dez coisas que homens fazem errado durante o sexo. http://vulvarevolucao.com/2015/10/05/10-coisas-que-homens-fazem-errado-durante-o-sexo/.

67. Amor livre ou sexo livre? Sobre amor, relacionamentos abertos e amizade. http://clitorislivre.com.br/2015/08/18/amor-livre-ou-sexo-livre-sobre-amor-relacionamentos-abertos-e-amizade/.

68. Poliamor é para pessoas ricas e bonitas. http://blogueirasfeministas.com/2014/02/poliamor-e-para-pessoas-ricas-e-bonitas/.

69. Traição é Natural? | Nerdologia 69. https://www.youtube.com/watch?v=IVHW4wx6R9A.

70. Tudo deu errado, não teve jeito = Dicas para esquecer um amor ou relacionamento – http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/3-dicas-da-ciencia-para-esquecer-um-amor/.

71. Sexo casual não precisa ser vazio, frio, raso. http://lounge.obviousmag.org/coffee_is_my_boyfriend/2015/09/sexo-casual-nao-precisa-ser-raso.html.

72. Relacionamento aberto for dummies: dez dicas do que é e do que não é – https://medium.com/@laurampires/relacionamento-aberto-for-dummies-dez-dicas-do-que-é-e-do-que-não-é-29055ec05ac6.

73. Não existe relação livre sem responsabilidade afetiva – https://amoreslivres.wordpress.com/2016/06/05/nao-existe-relacao-livre-sem-responsabilidade-afetiva/.

100. Meta: transar com 100 homens em 2011 – http://www.casalsemvergonha.com.br/2011/08/15/meta-transar-com-100-homens-em-2011/ ou aqui.

101. How Romanticism Ruined Love (Como o romantismo acabou com o amor – acione as legendas em português) – https://www.youtube.com/watch?v=jltM5qYn25w.

102. O que o Poliamor não é. https://vidapoliamor.wordpress.com/o-que-o-poliamor-nao-e/.

103. Quando dois é pouco – O poliamor como alternativa de relacionamento. http://www.sobrepsicologia.com.br/artigos/quando-dois-e-pouco.html.

104. O que os relacionamentos abertos têm a ensinar aos monogâmicos? – http://www.bbc.com/portuguese/vert-fut-36701662.

105. Sobre geração millennials e compersão: Os jovens estão realmente mais abertos ao poliamor ou só curtem trair? – http://www.vice.com/pt_br/read/poliamor-millenials-ciumes-traicao.

106. Quiz, Teste comportamento: Você daria conta de um relacionamento poliamoroso? – http://estilo.uol.com.br/comportamento/quiz/2016/07/19/voce-daria-conta-de-um-relacionamento-poliamoroso.htm.

107. Monogamia, Liberdade e Feminismo – http://aquelasmulheres.tumblr.com/post/74082902329/monogamia-liberdade-e-feminismo.

108. Amor e liberdade nos dias atuais – https://docoracaoaboca.wordpress.com/2016/08/17/amor-e-liberdade-nos-dias-atuais/.

109. Postagem censurada pelo Facebook – http://antropologiaseimagem.tumblr.com/post/80856105084/postagem-censurada-pelo-facebook-o-fotografo ou aqui.

110. As regras que a esposa de Albert Einstein precisava seguir para ficar com ele – http://super.abril.com.br/blogs/historia-sem-fim/veja-as-regras-que-a-esposa-de-albert-einstein-precisava-seguir-para-ficar-com-ele/ ou aqui.

111. Diferença entre Poliamor e Relação Aberta (R.A.) – http://sha-3p.blogspot.com.br/2014/09/diferenca-entre-poliamor-e-relacao.html.

112. Diferenças entre Poliamor e Relações Livres – delineando alguns conceitos – https://amoreslivres.wordpress.com/2013/07/24/diferencas-entre-poliamor-e-relacoes-livres-delineando-alguns-conceitos/.

113. Como foi transar com uma vítima de estupro – https://trendr.com.br/como-foi-transar-com-uma-vitima-de-estupro-9210eea52090.

114. Prisão monogamia: A monogamia é uma prisão quando não é vista como uma escolha. https://papodehomem.com.br/a-monogamia-e-uma-prisao/.

115. Sobre aquela mesma coisa de sempre disfarçada de amor-livre – https://versoando.wordpress.com/2014/10/01/sobre-aquela-mesma-coisa-de-sempre-disfarcada-de-amor-livre/.

116. Casal a 3 – Videoblog de coaching e orientações sobre diferentes formas de relacionamentos – https://www.youtube.com/channel/UCsq1luBH4mkTO4xBHR3M-GQ.

117. não-monogamia, dependência emocional e autocuidado ou PRECISO ME AMAR ANTES DE AMAR OUTRAS PESSOAS – http://nonsensemushroom.tumblr.com/post/115077394145/n%C3%A3o-monogamia-depend%C3%AAncia-emocional-e-autocuidado.

118. O tabu da monogamia. De Monica Montone – http://www.contioutra.com/o-tabu-da-monogamia/.

119. AS REGRAS DE UM RELACIONAMENTO ABERTO. Por Laura Pires – https://trendr.com.br/as-regras-de-um-relacionamento-aberto-ef86ab303e8b#.hb9t7msqn.
Basicamente: Respeito à individualidade não significa perder o respeito ao próximo. 1. Contar ou não contar. 2. Dormir junto. 3. Exclusividade emocional. 4. Frequência. 5. Ex. 6. Regularidade. 7. Com amigos/as.  8. Quando se está brigado. 9. Na presença da outra pessoa. 10. Comportamento em público. 11. Nudes. 12. E a família?. Autoconhecimento!

120. Amor, Respeito e Liberdade, por Kau Mascarenhas. https://youtu.be/sMz7GdO64RM.

121. Relação a três pode ser mais simples do que a monogamia, Regina Navarro Lins – https://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2017/05/25/relacao-a-tres-pode-ser-mais-simples-do-que-a-monogamia/.

122. NEM SEMPRE EXISTIU A HETEROSSEXUALIDADE – Como foi criada a heterossexualidade como a conhecemos hoje. http://www.bbc.com/portuguese/vert-fut-40093671.

123. Toda forma de amor – conheça histórias de pessoas que acreditam no amor livre – http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/toda-forma-de-amor-conheca-historias-de-pessoas-que-acreditam-no-amor-livre.ghtml.

124. O fantasma do amor romântico nas relações livres – https://amoreslivres.wordpress.com/2013/12/21/o-fantasma-do-amor-romantico-nas-relacoes-livres/.

125. Três é demais? Mamilos apresenta uma conversa trazendo a perspectiva da biologia, da neurociência, da antropologia e da psicologia pra ampliar nossa compreensão sobre a monogamia como norma – http://www.b9.com.br/75106/podcasts/mamilos/mamilos-112-tres-e-demais/.

126. Mulheres podem ter múltiplos maridos? (em inglês) – https://www.youtube.com/watch?v=SmcwTSoyRF0 ou em https://www.facebook.com/tinytinysecrets/videos/874906262648120/.

127. Antes de querer um relacionamento poliamoroso ou livre, leia este texto (em inglês): “i don’t give a fuck about how you fuck: or, your hot ass mess is not my revolution” – http://having-an-existential-crisis.tumblr.com/post/108068448898/i-dont-give-a-fuck-about-how-you-fuck-or-your.

128. Tive um relacionamento aberto e foi isso o que aconteceu: Quatro pessoas que saíram do comum nos contam suas experiências – https://brasil.elpais.com/brasil/2017/09/01/estilo/1504256418_582873.html.

129. Parem de culpar a monogamia! Se você sabe remar um barco, você rema qualquer barco. Se você não sabe remar, mudar de barco não vai ajudar – https://topbuzz.com/@eowyn2983/parem-de-culpar-a-monogamia-CgJALlwwKVo.

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No dia 17 de outubro de 2010 recebi um texto do cientísta político Lauro Mattei, da UFSC, comparando a campanha eleitoral de 1989 com a deste ano (Texto abaixo).

A grande surpresa é que hoje vi a notícia na TV do candidato José Serra, do PSDB, dizendo que a agressão que recebeu ontem no RJ foi muito bem planejada… sim, pelo PSDB para denegrir a campanha do PT, como aconteceu em 1989.

Não votei no PT no primeiro turno e estava bem decidido a não votar também neste segundo turno, mas o baixo nível das campanhas de ambos candidatos me deixou sem opção. O que mais tem me divertido nesta campanha são as contradições históricas, que tem sido motivo de piada. Por exemplo a clássica crítica do pessoal que apóia ao (moto-)Serra ao programa dito paternalista que é o Bolsa-família, que dá até R$200,00 por mês por família (NOOOOSSA!), e que tirou muita gente da pobreza levando um mínimo de dignidade pra quem realmente precisa.

Agora o palhaço do Serra quer dar 13. para os atendidos pelo Bolsa família além de aumentar seu valor. Aí sim que não estimulará o trabalho… é um apelão mesmo. O 13  salário é a recompensa ao trabalhados por um ano de trabalho, não faz sentido para bolsista, não acha?

Outra piada deste “atentado do PT ao Serra no RJ” foi que o candidato se disse atingido por um rolo de durex, e teve que ir à UTI fazer ressonância magnética, e ficou o dia seguinte sem atividades (ó coitadinho…). Na mesma notícia falaram que a jornalista foi atingida por uma pedra na cabeça, sangrou… e foi atendida no local. Serra riquinho faz tomografia por causa de rolo de durex (ou bolinha de papel?). Jornalista pobre é só atendida no local. Pobre se for esperar tomografia ainda fica 6 meses na fila do SUS. Sem comentários.

Re-lendo o texto lembro das apelações que faziam contra Lula: Collor chegou até a profanar que se o outro ganhasse mudaria a bandeira do Brasil colocando uma estrela vermelha no meio e uma foice e um martelo… rsrsrs

Leia o artigo do vidente Lauro Mattei, abaixo.

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O SEGUNDO TURNO DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 2010 E O RETORNO ÀS ELEIÇÕES DE 1989

LAURO MATTEI – Professor de Economia da UFSC. Reflexão feita em 16.10.2010

O segundo turno das eleições presidenciais de 2010, além de desvelar algumas das principais contradições da sociedade brasileira, revela também alguns métodos que obrigatoriamente nos levam a rever fases históricas anteriores, particularmente o processo eleitoral de 1989 e o seu turno decisivo.

Para as gerações que não viveram aquele momento é importante recordar os principais traços daquele processo eleitoral. Devido ao regime militar, o país voltou a escolher eleitoralmente um novo presidente após as últimas eleições realizadas em 1960, portanto lá se foram quase 30 anos sem se eleger presidentes da república.

No primeiro turno das eleições de 1989 quatro candidaturas representavam as facções da elite brasileira: Aureliano Chaves (agrupava membros do PP e PFL na época representados pela Arena); Guilherme Afif Domingos (representava os democratas cristãos e aliados); Collor de Mello (representava facções das oligarquias atrasadas regionais); e Ronaldo Caiado (representava a direita ultra conservadora e os interesses latifundiários). No campo democrático popular situavam-se as candidaturas de Brizola e Lula e no centro da arena política a candidatura de Mario Covas (PSDB). A disputa colocou Lula e Collor de Mello frente a frente no segundo turno.

É no segundo turno que a campanha eleitoral escancara seus métodos mais arcaicos, preconceituosos e fascistas. Embalada por um lindo clip de Chico Buarque, Gilberto Gil e Djavan e pelo apoio popular, a campanha de Lula se torna uma ameaça real ao poder político dominante. A partir daí a elite conservadora, sem qualquer prurido, usou de todos os métodos disponíveis, destacando-se os piores deles: espalhar o medo, o preconceito, a intolerância e o ódio na sociedade, procurando demonizar a pessoa do candidato Lula.

Vejamos alguns exemplos. Visando deter o avanço da candidatura do adversário e obter apoio da igreja católica, o programa de Collor de Mello levou ao ar durante dias declarações de uma ex-namorada de Lula que afirmava que ele queria ter feito o aborto, mas que ela não concordou (o famoso caso Lurian, filha assumida de Lula). Portanto, estava dada a senha para explorar politicamente uma questão religiosa que tanto divide opiniões na sociedade brasileira e que somente poderá ser decidida com um plebiscito, a exemplo do caso recente das armas: usar o tema do aborto para atingir politicamente o adversário.

Outro método muito utilizado foi espalhar o medo através de uma onda de boataria (como na época não existia internet esse trabalho acabou sendo feito pelas rádios e pequenos jornais de todo o país) que afirmava que se Lula fosse eleito as casas seriam tomadas, a poupança (que na época era uma pequena garantia para classe média e parte da classe popular com acesso à rede bancária devido à crise econômica) seria confiscada e, no limite, as crianças seriam raptadas pelo comunista Lula que não gostava de crianças. Além disso, espalhou-se pelo interior do Brasil que as propriedades dos agricultores seriam tiradas porque Lula queria fazer uma reforma agrária radical.

Além disso, procurou-se identificar a pessoa de Lula como sendo um terrorista. Para tanto, nada melhor do que o gesto de colocar a camiseta da campanha de Lula em alguns dos seqüestradores do empresário Abílio Diniz, durante o resgate efetuado pela polícia uma semana antes do pleito decisivo.

Também se buscou associar a figura de Lula à baderna e à desordem burguesa. No primeiro caso, forjou-se uma grande confusão na reta final das eleições em um comício do candidato adversário na cidade de Caxias do Sul (RS). Tempos depois se soube que os causadores da confusão tinham sido pagos pelos próprios organizadores do evento (campanha de Collor). Para mostrar a possível desordem que tomaria conta do país, associava-se Lula aos grandes movimentos grevistas do final dos anos setenta e início dos anos oitenta.

E para não me alongar mais nesses métodos arcaicos e fascistas, veio o seu golpe final protagonizado pela imprensa burguesa. Registre-se aqui a famosa manipulação do último debate entre os candidatos orquestrada pela Rede Globo de Televisão, com influência decisiva sobre o resultado das eleições.

Todos esses fatos – longe de representar um padrão civilizatório – eram justificados pelas elites, afinal o país precisava reaprender a conviver democraticamente após décadas de regime militar. Os fatos atuais, todavia, parecem demonstrar que uma parte da sociedade brasileira ainda não aprendeu e/ou não consegue conviver com a pluralidade de opiniões e com alguns preceitos básicos da democracia.

Além de resgatar os elementos do processo eleitoral de 1989 (aborto, terrorismo, baderna, preconceito e o medo), o processo eleitoral atual acrescenta alguns fatos novos.

A campanha do adversário da candidata situacionista explora ambos. Sobre o aborto é mais que visível para todos. Sobre terrorismo, a campanha de Serra resgate os preceitos do Presidente Bush Filho que entrou na cruzada do bem contra o mal, não importando quantas vidas ficassem pelo caminho. É por isso que Serra é o “homem do bem”. O tema da baderna aparece sorrateiramente na campanha tentando identificar o passado de luta pela democracia da candidata Dilma como guerrilheira. Neste aspecto, Serra é um péssimo exemplo, pois preferiu a sombra e água fresca das praias chilenas a permanecer no Brasil e lutar junto com os grupos militantes dos quais Dilma fazia parte. O preconceito – que não pode ser usado da mesma forma que foi usado contra Lula, afinal Dilma tem escolaridade superior também – aparece através de campanhas difamatórias procurando atingir o íntimo da candidata adversária. Finalmente, o medo aparece travestido na tentativa de mostrar que a candidata situacionista nunca exerceu nenhum cargo executivo e poderá delegar o poder para outras figuras políticas indigestas à burguesia nacional, enquanto que o candidato oposicionista já exerceu todos os cargos possíveis. Na verdade, esse argumento que agrupa o medo ao preconceito já foi tão bem explorado na campanha eleitoral de 2002 do próprio Serra, ou seja, vive-se hoje uma repetição dos métodos utilizados naquele momento anterior.

Mas há também fatos novos no turno eleitoral atual. O mais importante deles é o preconceito de gênero, pois a sociedade brasileira sempre foi e continua sendo fortemente machista. E é esse machismo que dá origem a campanha de ódio em relação à candidata oficial. Juntando-se isso ao preconceito de classe – afinal o governo atual está muito dedicado ao combate à pobreza – têm-se todos os ingredientes necessários para criar um clima de intolerância que ultimamente se espalha por todos os lugares, particularmente nas escolas fundamentais e básicas, onde até crianças estão sendo utilizadas para disseminar tal método.

Além disso, observa-se um comportamento distinto da mídia nas eleições atuais. Com seus colunistas e formadores de opinião, a mídia impressa e falada fortaleceu seu pacto com todas as demais facções da elite e, diferentemente das eleições de 1994, 1998 e 2002 – em que atuava fazendo denúncias – atualmente procura influir diretamente os resultados eleitorais, seja orquestrando uma campanha midiática contra o Presidente Lula e sua candidata tentando explorar suas tendências totalitárias e contrárias à livre imprensa, seja apoiando diretamente o candidato da oposição, além, obviamente, do contínuo uso dos métodos tradicionais de manipulação das informações.

Estes e muitos outros fatos elucidam a existência de um forte movimento político conservador que toma conta da vida política brasileira, que também pode ser observado em outros países. Talvez o caso mais eloqüente seja o “Tea Party”, movimento conservador extremista fortalecido recentemente nos EUA para se opor as políticas do presidente Obama, que claramente optam pelo apoio as classes sociais menos favorecidas.

Assim, é possível concluir que está em jogo neste momento no país o projeto de sociedade que se quer para o futuro. De um lado, mesmo com todos os desvios e lacunas, encontra-se um projeto democrático e popular que vem sendo construído há décadas e que o Governo Lula é apenas parte dele e, de outro, o projeto das elites que procuram perpetuar a história da sociedade brasileira, cuja marca não é o medo e a intolerância, mas a exclusão social, a pobreza e a miséria de grande parte da população.

Esse último projeto é representado pela candidatura Serra, por isso ela representa um retrocesso para todos os brasileiros.

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