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Republico o texto abaixo, pois toda vez que vou postá-lo no facebook ele é censurado e eu não consigo, então resolvi copiar e colar no meu próprio blog para ter acesso quando preciso, pois nada deveria ser mais natural que o corpo humano.

O original tá aqui.

Nudez e vergonha do corpo

Arthur Virmond de Lacerda Neto

arthurlacerda@onda.com.br

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Por que o brasileiro encobre certas partes do seu corpo nas praias? Décadas atrás, havia traje de banho: as pessoas banhavam-se no mar vestidas, com trajes próprios, que, nos homens e nas mulheres, encobriam-lhes o peito e a metade superior das coxas. Depois, os homens descobriram o tórax e as mulheres adotaram o “maillot”.  A seguir, o calção de banho masculino reduziu-se a as mulheres adotaram o biquini, em que se lhes ocultam as mamas e o púbis. Surgiram, a seguir, a sunga, o “fio dental” (que seria melhor designado por fio de nádegas) e a porção superior do biquíni reduziu-se drasticamente. Hoje, é mínima a parcela do corpo humano que a moral convencional obriga a encobrir, nas praias.

As mamas e a genitália feminina são, ainda, ocultas por indumentos mínimos, se é que se pode chamá-los de roupas. Na verdade, não o são; não são trajes de banho. São a expressão da mentalidade do brasileiro, segundo a qual é moralmente necessário, por decência, por pudor, por “uma questão de ética” e de moralidade, que se velem, minimamente que seja, as mamas e a genitália (as nádegas acham-se totalmente expostas, há décadas). Da mesma forma, o homem deve encobrir as nádegas, o pênis e o escroto.

Qual a racionalidade da ocultação destas partes? Nenhuma. Assim como, dantes, nenhuma imoralidade havia na exposição do peito dos homens e na abdômen das mulheres, nenhuma indecência há em as mulheres andarem de mamas ao vento e os homens de pênis solto.

Nu no metrô.

O corpo é natural (ou não?); ele não é imoral (ou é?).  Nenhuma das suas partes deve ser motivo de vergonha (ou deve?); não há regiões do corpo mais decentes e outras menos (ou há?). “Naturalia non turpia”, diziam os antigos: o natural não envergonha, não deve envergonhar, não há porque envergonhar.Qual é a justificativa racional, defensável, coerente, de se obrigar moralmente ao velamento de certas partes do corpo? Nenhuma. Por que o pênis deve ser ocultado? Por que as mamas devem ser encobertas? Por nenhum motivo; apenas e exclusivamente por causa da rotina mental, do costume, da imitação do uso, da repetição, do modelo mental a que as pessoas são condicionadas, a que aderem e que se perpetua por inércia.

Ninguém pense que a exposição da genitália é excitante. Quem nunca viu, observa, na primeira vez, por curiosidade; na segunda, ainda observa, ainda por curiosidade; na terceira, já viu e, mais do mesmo, a repetição enfara e desaparece a curiosidade e, com ela, o olhar. Ademais, pode excitar mais o encobrimento do que a exposição: imagina-se o que se não vê; o que se vê pode decepcionar…

E se a exposição da totalidade do corpo fosse excitante? Que mal haveria em que o fosse? Há mal na libido, na sexualidade, na excitação, na atração física, no interesse? Acaso nada disto existe? Acaso devemos fingir que nada disto existe? E acaso a excitação limita-se às partes encobertas? Só há excitação mercê da observação do que se oculta ou o restante corpo também atrai? E porventura, nas praias, as pessoas sentem-se todas e sempre atraídas e  excitadas com a observação dos corpos quase nus?

A experiência demonstra que a visão do nu completo não é excitante após a segunda ou  a terceira vezes:  o que já se viu torna-se sensaborão, perde a graça. Os brasileiros pensam em contrário, acreditam que o nudismo excita por quase total falta de experiência de observação da nudez total.

Há, no Brasil, raras praias de nudismo, isoladas, quase como se fossem campos de concentração ou lazaretos, cujos freqüentadores devem ser segregados. No Brasil, apesar do calor (Rio de Janeiro, quarenta graus!), ai da mulher que andar de mamas ao vento no areal da praia! Toda a gente olhá-la-a, em regra por curiosidade (nunca viram cousa tal) e haverá policial que intervenha para coibir o atentado ao pudor, duplo índice do retrógrado da mentalidade do brasileiro, para quem o descobrimento das mamas é moralmente condenado e atentatório aos bons costumes. Para mim (brasileiro) é ridículo, é primário que os bons costumes envolvam, ainda, o encobrimento de certas partes do corpo; é idiota que se censurem as mulheres por exporem as suas mamas; é sem sentido que os homens devam ocultar o seu órgão de emissão da urina.

Que diferença há entre tapar-se o bico da mama das mulheres e não o fazer? Uma tira estreita de pano amarrada nas costas; outra tira, mais estreita, sobre os pentelhos,  resguardam a moral e a decência? A sua ausência é atentatória do pudor e dos bons costumes? Pense com seriedade, reflita por um minuto, fora da rotina mental a que está condicionado: que diferença faz? Por que tais trapinhos seriam sinônimos de pudor? Por que a sua ausência é despudorada? O mesmo em relação à genitália masculina. Em que há indecência, imoralidade, atentado ao pudor, ofensa na exposição do que é natural?

Por que nas praias de nudismo a decência é diferente, a pudicícia prescinde de tapa-sexos, o corpo exposto é decente? Em que difere a moralidade do nudista da do vestido? Em que o primeiro encara o corpo como  naturalidade e o segundo associa-o à sexualidade. Erotiza-0 não  quem o expõe, senão quem o oculta: quem o expõe, fá-lo desinibidamente, sem lhe atribuir conotação sensual; atribui-lhe sensualidade quem oculta certas partes, a que atribui papel lúbrico. O nudista não pensa só em sexo; o ocultador, sim. Para o nudista, o corpo é apenas o corpo; para o ocultador, certas das suas partes são motivo de vergonha, a sexualidade é motivo de vergonha.

No areal das praias do Rio de Janeiro, se uma mulher retirar o  tapa-sexo superior, haverá quem chame a polícia, para reprimi-la por ato de despudor, como ocorreu com uma estrangeira, acostumada, no seu país, à exposição das mamas e que se perplexou com a atitude do brasileiro, que admite a nudez integral no carnaval, masculina e feminina, que suporta temperaturas de quarenta graus e para quem os bons costumes dependem de se encobrir o bico do seio.

Na Grécia, os atletas praticavam ginástica nus (ginástica provém do grego “gimnadzein”, ou seja, treinar nu). Por 550 anos, eles disputaram as célebres olimpíadas em nudez total.

A estatuária grega e romana representava os imperadores, os generais, os deuses, nus, de pênis à mostra, sem encobrimento. O corpo não era motivo de vergonha para o romano nem para o grego; era-o para os bárbaros (orientais); tornou-se tal para os cristãos, que herdaram a mentalidade dos bárbaros e não a dos gregos e romanos.

 

Merkel nua.

Revista Sol Amigo, número 152, de 1962. A senhora da esquerda não é Angela Merkel.

Na Alemanha, pratica-se o nudismo integral há cerca de 120 anos. A nudez total integra os costumes alemães. Anda-se nu, em pelo, em público, nas cidades alemãs, sem que tal seja motivo de escândalo nem de atentado à moral e aos bons costumes. Para o alemão, o corpo não é motivo de vergonha nem a nudez é sexual: é natural. Na França, na Espanha, em Portugal (em parte), na Itália (em parte), na Alemanha, na Inglaterra, na Califórnia, na Grécia, na Croácia, na Dinamarca, na Finlândia, na Noruega, na Suécia, na Califórnia e alhures, as mulheres apresentam-se, nas praias, de mamas ao vento e ninguém se escandaliza com isto nem se põe a mirá-las como objetos sexuais, exceto os brasileiros, bisonhos em tais costumes de liberdade.

Na Europa, pratica-se o nudismo doméstico: todos nus, pai, mãe, filhos; 42% dos franceses estão habitualmente nus em casa. Na Espanha, há 230 praias de nudismo. Na Alemanha, há mais de uma centena de campos e praias de nudismo e lá é costumeiro receberem-se visitas nu. Há dezenas de campos de nudismo na Inglaterra e na França. Nos E.U.A.,  passa de 200 o número de centros de bem-estar (“resorts”) nudistas. Na Alemanha, há cerca de 95 anos , com aprovação governamental, e nos EUA, há pelo menos 65, há escolas nudistas: todos nus, inclusivamente os professores.

Na Universidade de Berkeley (Califórnia), é tradicional a corrida dos nus, em que estudantes correm pelos corredores dela, nus, rapazes e moças, alecremente. Em Roskilde (Dinamarca), realiza-se, desde 1971 festival musical, em que há uma corrida de nus; também em Aahrus, na Suécia, em festival popular, correm os nus. Em Meredith (Austrália), é tradicional a corrida dos nus, em festival a que acorrem centenas de pessoas, de crianças a velhos. No deserto do Nevada (E.U.A.) é tradicional o festival Queima do Homem, musical; por ser no deserto e quente, estão todos inteiramente pelados. Na Suécia, é tradicional uma competição musical, em um bosque, com assistência das pessoas em geral, de crianças a velhos, em que os músicos estão nus. Nas Filipinas, a fraternidade Alpha Pi Omega, presente na Universidade de Manilha, promove, anualmente, a corrida e passeio dos seus integrantes, nus. Em Londres, os estudantes das altas escolas promovem o banho no Tâmisa, nus. Na Califórnia, há décadas há escolas nudistas: todos nus, alunos e professores.

 

Em inúmeras cidades européias, norte-americanas, na do México, realiza-se a pedalada nua, em que os ciclistas pedalam, de dia, em público, nus. Em Londres, concentram-se, anualmente, centenas de ciclistas. É permitido fotografar e há centenas delas fotografias na rede de computadores: as pessoas não se escandalizam nem se pejam por estarem peladas em público nem por serem fotografadas nos seus pinto, bunda e mamas. Em algumas cidades do Brasil, há pedaladas nuas, mas uma delas, de SP, foi de noite, no escuro. Percebe a diferença ?

A nudez é escandalosa? É indecente? O pinto e as mamas são indecorosos? Não, definitivamente, não são. O brasileiro é que foi ensinado a pensar que o são.

Nestes países, quem quiser, é livre de andar nu na rua, no mercado, na praça, no metrô. E as pessoas fazem-no. Reconhece-se: 1- a ausência de obrigatoriedade de vestir-se; 2- a liberdade de nudez, como soberania sobre o próprio corpo.

Liberdade de nudez, de andar nu, de não se vestir; direito de não encobrir o próprio corpo. É liberdade que as populações européias reconhecem e praticam e que o brasileiro ainda sequer concebe.

“Mas o que é que uma criança vai pensar disto?”. É exclamação (com forma de interrogação e intuito de censura) típica de brasileiros, que perguntam o mesmo em relação às manifestações homoafetivas. Perante dois homens de mãos dadas, o brasileiro convencional exclama: “O que vai se dizer para uma criança, disto?” (diga-lhe que há homens que amam homens). Perante a possibilidade da nudez total na praia ou na cidade, o brasileiro convencional preocupar-se-á (sincera e também hipocritamente) com a formação das crianças e manifestará escândalo (digo hipocritamente porque a maioria dos pais jovens negligencia a formação dos seus filhos, papel que atribui à escola, como se o professor devesse fazer de pai dos filhos alheios. Outros são hipócritas porque usam a saúde moral das crianças como pretexto sob o qual dissimulam o seu moralismo).

Se uma criança, na praia, na cidade, no campo de nudismo, vir o pênis, o escroto, os pentenhos, as nádegas, a vagina, as mamas, terá visto o corpo como ele é  e terá aprendido que tudo isto integra os seres humanos (inclusivamente ele próprio) e que  nada disto merece, razoável nem justificadamente, ocultação como critério de moralidade.

“Se eu ficar nu, toda a gente vai me olhar”. Muita gente olhá-lo-a por curiosidade, por não estar acostumada com a nudez. A nudez individual, isolada, é atrativa; deixará de sê-lo se, a pouco e pouco, as pessoas exercerem a sua liberdade e tornar-se, gradualmente, costume a exposição, a começar pelas praias.

Na praias francesas, portuguesas (em parte), italianas (em parte), espanholas, gregas, alemãs, francesas, croatas, e mais na Austria, na Suécia, na Dinamarca, na Finlândia, na Noruega, na Inglaterra, na Califórnia, na cidade de Nova Iorque e em outras,  as mulheres andam de mamas ao vento e ninguém lhes liga. Liga-lhes o brasileiro que nunca viu tal: observa-as, por curiosidade, uma vez; outra vez, ainda com curiosidade. Da terceira por diante, já viu. Na quarta, é mais do mesmo. Assim é na Europa há décadas: o europeu abandonou o preconceito de que o tapa-sexo é indispensável à moralidade, aos bons costumes, à salvaguarda da família e dos mais valores da civilização ocidental, de deus e da evitação do pecado.

Peladada Floripa 2016

Neste momento, a mentalidade dos brasileiros, quanto à exposição do corpo, é demasiadamente conservadora, convencional, rotineira, mesmo arcaica. Já foi pior, quando o cristianismo, religião repressora, por excelência da sexualidade, preponderava com o seu ethos. Em décadas pretéritas inexistia o banho de mar: que imoralidade uma mulher expor o tornozelo. O tornozelo! Poderá piorar, na medida em que se propagarem as formas evangélicas de cristianismo, atualmente em avanço no Brasil. Manter-se-á estacionária enquanto não se despertar a atenção do público em relação a tal matéria: hostilizam a nudez as gerações supra-50, cinquentagenários, sexagenários, septuagenários, octogenários, gente formada em décadas passadas, sob modelos mentais de acentuada austeridade e repressão de costumes. Gente velha, de mentalidade arcaica. Também a hostilizam os religiosos de todas as idades, para quem toda nudez deve ser negada. Gente de mente fechada, submetida aos mandamentos bíblicos.

Peladada Floripa 2016. Fonte:  http://www.pedalafloripa.com/2016/03/peladada-floripa-2016.html

O preconceito contra a nudez, a vergonha do corpo, o automatismo do seu encobrimento constituem, propriamente, heranças católicas: padrões de pensamento, de comportamento, de reação emocional, em suma,  mentalidades e costumes que se incutiu no brasileiro mercê da pregação insistente, reiterada, efetuada pelo clero católico e, agora, pelo evangélico, com aplicação de dizeres da Bíblia.

Como sempre, a Bíblia justifica o arcaísmo de comportamentos e a negação das liberdades. Daí, a existência, em décadas pretéritas, do padrão católico de vestimenta feminina e o padrão atual de vestimenta evangélica, em Curitiba, pelo menos, em que as crentes (normalmente da classe C) usam cabelos compridos, presos na nuca, a que não aplicam shampoos nem condicionadores (tampouco se pintam); vestem camisa de mangas compridas ou blusa; saia de brim azul ou semelhante, até a altura dos joelhos; calçam sandálias. Vista uma mulher trajada por esta forma, como forma de identificação de pertencimento à sua classe social, identifica-se nela mulher evangélica.

Também os jesuítas concorreram para a formação da mentalidade anti-nudez. Nos seus manuais, no século XVIII ensinava-se, nos colégios, a trocar de camisa sem se olhar para o próprio sexo e de forma que nenhuma parte do corpo se expusesse, mesmo quando o aluno estivesse sozinho: a nudez torna-se vergonhosa mesmo perante o próprio indivíduo, independentemente de olhares alheios.

Em 1920, José Tomaz de Almeida, na revista Ave Maria, publicada em São Paulo, escrevia: “escravizar-se uma senhora digna ou uma donzela, à moda indecorsa, apresentando-se de pernas expostas, tão curtas usam as saias, de braços nus, com colo e costas à mostra, provocando maus sentimentos, excitando pecados, é contra a moral, é tudo que pode haver de anti-cristão, de condenável, de verdadeiro paganismo!”

            Adiante: “O corpo da mulher deve andar velado, pois ele é o templo vivo do santuário da divindade. O dernier cri do nu, como a desfaçates da impudica e leviana, avilta e deshonra a virtude nas suas exibições”.

            “O pudor, a modéstia e a timidez, são o encanto da mulher.”

            “Encompride as saias curtas, que exibem as pernas; levantae os decotes que expõem vosso corpo; baixai as mangas que descobrem os braços; sede discretas no trajar para não vos confundir com as heroínas do vício”.

            Por sua vez, o padre Ascânio da Cunha Brandão, na mesma revista Ave Maria, em 1936, verberava os costumes de liberdade dos alemães:

Aí está por exemplo a Alemanha, mandando buscar nas ruínas da Grécia pagã o fogo sagrado para a suas Olimpíadas e prestando à carne e aos deuses pagãos um culto que excede as raias da estupidez e do ridículo.

            Os deuses! A Grécia! As Olimpíadas! O nudismo! O atletismo!”

Adiante: “Não é condenável, por exemplo, este espetáculo de vergonha e despudor que nossas praias de banho? Este nudismo escandaloso está reclamando uma medida enérgica. É incrível!”.

            Em 1944, o mesmo padre, em outra colaboração com a revista, asseverava:  “Sim, a Igreja, ou melhor, a moral católica reprova como ocasião de pecado e de escândalo, o nudismo exagerado nas praias e o banho em comum na promiscuidade dos sexos”. Pretendia ele que as mulheres usassem maiô (peça de vestuário que lhes velava o tronco, das mamas à virilha) e que os homens e as mulheres freqüentassem o areal da praia separadamente, à maneira do regime de segregação da Africa do Sul, em que se isolavam os brancos dos negros.

O ethos católico de velamento do corpo perpetuou-se, como dado da formação dos costumes brasileiros; o que há de mais imbecil, mais retrógrado, mais tacanho, mais obtuso, mais burro da igreja católica inveterou-se nos costumes do brasileiro. As pessoas já não se lembram de pregações deste tipo, porém praticam os comportamentos correspondentes porque se lhes criou uma verdade e uma ética, que considero verdadeira porcaria mental e moral.

O exercício da nudez e o uso da vestimenta compreendem formas de liberdade. Na Alemanha e em outros países europeus, há a liberdade de vestir-se e a de não o fazer. Veste-se quem o quer fazer e anda nu quem entende fazê-lo: isto é liberdade.  Não significa que os alemães exibam-se preferencial ou corriqueiramente desnudos, porém a desnudez não os escandaliza. Não é que prevalece no Brasil.

A moralidade liga-se aos valores, ao senso de verdade, de solidariedade, de probidade, à disciplina pessoal, à generosidade, à paciência, à compreensão, à empatia, à perseverança, ao estudo, ao cultivo de si próprio, à aquisição da cultura, aos bons modos, à colaboração. A moralidade não se prende à repressão da sexualidade (até certo ponto) nem ao velamento de certas partes do corpo, tampouco à obediência à textos da Bíblia nem a padrões de comportamento baldos de sentido.

Há moralidade e há moralismo. Aquela envolve a liberdade pessoal e de costumes; este compreende, também, padrões de comportamento liberticidas e irracionais. É o caso, a segunda, do brasileiro, em relação à nudez. Oxalá evoluam eles do moralismo para a moralidade; da censura que praticam por rotina para a liberdade de que aprendam a usufruir.

Nos últimos meses, repetiram-se casos de nudez em público em Porto Alegre e em Curitiba. Houve, pelo menos um caso, também em Brasília e outro em Jaraguá do Sul, em meses recentes.

São sinais dos tempos. São indícios de que há modificações nas mentalidades e nos costumes: tendem, uns e outros, para menos vergonha do corpo, menos pudor, menos preconceitos artificiais, mais naturalidade, mais liberdade, mais cada um ocupar-se menos da vida e do corpo alheios.

O desnudamento já não mais isolado, porém multiplicado; não protestatário, porém sereno; não afrontoso, porém respeitoso; não exibicionista, porém discreto, revela uma nova realidade axiológica e comportamental. As pessoas começam a aceitar a nudez em público; porém raras ousaram, até o presente, praticá-la.

Os quatro ou cinco nus de Porto Alegre, os quatro ou cinco de Curitiba, não são delinqüentes nem exibicionistas sexuais; as suas manifestações, idênticas, não constituem coincidências extraordinárias. Salvo o caso de dois, doente psiquiátrico e de outro, drogadicto (segundo veicularam os meios de informação), os demais foram precursores, cujo desassombro levou-os à iniciativa de que outros compatriotas se abstém por timidez e, máxime, por temor da reação policial. Eles exprimiram sintoma de novas realidades na sociedade brasileira.

A nudez repugna a certos velhos, educados há cinquenta, sessenta e mais anos, em pretérito de valores e de mentalidades que se anacronizaram. Também repugna a certos religiosos, cuja gimnofobia resulta dos dogmas que professam. Nem os arcaísmos mentais nem os sectarismos devem balizar a ação policial (sobretudo, no caso da repulsa religiosa, à luz da laicidade do Estado brasileiro).

No âmbito da liberdade individual, velhos (e gente de todas as idades) e religiosos (crentes de quaisquer religiões) dispõem da faculdade de enfarpelarem-se com toda a austeridade. Não dispõem da autoridade de imporem-na a quem não compartilha das suas convicções nem é justo o Estado, ao legislar, ao judicar, ao atuar junto do cidadão (é o caso da polícia) pautar-se por critérios de minorias, que restringem, injustificavelmente, as liberdades, seja da maioria, seja de outras minorias.

É papel também do Estado observar o estado de coisas que se apresenta, reconhecer nele tendências sociais, respeitar os cidadãos, adaptar-se à evolução da sociedade brasileira e revogar o infeliz artigo 233 do Código Penal (ato obsceno).

Na França, em 1994, revogou-se o crime de atentado ao pudor, análogo ao deste artigo e substituiu-se pelo de exibição sexual.

É diferente a nudez pura e simples, da exibição sexual. Estar nu não equivale a exibir-se eroticamente, mesmo porque tal exibição é suscetível de ocorrer em vestidos. Presumo que em outros países europeus o tratamento legal da questão seja igual ou análogo.

Enquanto o nudista não cometer importunação, enquanto limitar-se a estar nu como se estivesse trajado, é indiferente, é irrelevante a sua nudez; nestas condições, ela diz respeito ao próprio e não a outrem, e não à polícia nem ao Código Penal.

Atualize-se, a lei, quanto aos costumes. Entenda ela a evolução dos comportamentos. Compreenda o anseio por liberdade. Enxergue inocência onde ela existe.

Não tolha, o Código Penal, a liberdade dos cidadãos. Não veicule valores de que a sociedade se vai dissociando. Não confunda nudez natural com impudor. Não imagine crime nem maldade onde existe inocência em face da lei e das intenções. Não reprima o que a lei não proíbe.

Proteja o Código Penal o cidadão pacífico, no exercício legítimo das suas liberdades e dos seus direitos; defenda-nos de quem nos mata, nos estupra, nos rouba, nos ludibria, de quem nos causa, realmente, mal. Não reprima os nudistas, que, estes, são cidadãos de bem, como quaisquer outros vestidos.

Por todos estes motivos, considero oportuno e bem-vindo:

1-revogar-se o artigo 233 do Código Penal,

2-autorizar-se o desnudamento das mamas em todas as praias do Brasil (monoquíni, vulgo “topless”),

3-autorizar-se a nudez integral em todas as praias do Brasil ou, pelo menos, facilitar-se a multiplicação de praias de nudismo ou a delimitação de áreas nudistas nas praias têxteis (de gente semi-vestida).

Agora,preste muita atenção nisto: em Direito, o que não está proibido, está permitido. Não há, no Direito brasileiro, nenhuma regra que proíba a nudez em público; logo, ela é permitida. Sim, é permitido estar nu em público no Brasil. Há o artigo 233 do Código Penal, que pune o crime de ato obsceno. Obsceno é o que envolve sexualidade afrontosa, conforme os padrões sociais predominantes. Estar nu não é ato, é condição; estar nu não é obscenidade, é naturalidade. A polícia não deve e não pode reprimir quem anda nu em público. Quando o faz, ela atua como agente de mentalidade arcaica, veicula valores sem sentido, reprime indevidamente o cidadão na sua liberdade e pratica, ela, polícia, o crime de constrangimento ilegal, ou seja, obriga a cidadão a fazer o que a lei não o obriga (encobrir-se). Foi o que eu disse, por escrito, aos comandantes da PM do PR e da Brigada Militar do RS.

Demais, o que seja obsceno varia com as mentalidades. O Código Penal brasileiro data de 1940; estamos em 2016: os critérios não podem ser os mesmos. A polícia não pode reprimir, por alegada obscenidade, em 2016, como se estivessemos em 1940.

Na Inglaterra, Alexandre Sutherland Neill (1883-1973) criou a escola Summerhill, em que os próprios alunos criavam as regras porque nela se regiam (auto-regulação). Laico, o seu ensino era destituído de inculcação religiosa (pelo que os seus  alunos desenvolviam-se fora do conceito de pecado e do sentimento de culpa que ele origina) e fora da repressão da masturbação e da nudez, pelo que os seus alunos adquiriam a saúde psicológica de que tão freqüentemente eram privadas as crianças e os jovens educados sob a censura da sexualidade, em geral, e sob a obrigação de ocultarem o seu corpo.

A nudez, observava Neill, jamais deveria ser desencorajada. O bebê deveria ver seus pais despidos, desde o princípio”. Em Summerhill,  prevalecia “atitude absolutamente natural” (Liberdade sem medo, p. 213. São Paulo, Ibrasa, 1977), acerca da nudez, em resultado do que, os seus alunos não desenvolviam curiosidade mórbida por corpos (femininos nem masculinos), não se tornavam mixoscopistas, não se envergonhavam diante do desnudamento alheio, não  se vexavam por serem vistos nus por outrem.

Um casal, pais de filhos crianças, adotaram, com hábito, o desnudamento doméstico, ao que A. Neill observou à mãe: “A nudez no lar  é excelente e natural. Seus  filhos, mais tarde, evitarão muito o sexo doentio.  É improvável que um deles se torne um `voyeur´, pois que terão visto tudo quanto há para ver” (Liberdade sem excesso, p. 64. São Paulo, Ibrasa, 1976).

É hora de os brasileiros perceberem a falta de sentido da mentalidade anti-corpo; a ausência de inerência entre nudez e sexualidade, entre sexualidade e culpa, entre nudez e vergonha do corpo, entre velamento das mamas e do pênis e moralidade. É altura de os brasileiros descobrirem o direito à nudez natural, de manifestarem-se a respeito, por palavras e gestos.

A nudez natural não implica a exposição de corpos belos, esbeltos, de homens musculosos, de mulheres vistosas; da exibição de padrões de beleza nem de pênis avantajados, compridos, grandes. Assim como não é questão de sexualidade, tampouco o é de consagrar padrões de beleza nem de ostentar pênis grandes. Na nudez natural, é indiferente o tamanho do pinto e a beleza do corpo – dimensão fálica e padrão de beleza não são valores do nudismo; são-no da sociedade machista, de homens de mentalidade tosca, que identificam tamanho de pinto com masculinidade, e da sociedade fútil, que julga as pessoas pelas aparências. No nudismo não é assim.

Se gostou, divulgue esta idéia. Vamos agitar, tomar iniciativas, tomar atitudes, promover manifestações.

(Quanto às fotografias, não é questão de se preferir homens ou mulheres vestidos ou nus ou semi-nus; não é questão de gênero nem de sexualidade.
É este, precisamente, o ponto: não é questão de sexualidade (homossexualidade nem heterossexualidade) e sim de naturalidade. Homens e mulheres, mulheres e homens, nus, são igualmente naturais; não se trata da atração erótica e sim, precisamente, de retirar a erotização do nu: eis a grande lição da Alemanha nua.).

(Em ginásios de musculação de Curitiba, os homens despem-se nos vestiários, porém naõ de todo: exceto a cueca, com que ingressam na cabine do chuveiro. Os chuveiros constituem compartimentos em que cada indivíduo acha-se isolado dos demais. Ninguém vê ninguém no banho. Os homens retiram-se da cabine do chuveiro de cueca: não querem expor a sua genitália. Será, talvez, porque se masturbam durante o banho e desejam ocultar a tumescência do seu pênis, efeito para o qual a cueca é providencial. Provavelmente, contudo, não é por isto que entram na cabine de cueca e dela se retiram, também de cueca, e sim porque prevalece, em Curitiba, a pudibundaria, a necessidade de os homens ocultarem o seu corpo, a vergonha da genitália, a genitália como parte indecente. No vestiário masculino, entre homens, os homens ocultam a genitália uns dos outros. Parece convento. E tal se passa em , em Curitiba, onde é comum a gabolice de é cidade “européia”. “Européia” com mentalidade e usos de terceiro mundo. Nos E.U.A. e alhures, os chuveiros são abertos, destituídos de paredes entre os seus usuários que, assim  vêem a nudez do seu vizinho, com naturalidade, sem a introdução, mesmo inconsciente, de que certas partes do corpo devem ser ocultadas. Menos mentalidade bíblica e mais naturalidade. Curitibano atrasado).

Vide, da minha autoria, “Mamas ao vento e pênis à mostra”, “A nudez é inocente”, “A favor da nudez” (em que trato, também do artigo 233 do Código Penal), “Envergonhar-se do próprio corpo é obrigatório!? Prédica nudista” (sermão de pregador nudista), todos neste sítio. Procure em “Nudez.”.

Minha carta ao comandante da Brigada Militar do RS, em prol dos nudistas que andaram em público em Porto Alegre (esta carta é igual à que enviei ao comandante da Polícia Militar do PR): aqui.

Minha carta à Ministra dos Direitos Humanos pela revogação do artigo 233 do Código Penal e em favor da liberdade de nudez aqui.

“A favor da nudez”:  https://arthurlacerda.wordpress.com/2014/11/18/a-favor-da-nudez-2/

Esse post foi publicado em Nudez. Naturismo..

 

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Como já dizia o cantor:

“Hiprocrisiiaa… eu tenho uma pra viveer! Pra viveer…”

Ops, acho que não era bem isso.

Mas a paródia à Ideologia, de Cazuza, ainda cabe. Em tempos, em que o dualismo de ideologias talvez só tenha estado tão em voga (e tenho cá minhas dúvidas) na Guerra Fria, pessoas trazem consigo, física e atualmente também virtualmente, discursos ideológicos cada vez mais cheios de sentimentos, outras de conteúdos inclusive. Mas na prática a coisa não é bem assim.

Vale lembrar a regra máxima do respeito, ou da liberdade:

Minha liberdade termina quando começa a liberdade da próxima.

E como tenho me revoltado muito com os discursos vazios e a hipocrisia do dia-a-dia, fiz uma lista de exemplos pra ver quantos nos identificamos. Não que eu seja perfeito. Não que não tenhamos intenção de fazer uma coisa mas consigamos agir exatamente ao contrário de vez em quando. Não que não sejamos ignorantes e diversas vezes nem percebemos a hipocrisia em nosso discurso. Mas temos que ficar ligados e por isso fiz esta lista: pra galera se antenar. Existem hipocrisias de todos os tipos e magnitudes. Vamos lá?

Hipocrisias no trânsito:

  • Reclamar de engarrafamento mas ir de carro pro trabalho.
  • Reclamar do trânsito parado mas estar sozinho dentro do carro.

Hipocrisias ambientais:

Tem nível superior ou está na faculdade, portanto já estudou pelo menos 12 anos da vida e ainda:

  • não sabe apagar a luz ao sair dos ambientes;
  • não sabe guardar bituca de cigarro pra jogar na lixeira;
  • aliás, nem sabe jogar lixo seco nas lixeiras e ainda joga no chão, ainda mais as feitas para recicláveis.

Outras ambientais:

  • Fazer campanha para abaixo-assinado para salvar as baleias, mas jogar plástico nas ruas ou comer carne.
  • Tem dó de cachorro ou animais abandonados ou de maltratos a animais (cães, cavalos, gatos), mas come carne de animais criados confinados.
  • Se preocupa com a preservação dos mares, e/ou tem adesivo no carro “Destrua as ondas, não as praias”, mas come peixes (que foram pegos em pesca industrial e levam à maioria dos bichos aquáticos à extinção).

Hipocrisias Sociais:

Pessoas em situação dominante, ou não oprimidas tomando decisões importantes pelas oprimidas sendo que estas estão presentes.
Bora desenhar, digo, descrever:

  • Homens brancos tomando decisões que afetam mulheres negras;
  • Homens hétero cisgênero tomando decisões para mulheres ou para pessoas não cis (trans, gays, bi);
  • Ricos tomando decisões que afetam aos pobres;
  • Religiosos tomando decisões que influenciam na liberdade de pessoas não religiosas.

Outras sociais:

  • Policiais enfrentando/batendo em civis que se manifestam em luta pelos direitos dos policiais.

LINKS – LEIA TAMBÉM:

Páginas interessantes sobre o assunto, com outras opiniões. Leituras complementares. (Os links a seguir não necessariamente representam a opinião deste autor, alguns inclusive contradizem. Tem, portanto, função de enriquecer a discussão e fazer você desenvolver sua própria opinião.)

1.

 

Nesta madrugada recebi um convite de um amigão, ambientalista mas partidário do governo municipal e federal.

Em seguida respondi ao convite, pois se tratava de um projeto de hortas urbanas para baixa renda, algo de veras interessante visto o prefeito que temos, mesmo eu questionando os meios. Eis que inicia uma conversa que durou uma horinha, e a transcrevo abaixo pois considerei mega didática, explico-me:

Se eu tivesse criando um texto dramatúrgico com esse tema querendo mostrar o estereótipo da visão de um governante versus a visão de um ecoanarquista, não sairia tão bom!

Segue o texto, o nome e a foto do amigo serão ocultados por razões óbvias, pois realmente não vem ao caso.

SEX 2/6/2017 23:48

Amigo
Amigo

 

SEGUNDA-FEIRA (05 de Junho de 2017), às 14:30, acontecerá a Assinatura do Decreto de Criação do Programa Municipal de Agricultura Urbana. A cerimônia também será na Sala de Reuniões do Gabinete do Prefeito (Rua Tenente Silveira, 60, 5º andar – Centro).

SÁB 3/6/2017 02:09

Marcelo
Muito legal
Demais mesmo. Obrigado
Amigo
Lembrei de ti
Vais lá
Marcelo
Verei a possibilidade. Tenho interesse sim
Amigo
Legal
Acabei de ter uma decepção Estudando culinária
Marcelo
Hahaha que passou?
Amigo
Descobri que o Califórnia Roll
Foi inventado em Vancouver
Marcelo
Hahahaha
Amigo
Esse mundo 50% das coisas são fake mesmo
Marcelo
E nem existia um original de referência pra chamarem de tipo
É a clássica piada que fazem do chapéu Panamá
Que não é de lá
Amigo
Hahhaa
Mas esse eu achei que era mesmo
Marcelo
Pois é… Coisa estranha. Na Europa valorizam muito a origem, que dá nome ao alimento. Na América querem ganhar em cima do que der dinheiro. Então o direito autoral surgiu com o capitalismo selvagem americano (do norte)… Faz todo sentido. Isso é muito raro na europa
Ao menos calabresa vem da Calábria, champagne da França e por aí vai… Ainda.
Amigo
Japan to honour Vancouver chef credited with inventing California roll
The Japanese-Canadian sushi chef who is said to have invented the California roll will be honored Thursday by the Japanese government for his role in promoting Japanese cuisine.
ctvnews.ca
Marcelo
Hahaha
Mas será que a pizza Califórnia foi inventada lá?
Se sim pode ter sido só homenagem, pelo mais que eu não veja relação
Amigo
Pse
Tava lendo essa semana sobre a baunilha do cerrado
Tu já viu?
Baunilha do Cerrado – Slow Food Brasil
O Slow Food é um movimento internacional que reúne pessoas apaixonadas por gastronomia, celebra o alimento de qualidade e o prazer da alimentação, conheça a atuação do Slow Food no Brasil. Fazem parte dessa rede: cozinheiros, pesquisadores, comunidades de produtores de alimentos etc. É um movimento…
slowfoodbrasil.com
Marcelo
Sim, tô ligado. Não li mas já havia estudado sobre e ouvido a respeito
Tivemos uma palestra nesta semana com uma amiga, colega, que trabalha com o slow food e falou do projeto Arca do gosto
Esse sim é uma puta ótima referência
Amigo
Me.conta mais
Marcelo
Não sei muito, mas é coisa do slow food, pela preservação e valorização dos pratos e tradições locais
Usando alimentos endêmicos
Amigo
Legal
Eu estava estudando temperos e daí descobri a baunilha do cerrado
Marcelo
Seria como criar um projeto pra salvar o berbigão da tapera
Amigo
Dá 300 a 400 kilos por hectare
O kilos está 250 dólares
Marcelo
Mas esse não tem salvação, visto que o aterro da baía que levou ele a extinção
Marcelo
Claro que pra capitalista o valor é o que importa. Já pra naturalista é a valorização da genética endêmica através da cultura local. O ambientalista vai querer valorizar o que é de lá ao preço que for. O capitalista vai levar sementes e tentar produzir igual em outro local mais barato, e assim criar o tipo comercial. De preferência produzindo em grande escala, e fazendo baixar o preço, e levando a comunidade original à pobreza, consequentemente a extinção do recurso que deu nome ao produto. Essa é a diferença entre um naturalista e um capitalista.
Marcelo
É por isso que o slow food luta pela valorização do lado NO local
Amigo
Eu estava pensando em plantar baunilha para aumentar a renda de famílias carentes
Marcelo
Pra famílias carentes tem muitos produtos rentáveis. Se aumentar a produtividade vai cair o preço
Pra famílias carentes ensine a plantar agrofloresta biodiversa onde terão todos os alimentos que precisam pra viver, e não commodities
Onde ficarão independentes do mercado em caso de crise e não reféns dele caso o preço caia.
Amigo
Mas a conta que eu fiz era
1 hectare
Daria uns 230 mil de baunilha
Por baixo
Da de pagar todo o projeto
Contratar uns dois agrônomos uns dois botânicos
E ainda dar uma bolsa de 1500
Para 80 adolescentes
Marcelo
Mas pra produzir isso precisa de uma floresta preservada, um clima igual o de lá, e se der certo vai baixar o preço, e levar as famílias de lá a terem que cair nesse papo e destruírem a floresta pra plantar algo que de dinheiro, assim o ciclo se perpetua
Amigo
Da de plantar no sertão do Peri
Eu acho
Marcelo
Pense localmente, sempre
Valorize o local
Amigo
Tinha um francês que plantava baunilha lá.
Foi embora não sei pra onde
Marcelo
No sertão do peri tem uma cultura local. O que ela tem de diferente. Valorize isso e não traga de fora
Amigo
Da de fazer os dois né
Sempre monto projetos que não. Dependem.do governo
Que são sustentáveis por si
Marcelo
Ainda assim, se pensas na comunidade, no social, não pense no retorno financeiro
Se são sustentáveis não dependem de dinheiro
É contraditório
Amigo
Eu não acho
Tudo.tem.custo
Quanto um botânico vai cobrar
Marcelo
Isso é o que dizem economistas. Eles querem que tenha, senão não terão emprego, rs
Custo sempre tem. Financeiro que não necessariamente
Amigo
Quanto um botânico vai cobrar
Tu consegue 8 instrutores de graça por. 2 anos para um projeto desses ?
Marcelo
Não pense quanto que ele vai cobrar. Pense: se a comunidade local já sabe fazer , pra que vai precisar um botânico? E depois, o que eles precisam pra viver? Esse é o custo. A sustentabilidade está em fazer o local produzir tudo o que precise pra viver
Amigo
6.1. Impactos Econômicos Promoção da autonomia financeira dos beneficiários através da geração de renda: por mais que durante a participação no projeto, os hortelãos ainda dependam de subsídios da Prefeitura com a ajuda financeira, de materiais e sementes, ao atingirem a emancipação, os sujeitos começarão a gerar renda através da venda de sua própria produção. Desta maneira, o projeto visa a transformação de cidadãos que antes eram considerados uma desvantagem econômica ao Governo por dependerem de verbas públicas, em pessoas ativas economicamente, em potenciais consumidores de produtos e serviços, contribuindo para a dinâmica econômica urbana. Há diminuição de gastos com a alimentação, uma vez que os próprios hortelãos consomem os excedentes da produção da horta. Além disso, o projeto oferece empregos dentro da comunidade, não havendo necessidade de grandes deslocamentos (o que é bastante atrativo numa cidade onde os transportes públicos são ineficientes e o trânsito se encontra cada vez mais intenso) e acessíveis aos moradores. Com isso, também há a menor procura dos jovens para entrar no mercado do tráfico de drogas, onde na equipe de Manguinhos há jovens que trabalhavam com esta atividade e buscaram o emprego de hortelão no projeto. Estímulo à economia solidária: desde o início do projeto, os beneficiários são inseridos em uma nova forma de gestão de trabalho e divisão dos lucros de base associativista e igualitária. Os hortelãos realizam a autogestão da horta e o método de trabalho em mutirão. E mesmo durante o desenvolvimento da horta com o aparecimento de problemas e divergências na equipe, os gestores do PHC buscam soluções em conjunto com os hortelãos, utilizando-se dos saberes e experiência dos integrantes e fortalecendo os laços de cooperação.
Marcelo
E não no valor financeiro disso
Amigo
onde o cenário de extrema violência, desigualdade econômica e descaso político influencia na formação de suas opiniões, percepções de mundo e personalidades. Então, princípios como cooperação, altruísmo e igualdade são de mais difícil concepção e desenvolvimento para estas pessoas que convivem em um ambiente hostil, e dentro de uma sociedade que estimula o individualismo e a competição, cujo cenário político é marcado pela corrupção, do que para indivíduos que vivem em um ambiente harmonioso com referências positivas como solidariedade e cooperação.
Marcelo
É isso aí. Mas tudo melhora justamente por melhorar a qualidade de vida e independência.
Marcelo
A diferença é que um projeto de verdade quer a independência e vai fazer isso com toda a comunidade. Um político (queiro) não quer que uma comunidade fique independente dele, senão vai perder votos. Isso pode acontecer em nível micro, por exemplo um líder de comunidade. É por isso que os contatos pra iniciar um projeto desses não podem ser com as lideranças comunitárias, e sim diretamente com o povo. Mas isso dá muito mais trabalho.
Marcelo
Mas a ideia é ótima, é por aí mesmo.
Amigo
Então
Eu calculei 4 profissionais acompanhando a comida do por 2 anos
A comunidade por 2 anos
Até eles tocarem sozinhos
Só de agrônomo e botânico dá uns 15 mil mês
Material uns 20 mil mês
Fora as bolsas
Marcelo
Tudo bem se quer pensar assim, mas se quer a sustentabilidade pense em valorizar um produto e cultura local, e a diversidade do lugar, em vez de importar outra cultura, entende? Vise a autonomia completa
É não apenas financeira
Amigo
Tu já pensou a Alemanha sem batata?
Eu sei Marcelo
Mas.tem que começar
E o melhor jeito é ser viável economimente
Marcelo
É um ponto de vista de alguém que acredita no capital. Normal. Se fosse o certo não haveria fome. As pessoas felizmente não comem dinheiro, e por isso não é sustentável.
Cooperativas deixam de dar certo qdo dão lucro a alguém, não é a toa.
Amigo
Mas tu iria trabalhar lá sem ganhar nada
?
Marcelo
Elas passam a eleger sempre os mesmos e deixam de ter o espírito real de cooperação…
Claro, Não precisa de dinheiro pra viver. Preciso de comida, casa, transporte, diversão… E não dinheiro. Se monetarizar isso, acaba a verdade e passo a viver de ilusão. Se meu trabalho (que não é a mesma coisa que emprego) me der tudo o que preciso não precisarei de dinheiro.
Entende? Inverta a lógica. Isso é sustentável de verdade.
Amigo
Sim Claro
De economia já li quase tudo
Inclusive to vendo a regulação da bitcoin
Em Brasília
Mas falando especificamente desse projeto
Marcelo
Rs
Amigo
Se tiver um jeito de fazer sem dinheiro eu faria
Eu por exemplo não vou ganhar nada
Marcelo
Esse povo que vive do econômico, rs
Já ganhas, como acessor, imagino
Amigo
Agora se tu conseguir voluntários formados comprometidos
Marcelo
Se não vai ganhar nada quer dizer que vai deixar de ser acessor?
Amigo
É assessor
Eu não
Sou funcionário concursado
Marcelo
Cara, se buscar local, se consegue. Mas se deixar entre a liderança local existente, estes vão colocar o amigo, pois querem manter o poder… E não o mais capacitado. Aí o projeto vira um natimorto.
Então, melhor, vc sendo concursado já ganha teu salário. Isso é bom. Mas já estás fazendo isso em hora extra imagino?
Amigo
Como assim?
Marcelo
Entende que o que importa não é o dinheiro?
Rs… A conversa vai longe.
Amigo
Já falei lá em cima que entendi
Eu sei que até novembro
Marcelo
Dá vontade de copiar ela e publicar. Acho que está bem didática.
Amigo
Que implementar um projeto
Marcelo
Acho muito massa isso
Amigo
E tirando eu
Todo mundo quer cobrar
Hahaha
Até esses caras se ônus
Marcelo
Quero só te ajudar a pensar numa forma que teu projeto de certo, percebe?
Amigo
Ongs
Então
São dois anos
Até a população tocar por si
Marcelo
Sim, entendo. Eles estão dentro de um sistema que pensa assim
Amigo
Até la
São dois agrônomos dois botânicos
4 peões auxiliares
Material de trabalho
E para não depender eternamente de verba ou doação
Marcelo
Mas só te digo uma coisa. Não entre com um produto definido. Deixe, de verdade, que a comunidade local decida com o que eles querem trabalhar
Amigo
Tem que ter algo que de retorno
Mas não precisa ser só aquilo
Eles podem plantar mandioca. Maracujá. Temperos
Mas tem que ter algo que de de fazer o projeto se manter por si
Marcelo
Claro.
Marcelo
Mas o se manter não precisa ser financeiramente. Talvez no começo, já que estamos num sistema que ainda não sabe pensar diferente, tem que ser. Mas o objetivo final não pode ser esse, e sim o da independência, da soberania alimentar comunitária sem importar nada de fora. Só assim eu acredito que será viável de verdade no futuro. Pq além disso, o resto é literalmente lucro.
Marcelo – 03:34
Boto fé nas tuas intensões, e espero que o que falo, falamos, ajude em algo. 😉
Altas conversa meu amigo. Mas meu braço tá véio pra teclar tudo isso no celular… Vou dormir. Muito obrigado pela inspiração, bom papo mesmo pra madrugada!

 

 

Qual a dificuldade das pessoas em entender que relacionamento é parceria e não propriedade?
Que se está com a pessoa e não se tem a pessoa.
Ele deixa de fazer algo contigo para supostamente ficar com outras pessoas ou faz isso sem perder tempo que estaria com você?
Ele deixa de te dar amor e carinho por isso?
Se sim, converse com ele. Se não por que se incomoda? Podes também propor direitos iguais, que tal você ficar com gatinhos(as) também? Já imaginou poder ficar com ele sempre que ambos puderem, e quando ele não puder mas você estiver livre poder ficar com outras pessoas ou fazer coisas que você gosta?

(esta foi uma resposta a mais uma das milhões de bobagens de gente que não sabe lidar com aparentes “traições”:
https://www.facebook.com/UFSCSegredos/posts/1608359669422484?comment_id=1608371539421297)

Já disse o Osho:

KARMA

Primeiro fique sozinho.
Primeiro comece a se divertir sozinho.
Primeiro amar a si mesmo.
Primeiro ser tão autenticamente feliz, que se ninguém vem, não importa; você está cheio, transbordando.
Se ninguém bate à sua porta, está tudo bem –
Você não está em falta.
Você não está esperando por alguém para vir e bater à porta.
Você está em casa.
Se alguém vier, bom, belo.
Se ninguém vier, também é bom e belo
Em seguida, você pode passar para um relacionamento.
Agora você se move como um mestre, não como um mendigo.
Agora você se move como um imperador, não como um mendigo.
E a pessoa que viveu em sua solidão será sempre atraídos para outra pessoa que também está vivendo sua solidão lindamente, porque o mesmo atrai o mesmo.
Quando dois mestres se encontram – mestres do seu ser, de sua solidão -felicidade não é apenas acrescentada: é multiplicada.
Torna-se uma tremendo fenômeno de celebração.
E eles não exploram um ao outro,, eles compartilham.
Eles não utilizam o outro.
Em vez disso, pelo contrário,
ambos tornam-se UM e
desfrutam da existência que os
rodeia.
_
Osho

Vejam também:

1. Relacionamento: Abrir, Trair, Mentir ou Respeitar, Falar, Confiar? – https://ventomar.wordpress.com/2014/05/26/abrir-trair-mentir-ou-respeitar-falar-confiar/.

2. Destruindo o preconceito: gêneros, sexualidades e outros – https://ventomar.wordpress.com/2014/06/04/destruindo-o-preconceito-generos-sexualidades-e-outros/.

3. Roteiro para Discussão de Relacionamento – https://ventomar.wordpress.com/2015/08/10/roteiro-para-dr/.

4. Tudo deu errado, não teve jeito = Dicas para esquecer um amor ou relacionamento – http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/3-dicas-da-ciencia-para-esquecer-um-amor/.

5. Sexo casual não precisa ser vazio, frio, raso. http://lounge.obviousmag.org/coffee_is_my_boyfriend/2015/09/sexo-casual-nao-precisa-ser-raso.html.

TRAIR OU NÃO: EIS A QUESTÃO

Em relacionamentos sempre aparece a questão de traição. Sempre.

Acredito muito na liberdade individual dentro dos relacionamentos. Não estou defendendo a traição. Apenas que os casais devem, e muito, se curtir ao máximo, e em alguns momentos de seu longo tempo juntos, devem experimentar coisas e/ou pessoas diferentes para aprender algo novo, mesmo que seja para concluírem que não gostam disso ou daquilo, ou que se amam tanto que não precisam de mais ninguém ou de nenhuma fantasia diferente ou extra-conjugal.

Mas como conversar sobre isso? Em qual perfil vocês podem se encaixar ou querem provar? Após conversas com diferentes amigos e outras fontes, resolvi escrever um outro ponto de vista sobre o assunto traição. Normal sentirmos medo de sermos traídos. Ninguém gosta de ser traído. Digo ninguém com tanta razão pois, se é consentido, não é traição, mesmo que seja uma fantasia ou maquiado para que pareça traição (pra quem aprecia, cornos, cuckholders e afins, o que é outro assunto). Então, por que tememos?

Tememos ser traídos por medo de perder.

Perder o que? Esta é a questão. Por medo de perder “o outro”, a pessoa que nos escolheu para viver conosco. Mas pera aí. Então pessoa trai, se arrepende e conta para a mulher ou marido a fim de não ter mais segredos. E o indivíduo que “foi traído” termina, “por que não dá mais pra confiar! Acabou. Ponto final. Tchau”. É isso aí. Pronto ferra tudo… E todos aqueles anos de relacionamento, toda a história que passaram juntos, todos momentos lindos, quem sabe até filhos, tudo de bom, sonhos, amizades, cartinhas, passeios, viagens, fotos… etc etc coraçõezinhos e blá blá blá = tudo jogado fora e restrito ao passado, por causa de uma ação boba não perdoada?????? Pera aí, não faz o menor sentido isso!!!! Não estou defendendo que devemos ser tapados e cornos mansos e perdoar todas as traições ou que nunca devemos contar pra não machucar o outro. Apenas quero incitar a reflexão. Que se pense, de preferência antes de fazer. Que, de preferência, haja consenso.

Nossos relacionamentos são reflexo de nossa sociedade.

Os relacionamentos amorosos (e não só eles) são muito baseados na educação que recebemos, principalmente da sociedade. E nossa sociedade é tradicionalmente proprietária, machista e conservadora, mas também burra. Consequentemente os relacionamentos convencionais, hoje, são assim também. Felizmente o mundo está aprendendo a ver (o óbvio) que os seres são humanos, são vivos e que humanos não são propriedade.

Exemplificarei abaixo alguns tipo de relacionamentos possíveis, dos que já ouvi falar, para vocês – pessoas parceiras, namoradas, casadas – conhecerem e escolherem. Após a escolha, conversem bem, deixem claras as regras, e experimentem. Também definam uma data para conversar sobre o assunto e avaliar se o tipo de relacionamento serve para vocês, ou se não, trocar por algum outro.

Para entender os tipos vale esclarecer algumas expressões:
Ficar: 1. ter intimidade com alguém por um tempo. 2. beijar alguém com intimidade, normalmente na boca e de língua.
Amassos: troca de carícias, envolvendo normalmente beijos, carinhos e carícias com as mãos e outras partes do corpo. “Mão-boba”.
Amassos calientes: troca de carícias, envolvendo normalmente beijos, carinhos e carícias com as mãos e outras partes do corpo com os órgãos sexuais e partes íntimas, sem haver penetração. Também chamado comumente de preliminares. “Mão-boba” acompanhada de masturbação e/ou sexo oral, chupadas, sem haver penetração se encaixam neste padrão.
Transar: Ter relações sexuais com alguém envolvendo penetração ou intimidades profundas entre os órgãos sexuais e partes íntimas.

Tipos de Relacionamentos comuns:

Tipos de Relacionamento

 Descrição

Convencional Se caracteriza por um casamento ou namoro sem conversa sobre que tipo de relação o casal vai optar por ter, pois está subentendido por ambos, devido ao que acreditam que a sociedade prega, “que é óbvio” e não precisa se falar a respeito. Aqui em nossa sociedade ocidental, patriarcal, machista (enrustida) e conservadora ficará subentendido, e será considerado óbvio portanto, que não se pode ficar com outras pessoas. Nenhum dos dois pode sequer pensar em ficar com outras pessoas. Este tipo de relacionamento é o que acarreta muitas cenas públicas ridículas de ciúmes entre casais, pois isto é prova cabal que não dialogam. Também conhecido como Relacionamento fechado óbvio, ou fechado convencional ou fechado tradicional. Ver site recomendado número 1.
Tradicional assumido Trata-se de um relacionamento tradicional contemporâneo onde o casal conversa e decide que esta é a melhor opção para eles: relacionamento de apenas duas pessoas – o casal (normalmente heterossexuais, mas pode ser tradicional da mesma forma em relacionamentos homossexuais) – onde nenhum dos dois terá relacionamentos com outras pessoas, sem ficar, e jamais pensar em algo mais complexo que isto como amassos, ou transar com alguém que não seja o casal, ou até mesmo traições virtuais – hoje em dia isto também tem que ficar bem claro – algo como: pode ou não fazer sexo virtual com outras pessoas, ou que tipos e conteúdos de conversas é possível ter com amigos ou desconhecidos pelo meio virtual.  Também chamado de relacionamento fechado consensual (leitura complementar 1).
Enrolados “Quando o casal está apenas ficando, mas ainda não consideram que estão namorando”. Por este motivo normalmente consideram que está subentendido que, se rolar, podem ficar com outras pessoas (novamente, pois é comum pessoas não gostarem de conversar sobre relacionamento). Neste caso o ficar pode tomar um sentido “mais adulto” e envolver amassos calientes e transas. Mas existem pessoas que acreditam que esteja subentendido exatamente o contrário: “que se está enrolado comigo não pode ficar com mais ninguém“. Detalhe que normalmente nunca falaram a respeito, pois neste tipo de relacionamento normalmente não se tem intimidade ou segurança para isso.  (1 e 2 e 3 e 4).
P.A. ou B.A. ou A.C. Siglas de Pau-amigo (ou Pepeka Amiga) ou Buceta-amiga ou Amizade Colorida. Semelhante aos enrolados ou ficantes, mas com a grande diferença de que deste relacionamento não se espera nada além de sexo. São pessoas normalmente amigas e boas de cama para quem “ligamos” quando estamos apenas com carência física de sexo. Não se trata de alguém que iremos convidar para o cinema, um jantar a luz de velas ou para apenas ficar conversando enquanto vemos um romântico pôr-do-Sol e sim para aproveitar que os roomates viajaram para inaugurar o colchão novo ou aquela lingerie safada. (18 e 26).
A Amizade Colorida se difere um pouco do P.A., pois pode ser um amigo, que sai e convida para a balada, sabendo que pode rolar um sexo gostoso depois, mas sem apego, sem compromisso, sem cobrança, sem ligar no dia seguinte: “só amigo”, cineminha, balada, bar ou jantarzinho… mas com bônus quase certo depois.
Relacionamento Aberto e
Livre
Relacionamentos abertos possuem uma pessoa que é o centro da relação e a possibilidade de se envolver com outras, desde que com menor envolvimento.

Relacionamento Aberto Limitado: Um casal (namorados ou casados ou amasiados ou que morem junto), que decide de forma clara que é possível que algum dos dois, ou os dois, fiquem com outras pessoas fora do casal, mas com regras claras limitantes decididas por ambos em acordo mútuo, por exemplo: Só pode ficar com outra pessoa no mesmo ambiente (por exemplo em festas que ambos estejam) ou o contrário, sem que o outro veja, só em momentos que o parceiro não esteja junto;  ou Só com conhecidos ou o contrário – só com desconhecidos; ou Não pode deixar rolar amassos (não deixar rolar mão-boba, ou sem tocar partes íntimas, etc), sem sexo mas só beijos; ou que Sempre deve-se contar ao outro que ficou com alguém ou ao contrário, sem que o outro saiba; Só se for com pessoas do mesmo sexo (homo) ou só do sexo oposto; Só na casa do casal ou só fora ou só em locais específicos como boates comuns ou casas de swing; Se pode ou não conhecidos pela internet/tinder/etc; Se assumindo para os amigos/família ou em sempre em segredo; ou Só se for a 3 (menáge), isto é, sempre ambos ficando com uma terceira pessoa, o que, em casais hétero, sempre haverá um bi nestes momentos. Etc. As regras podem ser diversas, de acordo com a necessidade e criatividade do casal (2 e 63 e 104 e 119).

Relacionamento Aberto Completo: Semelhante ao anterior, em que o casal decide claramente que ambos podem ficar com outras pessoas, mas à vontade, quando, como e onde quiserem, sem necessariamente precisar dar alguma satisfação ao parceiro. É portanto o relacionamento com menor chance de traição, por definição (2 e 63 e 104).

Relacionamento Livre, RLi: é comumente confundido com aberto completo, mas o enfoque é um pouco diferente. Nesta forma de relacionamento não existe limite: estamos juntos por que queremos estar e isso nos faz bem, mas se quisermos ou não ficar com outras pessoas isso é possível.

AMOR LIVRE é algo ainda mais libertário, no sentido de considerar que não temos obrigação de nada. Se eu quiser ficar solteiro para sempre, que assim seja, e se  em algum momento quiser ficar com duas ou três pessoas simultaneamente, tá valendo. Basta lembrar a regra de respeito e consensualidade sempre. Não exijo nada e não aceito cobranças, só respeito. (Mais em 67 e 107 e em relacionamento anárquico, comparações com poliamor em 111 e 112, e 117 que explica bem como deve ser o sentimento livre e a importância de se amar por inteiro antes de amar outrem)

Corno assumido ou cuckold ou cuckquean
Neste tipo de relacionamento “aberto”, o casal conversa e decide que um dos dois será o corno e o outro o traidor. Em comum acordo esse papel pode ser trocado, ou não, sendo que o traidor pode passar a ser corno enquanto o corno passa a ser o traidor. Mas este tipo de relação SEMPRE envolve um que trai e o outro que não trai mas neste momento quer ou gosta de ser traído.   O tipo de relação mais comum envolve marido corno e esposa traidora (ou infiel, como eles dizem). De acordo com site especializado no assunto, o nível de cornitude pode variar, por exemplo, em um extremo de apenas gostar da ideia de aceitar, com prazer, em saber que sua esposa fica com outros homens sem saber os detalhes, até outro extremo ao ponto de ser humilhado por ela e pelos amantes dela, com direito a beber o esperma deles, e/ou usar um cinto-de-castidade ou gaiola-de-castidade (daí o nome em inglês cuckold), enquanto usa roupinhas femininas dela e chupa o amante junto com a esposa, e/ou até assumindo a gravidez dela pelo outro. Se a situação for exatamente inversa, em que o marido fica com outras pessoas e a esposa apenas assiste e consente, ela pode ser chamada cuckquean ou corna. (Leituras complementares 1014 e em especial o 15).
Relacionamento múltiplo assumido ou poliamor Aqui se encaixam as pessoas que possuem, assumidamente, relacionamento amoroso ou sentimental, com completo envolvimento, com mais de uma pessoa ao mesmo tempo. O tipo de relação em relação à fidelidade pode ser igual a qualquer um dos anteriores, mas neste caso não se trata de um casal de duas pessoas apenas, pode ter diferentes formas, das quais as mais comuns são:

Relacionamento a três ou threesome (que em inglês também é associado ao menáge, que é ato sexual envolvendo três pessoas) ou em português neologismo – trisal: Neste caso os três ficam entre si (ou não), podendo dividir a mesma casa e objetos, como acontece com um casal de duas pessoas, mas em três. Não preciso dizer que pode ser formado por três pessoas do mesmo sexo (MMM ou FFF) ou duas de um sexo e uma de outro (MFM ou FMF ou MMF ou FFM, etc). (19).

Relacionamentos duplos simultâneos (ou triplos ou mais): aqui o casal, normalmente namorado ou casado, assume que cada um tem um outro relacionamento independente com outra pessoa, que pode ser assumido em público ou apenas para os envolvidos. Por exemplo: o casal  – homem e mulher – são casados, mas ele tem a namorada dele, com quem também sai em público e ela até conhece a esposa e sabem uma da outra. E ela, a esposa, tem seu namorado, na mesma relação como a dele (que o marido tem com sua namorada). No caso, estes namorados do casal também podem ter outros relacionamentos com outras pessoas diferentes ou não.

Portanto, como falei acima, este “casal de 3″ ou  casal múltiplo” pode decidir ter um relacionamento tradicional assumido (fechado), isto é, sem ninguém ficar com qualquer pessoa além das envolvidas e que não estejam nessa relação, ou algo mais aberto, de forma limitada ou completa. (Ver Poliamor nos links relacionados – 24 e 33 e 68 e 102 e 103 e 105 e 111 e 112).

É importante realçar que EM TODOS OS TIPOS DE RELACIONAMENTOS citados, com exceção do primeiro (infelizmente) – convencional – devem sempre haver conversas claras entre o casal, deixando certo todas as regras do que se pode ou não se pode. E que além destes tipos mais comuns, existem outros que podem ser abordados em outro momento (16). Agora sim podemos afirmar que TRAIÇÃO é desrespeitar qualquer uma das regras conversadas anteriormente. Se não foi acertado, pode não ter sido traição, mas sim, falta de clareza. Isto é: conversem mais! Se não conseguem ter clareza no que pode ou não no vosso relacionamento, como querem ter um relacionamento saudável e seguro. Vale lembrar que alguns relacionamentos deixam as regras muito claras, mas elas não servem para os dois, isto é, os dois precisam aceitar as regras, sempre. Senão, não tenha essa relação. (Leituras complementares 4, 5, 6, 7, e 9 e 119).

tipos de poliamor

Mapa da Não-monogamia, a quem interessar entender que tipo de relacionamento não monogâmico deseja propor para seus parceiros.

Opção

Quando optamos por ter um relacionamento sério com alguém, seja namoro, casamento ou morar junto, fazemos um acordo. Esse acordo envolve muitas coisas, mas acredito que a mais importante é:

Tentarei te fazer feliz todos os dias que estivermos juntos!

Muito mais do que “não te trairei” ou “não beijarei mais ninguém” ou “não sairei do teu lado”, etc. Entende a diferença? (2 e 117) O que é te fazer feliz? Fazer feliz, é antes de tudo, entender o outro como indivíduo. Como ser independente de mim, com sua história e livre. Que está comigo por que quer, por que me ama e por nada mais. Por que sabemos ser felizes juntos.

Mas quem ama não trai!”

Não trai, mas deixa de fazer o que gosta? Isso pode não ser trair o outro mas ao deixar de fazer o que gosta, você não está deixando de ser você? E deixando de ser você não está se traindo? Isso não é bem pior?

Depois que houver traição nunca mais será a mesma coisa“.

Sério que teu relacionamento e uma linda história de amor, futura família e tudo o mais se resume a isso?

Como você se sente quando sai na rua, num dia comum, e no sentido contrário vem aquele monumento artístico lindo do sexo oposto (ou não para os homos e bis), te dá aquela olhada de cima abaixo que inevitavelmente te faz sorrir?

Em minha doce e humilde opinião, jamais deveríamos nos sentir culpados por isso e sempre felizes, mesmo que apenas por dentro. Mas quando estamos em relacionamentos opressores (seja pelo parceiro ou pela nossa educação cultural ou familiar ou religiosa), nos sentimos mal após passar por essa deliciosa experiência e culpados por termos nos sentido bem. Mas se sequer nos sentimos felizes e nem tivemos vontade de sorrir com esta situação, acho que precisamos de uma terapia – sério! Mas se nos sentimos felizes e preferimos esconder isso do mundo e do parceiro, acho que é bom rever seu relacionamento. Quem disse que seu parceiro não sente o mesmo? Quem disse que isso não pode ser muito bom para ambos, e ainda assim continuarem casados e felizes para sempre… só que com uma autoestima bem melhor. Não acha?

Lembro que estou aqui para instigar e não apresentar respostas. Muitas vezes os casais (que inclusive podem ser de mais do que duas pessoas como explicado no quadro acima, papo para outra postagem, por que não?) NÃO querem ficar com outras pessoas. Tudo certo, que não fiquem e sejam felizes. Muitas vezes (que creio ser mais comum), as pessoas pensam em ficar com outras pessoas eventualmente (sem perder o lindo sentimento pelo parceiro), mas não o fazem por terem esse acordo, na maioria das vezes apenas implícito (isto é, sem nunca terem conversado a respeito, como explicado no quadro acima). Ou o fazem em segredo, pois a pessoa parceira “jamais entenderia”, ou “não perdoaria”. Mas por que não conversam então?

O grande problema volta a ser que as pessoas não conversam!!!!

Por isso enquanto namorados, o ideal é que as pessoas tenham abertura para conversar sobre TUDO com seus parceiros, sempre. Claro que o mundo não é assim perfeito e as situações e climas nem sempre nos favorecem. Mas que nos permitamos estar abertos a estes assuntos. Antes de mais nada, a ouvir o parceiro, sem julgar. (4)

Fácil falar né? Agora vamos tentar…

É, na prática pode não ser tão fácil, ainda mais em relacionamentos que já estão viciados nos mesmos assuntos. Mas Não é impossível, convenhamos.

Como fazer afinal?

Proponho que em vez de trair, a opção seja de conversar com o parceiro antes de ficar com outras pessoas e, neste caso, assumir um relacionamento com abertura eventual ou permanentes, mas, diga-se de passagem, sempre assumidas para ambos e de preferência combinados todos os detalhes (ver exemplos de Relacionamento aberto limitado no quadro acima). Isso ainda não é necessariamente ter um relacionamento aberto. Não é porque vocês combinaram que dia tal vão ver se agarram alguém, que já vai sair por aí mudando seu status de relacionamento no facebook ou nas outras redes sociais, e começar a criar perfil de caça do casal em sites de relacionamentos. Não que não possam fazer isso, mas a proposta é bem diferente e bem mais simples. Se já conversaram sobre o causo de poder algum dia acontecer essa possibilidade, se ambos estão seguros e confiantes no seu taco, por que não aceitar aquela investida de um desconhecido ou mesmo de um conhecido distante? Tá, mas como assim? Seguinte, não há como negar que somos humanos. Vez ou outra na vida aparece alguém e dá em cima da gente. Nos relacionamentos fechados normais (convencionais ou tradicionais, conforme citado no quadro acima) fingimos que não vemos, ou cortamos assumidamente, ou cedemos secretamente e depois já sabemos o resto. Mas se essa pessoa que deixou a asinha no meio do caminho ou deixou cair o lenço for interessante? Por que não ficar atento ao sinal, sem necessariamente corresponder, e comunicar ao parceiro que “pode ser que” ou que “está rolando um clima”? A partir daí é combinarem se ambos concordam, como e quando isso poderia acontecer, se com a presença de ambos ou não, se o outro vai investir em outra pessoa no mesmo momento, no mesmo lugar ou a parte ou vai apenas ficar jogando cartas com os amigos, o que pode deixar rolar ou não, se o outro parceiro não quer fazer nada, etc. (ver exemplos de Relacionamento aberto limitado no quadro acima). Existem outras possibilidades, para casais menos abertos a conversa, mas que admitem que isso pode acontecer: Não contar, mas deixar autorizado que caso aconteça, deixa rolar. Isto é, uma autorização prévia, também concebida no relacionamento tipo aberto limitado (supra citado no quadro).

A questão em todos os casos é que fique tudo claro, sempre.

Ao menos em relação ao que pode e ao que não pode, para evitar que se machuquem, pois é isso que ninguém quer. Acredito que se o objetivo não é abrir o relacionamento para o público, que não se assuma. Evitem fazer isso em público. Sabemos que a sociedade ainda se preocupa mais com a vida alheia que com a própria. Realmente basta estar claro para os dois, isso é o que mais importa. Sem dúvida seria melhor não ser julgado, não alimentar fofocas, mas como diz a Adriana Calcanhoto na música do Leoni: “os outros são os outros e só”. Se acredita que está preparado para algo diferente ou não: Leia os artigos nos links ao final desta matéria.


(Pausa para lanchinho).

Se já entendeu pode parar de ler aqui e pular direto para os links ao final desta matéria, se está gostando ou se não entendeu, leia mais um pouquinho: (sugiro que leia o link 1 e volte aqui para ler o restante)

“Depois que houver traição nunca mais será a mesma coisa”. Será? Acho que o próprio conceito de “traição” pressupõe isso. Por isso é preferível que tudo fique às claras antes de acontecer. Mas digamos que “já foi”, “não deu pra resistir” e a “cagada já ta aí”, ainda sou adepto de manter a verdade, sempre. Acontece que se casamos ou namoramos sério, temos que saber como é o temperamento de nosso parceiro. Como ele reagiria a um caso desse tipo. Pois como em alguns exemplos acima, se o cara conhecia a parceira ao ponto de saber que ela JAMAIS perdoaria ao ponto de terminar a relação, sinceramente, era realmente melhor ter se arrependido sozinho e guardado pra si.

– Ah, mas estás defendendo quem age errado!!!

Não. De forma alguma. Mas sim estou questionando se vale a pena perder uma relação que tem tudo de muito legal, por causa de uma idiotice que já passou? Sinceramente acho que a mulher do caso contado no link 1 (leituras complementares abaixo) realmente não o merecia por ela ser besta assim de terminar após o parceiro contar a verdade sobre ter traído. Estou defendendo que felicidade é muito mais do que isso. Pensemos em todos os problemas de ter uma família que poderia se amar mas que está separada e criando filho a distância por uma bobagem. Bobagem sim. Começando por outro chavão:

“Nesta vida não temos nada de verdade. A única coisa que é realmente nossa é nosso corpo”.

Então, qual o problema de sentir prazer com meu corpo do jeito que eu escolher? Nenhum, desde que teu prazer não prejudique o meu! Neste sentido, não sou dono do teu corpo, pelo mais que sejamos casados. Teu corpo é teu!

Quando casamos ou namoramos firme ou moramos juntos, fazemos sim um contrato informal ou formal (para os que casam). E as entrelinhas deste contrato dizem que:

– Tentarei te fazer feliz todos os dias que estivermos juntos! E isto é mais importante que “serei 100% teu e de mais ninguém”, nem em pensamento (como se isso pudéssemos controlar).

O que isto quer dizer que: se teus atos não me fazem mal, se não te tomam o tempo que estarias comigo, se não deixarão você mal falado (infelizmente parte da sociedade é uma merda que se preocupa mais com a vida alheia que com a própria), se não te provocarão ao ponto de querer me deixar por causa deles, se não me deixarão nenhuma doença, se não prejudicarão nosso filho ou nossa convivência: – Viva e seja feliz!!! Como casal, prefiro que conversemos tudo isso antes, como bons amigos, e sabe por que amigos e não como namorados? porque amigos dão bons conselhos. Sempre defendi, em meus relacionamentos, que

antes de sermos amantes devemos ser bons amigos

e é inclusive isso que quero deixar claro. (Não é a toa que vou para 10 anos de relacionamento firme e estável em breve). Claro que tudo isso requer muita maturidade. E não, não começamos nosso namoro assim, isso fomos desenvolvendo ao passar dos anos, com muita amizade, muita conversa e confiança. Já tivemos nossas experiências, algumas como as citadas, gostamos de umas, desaprovamos outras, experimentamos enfim. A conversa e o acordo mútuo é a solução, sempre. Ambos devem estar satisfeitos. Na dúvida de como fazer, peça pro parceirx ler este texto e conversar contigo depois. Acho que pode ajudar. Passe o link pra ele. 😉 Trair, Mentir… não não, ou Abrir? vocês tem que ver se é pra vocês. Respeitar, Falar, Confiar? Ah, isso sempre.


LINKS – LEIA TAMBÉM:

Páginas interessantes sobre o assunto, com outras opiniões. Leituras complementares. (Estes links não necessariamente representam as ideias deste autor, apenas complementam ou até contrariam, para que você desenvolva sua própria forma de pensar)

1. Quando contar ou não sobre uma traição – http://www.pergunteaumamulher.com/2014/02/quando-contar-ou-nao-sobre-uma-traicao.html ou aqui.

2. Quiz: “Ninguém deveria se preocupar se o parceiro transa com outra pessoa” e teste para ver se sua relação te consome demais – http://mulher.uol.com.br/comportamento/noticias/redacao/2012/12/08/ninguem-deveria-se-preocupar-se-o-parceiro-transa-com-outra-pessoa-diz-psicanalista.htm ou aqui.

3 Coisas que você faz e destroem as suas relações – http://www.comum.vc/conteudo-aberto/2016/6/10/3-coisas-que-voce-faz-e-destroem-as-suas-relacoes.

4. Evitar discussões pode acabar com seu relacionamento – http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/evitar-discussoes-pode-acabar-com-seu-relacionamento/ ou aqui.

5. 5 Erros graves que cometi quando me iniciei no Poliamor (em espanhol e inglês) – “5 Errores Graves que cometí cuando me inicié en el Poliamor” (SIAN FERGUSON) – http://www.golfxsconprincipios.com/lamoscacojonera/5-errores-graves-que-cometi-cuando-me-inicie-en-el-poliamor-sian-ferguson/ ou 5 Dangerous Mistakes I Made When I Started Practicing Polyamory – http://everydayfeminism.com/2016/09/mistakes-made-practicing-polyamory/.

6. Nudez e vergonha do corpo – http://arthurlacerda.wordpress.com/2014/01/25/nudez-e-vergonha-do-corpo/ ou aqui.

7. Fotos de mulheres nuas discute sexualidade como tabu – http://www1.folha.uol.com.br/saopaulo/2014/05/1452236-mostra-com-fotos-de-mulheres-nuas-discute-sexualidade-como-tabu.shtml ou aqui.

8. Relacionamentos Anárquicos em 8 Pontos – https://amoreslivres.wordpress.com/2013/07/20/relacionamentos-anarquicos-em-8-pontos/.

9. Fotos mostram os fetiches sexuais das pessoas – http://www.hypeness.com.br/2013/07/serie-fotografica-mostra-os-fetiches-sexuais-das-pessoas/ ou aqui.

10. Quer iniciar no mundo corno e não sabe como – http://mycuckold.blogspot.pt/. 11. Rede social sobre Fetiches, BSDM e outras parafilias – https://fetlife.com/.

12. O que são Parafilias – https://pt.wikipedia.org/wiki/Parafilia ou aqui.

13. Blog sobre BSDM, parafilias e outras formas de sexo diferentes – http://www.seuprazer.net/ ou aqui.

14. Várias postagens sobre ser corno ou cuckholding – http://www.seuprazer.net/category/parafilias/cuckold.

15. Manual para ser corno – http://www.seuprazer.net/manual-para-ser-um-corno-cuckold-fetish.html ou aqui.

16. Os 6 Tipos de Relacionamentos e como geri-los – http://www.lovesystems.com.br/conselhos_de_seducao/relacionamento ou aqui.

17. Casal Sem Vergonha, blog para pensar e abrir a cabeça saindo da rotina – http://www.casalsemvergonha.com.br/.

18. Pau-amigo, vários artigos – http://www.casalsemvergonha.com.br/?s=P.A..

19. Menage ou threesome, vários artigos – http://www.casalsemvergonha.com.br/?s=threesome.

20. Gosto não se discute: Fio dental para homens – https://estilo.catracalivre.com.br/2014/06/lancada-na-reino-unido-sunga-estilo-fio-dental-para-homens/.

21. Em defesa da liberdade de mostrar o peito: Biquini com estampa de mamilo – https://estilo.catracalivre.com.br/2014/06/mulheres-criam-biquini-com-estampa-de-mamilos-como-forma-de-protesto/.24

22. Ser humano deve trocar de parceiro a cada 5 anos – http://noticias.seuhistory.com/escritor-espanhol-garante-o-ser-humano-deve-trocar-de-parceiro-cada-cinco-anos.

23. 10 experiências sexuais que todos deveriam ter uma vez na vida – http://www.obaoba.com.br/pegacao/noticia/10-experiencias-sexuais-que-todos-deveriam-ter-uma-vez-na-vida.

24. Documentário mostra dia-a-dia de adeptos do poliamor – https://catracalivre.com.br/geral/cidadania/indicacao/documentario-mostra-dia-a-dia-de-adeptos-do-poliamor/ – e o vídeo em – http://vimeo.com/23988620 ou https://www.youtube.com/watch?v=H3SbBZNotuc. Veja Também: Três documentários que falam sobre poliamor e suas infinitas maneiras de dizer ‘eu te amo’ – https://catracalivre.com.br/geral/invencoes-ideias/indicacao/tres-documentarios-que-falam-sobre-amor-e-suas-infinitas-maneiras-de-dizer-eu-te-amo/.

25. Fitoterápicos para aumentar a LibidoTribulus terrestris, Maca ou viagra peruano, Ginseng siberiano, e Gingko biloba – http://www.personare.com.br/fitoterapicos-para-aumentar-a-libido-m5207.

26. Regras para amizades coloridas – http://m.huffpost.com/br/entry/5648097.

27. A Monogamia é uma Prisão – O que é Monogamia, Poligamia e Relacionamento aberto – http://papodehomem.com.br/a-monogamia-e-uma-prisao/.

28. Felicidade dos recém-casados se esgota em dois anos, diz especialista OU DICAS PARA SER FELIZ – http://saude.terra.com.br/felicidade-dos-recem-casados-se-esgota-em-dois-anos-diz-especialista,301a9581f6c68410VgnCLD200000b1bf46d0RCRD.html.

29. Monogamia pra quem? Blogueiras Negras – http://blogueirasnegras.org/2014/09/04/monogamia-pra-quem/.

30. A diferença entre amor e desejo, segundo seu cérebro – http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Neurociencia/noticia/2014/07/diferenca-entre-amor-e-desejo-segundo-seu-cerebro.html.

31. Casal religioso cria site de swing para troca de parceiros cristãos – http://revistamarieclaire.globo.com/Comportamento/noticia/2014/09/religioso-casal-cria-site-de-swing-para-troca-de-parceiros-cristaos-e-versiculos-da-biblia.html.

32. Testezinho bobo: Você tem ciúmes? – http://pt.what-character-are-you.com/d/pt/521/0.html#_=_ .

33. O que é Poliamor? – http://www.temilade.com.br/wordpress/?p=87.

34. Eu tenho uma revelação a fazer: Talvez você nunca tenha amado! (video) – http://www.contioutra.com/eu-tenho-uma-revelacao-fazer-talvez-voce-nunca-tenha-amado/.

45. Reduce Prostate Cancer Risk By Sleeping With Lots Of Women – But Not Men. (Dormir com mulheres diferentes reduz risco de cancer de próstata, mas não com homens – tradução livre do autor em favor da poligamia ou abertura do relacionamento por saúde) – http://www.science20.com/news_articles/reduce_prostate_cancer_risk_by_sleeping_with_lots_of_women_but_not_men-147845.

46. Entrevistas do Pergunte a uma Mulher – http://www.pergunteaumamulher.com/category/entrevistas/page/2 :
Com um homem hétero que pratica inversão – http://www.pergunteaumamulher.com/2013/03/entrevista-com-um-homem-hetero-que.html.
Sou mulher, comedora e dominadora. Qual é o problema nisso? – http://www.pergunteaumamulher.com/2014/03/sou-mulher-comedora-e-dominadora-qual-e-o-problema-nisso.html.
Como convenci minha mulher a transar com outro – http://www.pergunteaumamulher.com/2012/10/te-conto-como-convenci-minha-mulher.html.
Entrevista com um CrossDresser CD – http://www.pergunteaumamulher.com/2013/04/entrevista-com-um-crossdresser-cd.html.
Entrevista com casal Naturista/Nudista – http://www.pergunteaumamulher.com/2014/10/entrevista-com-um-casal-nudistanaturista.html.
Entrevista com um praticante de BDSM (Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo) – http://www.pergunteaumamulher.com/2014/06/entrevista-com-um-praticante-de-bdsm-bondage-disciplina-dominacao-submissao-sadismo-e-masoquismo.html.
Casal swinger, que faz troca de casais – http://www.pergunteaumamulher.com/2013/06/entrevista-sobre-swing.html.

47. Fotógrafa registra momentos íntimos de seu relacionamento aberto – https://estilo.catracalivre.com.br/modelos/fotografa-registra-momentos-intimos-de-seu-relacionamento-aberto/#.

48. Como seriam os relacionamentos humanos se nós usássemos rituais de acasalamento dos animais? – https://catracalivre.com.br/geral/sustentavel/indicacao/como-seriam-os-relacionamentos-humanos-se-nos-usassemos-rituais-de-acasalamento-dos-animais/ ou em inglês http://humoncomics.com/archive/animal-lives.

49. Terapeuta norte-americana se oferece para ‘dormir de conchinha’ com clientes. Ideia é criar energias amorosas sem conotação sexual. Conchinha, cafuné, abraço – https://catracalivre.com.br/geral/negocio-urbanidade/indicacao/norte-americana-cria-empresa-que-oferece-dormir-de-conchinha/https://www.facebook.com/CuddleUnyc.

50. Elas também curtem: sites pornôs para Mulheres que você precisa conhecer – http://vip.abril.com.br/elas-tambem-curtem-5-sites-pornos-para-mulheres-que-voce-precisa-conhecer/.

51. Novo app viabiliza sexo em grupo – https://catracalivre.com.br/geral/aplicativo/indicacao/novo-app-viabiliza-sexo-em-grupo/ e http://3nderapp.com/.

52. Carnaval 2015: Mocidade causa polêmica com casais de todos os gêneros em carro sobre sexo – http://extra.globo.com/noticias/carnaval/mocidade-causa-polemica-com-casais-de-todos-os-generos-em-carro-sobre-sexo-15350829.html.

53. O desapego nos relacionamentos – https://pramashanti.wordpress.com/2015/03/23/o-desapego-nos-relacionamentos/.

54. Cuidado: Entre quatro paredes: o machista de esquerda – https://hedra.com.br/blog/entre-quatro-paredes-o-machista-de-esquerda.

55. Mais que questão de respeito: Ilustrações mostram como comentários maldosos afetam a vida das pessoas. http://www.hypeness.com.br/2014/07/como-podem-ser-danosas-algumas-coisas-que-falamos/.

56. Deixa alguém gostar de você, caralho!!! – http://umtravesseiroparadois.com.br/deixa-alguem-gostar-de-voce-caralho/.

57. Nós, os fabricantes de solidão. É um erro acreditar que a experiência de se relacionar superficialmente irá gerar experiência para um relacionamento duradouro. Relacionar-se superficialmente ensina a ser cada dia melhor nisso, enquanto a experiência de fazer durar só se adquire fazendo durar – http://obviousmag.org/inquietudes/2015/05/nos-os-fabricantes-de-solidao.html#ixzz3a7L8ozSM.

58. Mulher tira folga do marido e vai para cama com estranhos durante um ano – http://ela.oglobo.globo.com/vida/mulher-tira-folga-do-marido-vai-para-cama-com-estranhos-durante-um-ano-15878553.

59. Se você é indeciso vale ler e tomar cuidado: Teoria das pessoas complexas – http://www.brasilpost.com.br/aina-cruz/teoria-das-pessoas-comple_b_7489582.html.

60. Promiscuidade e infidelidade estão no DNAhttp://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/promiscuidade-e-infidelidade-estao-no-dna/.

61. Você é uma pessoa emocionalmente forte? – http://www.equilibriovida.com/2015/07/voce-e-uma-pessoa-emocionalmente-forte/.

62. RELACIONAMENTO É PARCEIRIA E NÃO PROPRIEDADE – https://ventomar.wordpress.com/2015/06/08/relacionamento-e-parceria-e-nao-propriedade/.

63. O que um Casamento Aberto ensinou a um homem sobre Feminismo – http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2015/08/o-que-um-casamento-aberto-ensinou-um.html.

64. Selfies de Pênis, Fetiches e Putaria: Destrinchando uma Rede Social que Pretende Conectar os Surubeiros Brasileiros – http://www.vice.com/pt_br/read/sexlog-brasil-destrinchando-uma-rede-social-que-pretende-conectar-os-surubeiros-brasileiros.

65. Desde posições mais comuns até brinquedos mais usados, rede mapeou o perfil sexual do brasileiro – http://elastica.abril.com.br/o-sexlog-rede-social-de-sexo-reuniu-dados-reveladores-sobre-o-que-a-galera-curte-na-cama.

66. Dez coisas que homens fazem errado durante o sexo. http://vulvarevolucao.com/2015/10/05/10-coisas-que-homens-fazem-errado-durante-o-sexo/.

67. Amor livre ou sexo livre? Sobre amor, relacionamentos abertos e amizade. http://clitorislivre.com.br/2015/08/18/amor-livre-ou-sexo-livre-sobre-amor-relacionamentos-abertos-e-amizade/.

68. Poliamor é para pessoas ricas e bonitas. http://blogueirasfeministas.com/2014/02/poliamor-e-para-pessoas-ricas-e-bonitas/.

69. Traição é Natural? | Nerdologia 69. https://www.youtube.com/watch?v=IVHW4wx6R9A.

70. Tudo deu errado, não teve jeito = Dicas para esquecer um amor ou relacionamento – http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/3-dicas-da-ciencia-para-esquecer-um-amor/.

71. Sexo casual não precisa ser vazio, frio, raso. http://lounge.obviousmag.org/coffee_is_my_boyfriend/2015/09/sexo-casual-nao-precisa-ser-raso.html.

72. Relacionamento aberto for dummies: dez dicas do que é e do que não é – https://medium.com/@laurampires/relacionamento-aberto-for-dummies-dez-dicas-do-que-é-e-do-que-não-é-29055ec05ac6.

73. Não existe relação livre sem responsabilidade afetiva – https://amoreslivres.wordpress.com/2016/06/05/nao-existe-relacao-livre-sem-responsabilidade-afetiva/.

100. Meta: transar com 100 homens em 2011 – http://www.casalsemvergonha.com.br/2011/08/15/meta-transar-com-100-homens-em-2011/ ou aqui.

101. How Romanticism Ruined Love (Como o romantismo acabou com o amor – acione as legendas em português) – https://www.youtube.com/watch?v=jltM5qYn25w.

102. O que o Poliamor não é. https://vidapoliamor.wordpress.com/o-que-o-poliamor-nao-e/.

103. Quando dois é pouco – O poliamor como alternativa de relacionamento. http://www.sobrepsicologia.com.br/artigos/quando-dois-e-pouco.html.

104. O que os relacionamentos abertos têm a ensinar aos monogâmicos? – http://www.bbc.com/portuguese/vert-fut-36701662.

105. Sobre geração millennials e compersão: Os jovens estão realmente mais abertos ao poliamor ou só curtem trair? – http://www.vice.com/pt_br/read/poliamor-millenials-ciumes-traicao.

106. Quiz, Teste comportamento: Você daria conta de um relacionamento poliamoroso? – http://estilo.uol.com.br/comportamento/quiz/2016/07/19/voce-daria-conta-de-um-relacionamento-poliamoroso.htm.

107. Monogamia, Liberdade e Feminismo – http://aquelasmulheres.tumblr.com/post/74082902329/monogamia-liberdade-e-feminismo.

108. Amor e liberdade nos dias atuais – https://docoracaoaboca.wordpress.com/2016/08/17/amor-e-liberdade-nos-dias-atuais/.

109. Postagem censurada pelo Facebook – http://antropologiaseimagem.tumblr.com/post/80856105084/postagem-censurada-pelo-facebook-o-fotografo ou aqui.

110. As regras que a esposa de Albert Einstein precisava seguir para ficar com ele – http://super.abril.com.br/blogs/historia-sem-fim/veja-as-regras-que-a-esposa-de-albert-einstein-precisava-seguir-para-ficar-com-ele/ ou aqui.

111. Diferença entre Poliamor e Relação Aberta (R.A.) – http://sha-3p.blogspot.com.br/2014/09/diferenca-entre-poliamor-e-relacao.html.

112. Diferenças entre Poliamor e Relações Livres – delineando alguns conceitos – https://amoreslivres.wordpress.com/2013/07/24/diferencas-entre-poliamor-e-relacoes-livres-delineando-alguns-conceitos/.

113. Como foi transar com uma vítima de estupro – https://trendr.com.br/como-foi-transar-com-uma-vitima-de-estupro-9210eea52090.

114. Prisão monogamia: A monogamia é uma prisão quando não é vista como uma escolha. https://papodehomem.com.br/a-monogamia-e-uma-prisao/.

115. Sobre aquela mesma coisa de sempre disfarçada de amor-livre – https://versoando.wordpress.com/2014/10/01/sobre-aquela-mesma-coisa-de-sempre-disfarcada-de-amor-livre/.

116. Casal a 3 – Videoblog de coaching e orientações sobre diferentes formas de relacionamentos – https://www.youtube.com/channel/UCsq1luBH4mkTO4xBHR3M-GQ.

117. não-monogamia, dependência emocional e autocuidado ou PRECISO ME AMAR ANTES DE AMAR OUTRAS PESSOAS – http://nonsensemushroom.tumblr.com/post/115077394145/n%C3%A3o-monogamia-depend%C3%AAncia-emocional-e-autocuidado.

118. O tabu da monogamia. De Monica Montone – http://www.contioutra.com/o-tabu-da-monogamia/.

119. AS REGRAS DE UM RELACIONAMENTO ABERTO. Por Laura Pires – https://trendr.com.br/as-regras-de-um-relacionamento-aberto-ef86ab303e8b#.hb9t7msqn.
Basicamente: Respeito à individualidade não significa perder o respeito ao próximo. 1. Contar ou não contar. 2. Dormir junto. 3. Exclusividade emocional. 4. Frequência. 5. Ex. 6. Regularidade. 7. Com amigos/as.  8. Quando se está brigado. 9. Na presença da outra pessoa. 10. Comportamento em público. 11. Nudes. 12. E a família?. Autoconhecimento!

120. Amor, Respeito e Liberdade, por Kau Mascarenhas. https://youtu.be/sMz7GdO64RM.

121. Relação a três pode ser mais simples do que a monogamia, Regina Navarro Lins – https://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2017/05/25/relacao-a-tres-pode-ser-mais-simples-do-que-a-monogamia/.

122. NEM SEMPRE EXISTIU A HETEROSSEXUALIDADE – Como foi criada a heterossexualidade como a conhecemos hoje. http://www.bbc.com/portuguese/vert-fut-40093671.

123. Toda forma de amor – conheça histórias de pessoas que acreditam no amor livre – http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/toda-forma-de-amor-conheca-historias-de-pessoas-que-acreditam-no-amor-livre.ghtml.

124. O fantasma do amor romântico nas relações livres – https://amoreslivres.wordpress.com/2013/12/21/o-fantasma-do-amor-romantico-nas-relacoes-livres/.

125. Três é demais? Mamilos apresenta uma conversa trazendo a perspectiva da biologia, da neurociência, da antropologia e da psicologia pra ampliar nossa compreensão sobre a monogamia como norma – http://www.b9.com.br/75106/podcasts/mamilos/mamilos-112-tres-e-demais/.

126. Mulheres podem ter múltiplos maridos? (em inglês) – https://www.youtube.com/watch?v=SmcwTSoyRF0 ou em https://www.facebook.com/tinytinysecrets/videos/874906262648120/.

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