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Nesta madrugada recebi um convite de um amigão, ambientalista mas partidário do governo municipal e federal.

Em seguida respondi ao convite, pois se tratava de um projeto de hortas urbanas para baixa renda, algo de veras interessante visto o prefeito que temos, mesmo eu questionando os meios. Eis que inicia uma conversa que durou uma horinha, e a transcrevo abaixo pois considerei mega didática, explico-me:

Se eu tivesse criando um texto dramatúrgico com esse tema querendo mostrar o estereótipo da visão de um governante versus a visão de um ecoanarquista, não sairia tão bom!

Segue o texto, o nome e a foto do amigo serão ocultados por razões óbvias, pois realmente não vem ao caso.

SEX 2/6/2017 23:48

Amigo
Amigo

 

SEGUNDA-FEIRA (05 de Junho de 2017), às 14:30, acontecerá a Assinatura do Decreto de Criação do Programa Municipal de Agricultura Urbana. A cerimônia também será na Sala de Reuniões do Gabinete do Prefeito (Rua Tenente Silveira, 60, 5º andar – Centro).

SÁB 3/6/2017 02:09

Marcelo
Muito legal
Demais mesmo. Obrigado
Amigo
Lembrei de ti
Vais lá
Marcelo
Verei a possibilidade. Tenho interesse sim
Amigo
Legal
Acabei de ter uma decepção Estudando culinária
Marcelo
Hahaha que passou?
Amigo
Descobri que o Califórnia Roll
Foi inventado em Vancouver
Marcelo
Hahahaha
Amigo
Esse mundo 50% das coisas são fake mesmo
Marcelo
E nem existia um original de referência pra chamarem de tipo
É a clássica piada que fazem do chapéu Panamá
Que não é de lá
Amigo
Hahhaa
Mas esse eu achei que era mesmo
Marcelo
Pois é… Coisa estranha. Na Europa valorizam muito a origem, que dá nome ao alimento. Na América querem ganhar em cima do que der dinheiro. Então o direito autoral surgiu com o capitalismo selvagem americano (do norte)… Faz todo sentido. Isso é muito raro na europa
Ao menos calabresa vem da Calábria, champagne da França e por aí vai… Ainda.
Amigo
Japan to honour Vancouver chef credited with inventing California roll
The Japanese-Canadian sushi chef who is said to have invented the California roll will be honored Thursday by the Japanese government for his role in promoting Japanese cuisine.
ctvnews.ca
Marcelo
Hahaha
Mas será que a pizza Califórnia foi inventada lá?
Se sim pode ter sido só homenagem, pelo mais que eu não veja relação
Amigo
Pse
Tava lendo essa semana sobre a baunilha do cerrado
Tu já viu?
Baunilha do Cerrado – Slow Food Brasil
O Slow Food é um movimento internacional que reúne pessoas apaixonadas por gastronomia, celebra o alimento de qualidade e o prazer da alimentação, conheça a atuação do Slow Food no Brasil. Fazem parte dessa rede: cozinheiros, pesquisadores, comunidades de produtores de alimentos etc. É um movimento…
slowfoodbrasil.com
Marcelo
Sim, tô ligado. Não li mas já havia estudado sobre e ouvido a respeito
Tivemos uma palestra nesta semana com uma amiga, colega, que trabalha com o slow food e falou do projeto Arca do gosto
Esse sim é uma puta ótima referência
Amigo
Me.conta mais
Marcelo
Não sei muito, mas é coisa do slow food, pela preservação e valorização dos pratos e tradições locais
Usando alimentos endêmicos
Amigo
Legal
Eu estava estudando temperos e daí descobri a baunilha do cerrado
Marcelo
Seria como criar um projeto pra salvar o berbigão da tapera
Amigo
Dá 300 a 400 kilos por hectare
O kilos está 250 dólares
Marcelo
Mas esse não tem salvação, visto que o aterro da baía que levou ele a extinção
Marcelo
Claro que pra capitalista o valor é o que importa. Já pra naturalista é a valorização da genética endêmica através da cultura local. O ambientalista vai querer valorizar o que é de lá ao preço que for. O capitalista vai levar sementes e tentar produzir igual em outro local mais barato, e assim criar o tipo comercial. De preferência produzindo em grande escala, e fazendo baixar o preço, e levando a comunidade original à pobreza, consequentemente a extinção do recurso que deu nome ao produto. Essa é a diferença entre um naturalista e um capitalista.
Marcelo
É por isso que o slow food luta pela valorização do lado NO local
Amigo
Eu estava pensando em plantar baunilha para aumentar a renda de famílias carentes
Marcelo
Pra famílias carentes tem muitos produtos rentáveis. Se aumentar a produtividade vai cair o preço
Pra famílias carentes ensine a plantar agrofloresta biodiversa onde terão todos os alimentos que precisam pra viver, e não commodities
Onde ficarão independentes do mercado em caso de crise e não reféns dele caso o preço caia.
Amigo
Mas a conta que eu fiz era
1 hectare
Daria uns 230 mil de baunilha
Por baixo
Da de pagar todo o projeto
Contratar uns dois agrônomos uns dois botânicos
E ainda dar uma bolsa de 1500
Para 80 adolescentes
Marcelo
Mas pra produzir isso precisa de uma floresta preservada, um clima igual o de lá, e se der certo vai baixar o preço, e levar as famílias de lá a terem que cair nesse papo e destruírem a floresta pra plantar algo que de dinheiro, assim o ciclo se perpetua
Amigo
Da de plantar no sertão do Peri
Eu acho
Marcelo
Pense localmente, sempre
Valorize o local
Amigo
Tinha um francês que plantava baunilha lá.
Foi embora não sei pra onde
Marcelo
No sertão do peri tem uma cultura local. O que ela tem de diferente. Valorize isso e não traga de fora
Amigo
Da de fazer os dois né
Sempre monto projetos que não. Dependem.do governo
Que são sustentáveis por si
Marcelo
Ainda assim, se pensas na comunidade, no social, não pense no retorno financeiro
Se são sustentáveis não dependem de dinheiro
É contraditório
Amigo
Eu não acho
Tudo.tem.custo
Quanto um botânico vai cobrar
Marcelo
Isso é o que dizem economistas. Eles querem que tenha, senão não terão emprego, rs
Custo sempre tem. Financeiro que não necessariamente
Amigo
Quanto um botânico vai cobrar
Tu consegue 8 instrutores de graça por. 2 anos para um projeto desses ?
Marcelo
Não pense quanto que ele vai cobrar. Pense: se a comunidade local já sabe fazer , pra que vai precisar um botânico? E depois, o que eles precisam pra viver? Esse é o custo. A sustentabilidade está em fazer o local produzir tudo o que precise pra viver
Amigo
6.1. Impactos Econômicos Promoção da autonomia financeira dos beneficiários através da geração de renda: por mais que durante a participação no projeto, os hortelãos ainda dependam de subsídios da Prefeitura com a ajuda financeira, de materiais e sementes, ao atingirem a emancipação, os sujeitos começarão a gerar renda através da venda de sua própria produção. Desta maneira, o projeto visa a transformação de cidadãos que antes eram considerados uma desvantagem econômica ao Governo por dependerem de verbas públicas, em pessoas ativas economicamente, em potenciais consumidores de produtos e serviços, contribuindo para a dinâmica econômica urbana. Há diminuição de gastos com a alimentação, uma vez que os próprios hortelãos consomem os excedentes da produção da horta. Além disso, o projeto oferece empregos dentro da comunidade, não havendo necessidade de grandes deslocamentos (o que é bastante atrativo numa cidade onde os transportes públicos são ineficientes e o trânsito se encontra cada vez mais intenso) e acessíveis aos moradores. Com isso, também há a menor procura dos jovens para entrar no mercado do tráfico de drogas, onde na equipe de Manguinhos há jovens que trabalhavam com esta atividade e buscaram o emprego de hortelão no projeto. Estímulo à economia solidária: desde o início do projeto, os beneficiários são inseridos em uma nova forma de gestão de trabalho e divisão dos lucros de base associativista e igualitária. Os hortelãos realizam a autogestão da horta e o método de trabalho em mutirão. E mesmo durante o desenvolvimento da horta com o aparecimento de problemas e divergências na equipe, os gestores do PHC buscam soluções em conjunto com os hortelãos, utilizando-se dos saberes e experiência dos integrantes e fortalecendo os laços de cooperação.
Marcelo
E não no valor financeiro disso
Amigo
onde o cenário de extrema violência, desigualdade econômica e descaso político influencia na formação de suas opiniões, percepções de mundo e personalidades. Então, princípios como cooperação, altruísmo e igualdade são de mais difícil concepção e desenvolvimento para estas pessoas que convivem em um ambiente hostil, e dentro de uma sociedade que estimula o individualismo e a competição, cujo cenário político é marcado pela corrupção, do que para indivíduos que vivem em um ambiente harmonioso com referências positivas como solidariedade e cooperação.
Marcelo
É isso aí. Mas tudo melhora justamente por melhorar a qualidade de vida e independência.
Marcelo
A diferença é que um projeto de verdade quer a independência e vai fazer isso com toda a comunidade. Um político (queiro) não quer que uma comunidade fique independente dele, senão vai perder votos. Isso pode acontecer em nível micro, por exemplo um líder de comunidade. É por isso que os contatos pra iniciar um projeto desses não podem ser com as lideranças comunitárias, e sim diretamente com o povo. Mas isso dá muito mais trabalho.
Marcelo
Mas a ideia é ótima, é por aí mesmo.
Amigo
Então
Eu calculei 4 profissionais acompanhando a comida do por 2 anos
A comunidade por 2 anos
Até eles tocarem sozinhos
Só de agrônomo e botânico dá uns 15 mil mês
Material uns 20 mil mês
Fora as bolsas
Marcelo
Tudo bem se quer pensar assim, mas se quer a sustentabilidade pense em valorizar um produto e cultura local, e a diversidade do lugar, em vez de importar outra cultura, entende? Vise a autonomia completa
É não apenas financeira
Amigo
Tu já pensou a Alemanha sem batata?
Eu sei Marcelo
Mas.tem que começar
E o melhor jeito é ser viável economimente
Marcelo
É um ponto de vista de alguém que acredita no capital. Normal. Se fosse o certo não haveria fome. As pessoas felizmente não comem dinheiro, e por isso não é sustentável.
Cooperativas deixam de dar certo qdo dão lucro a alguém, não é a toa.
Amigo
Mas tu iria trabalhar lá sem ganhar nada
?
Marcelo
Elas passam a eleger sempre os mesmos e deixam de ter o espírito real de cooperação…
Claro, Não precisa de dinheiro pra viver. Preciso de comida, casa, transporte, diversão… E não dinheiro. Se monetarizar isso, acaba a verdade e passo a viver de ilusão. Se meu trabalho (que não é a mesma coisa que emprego) me der tudo o que preciso não precisarei de dinheiro.
Entende? Inverta a lógica. Isso é sustentável de verdade.
Amigo
Sim Claro
De economia já li quase tudo
Inclusive to vendo a regulação da bitcoin
Em Brasília
Mas falando especificamente desse projeto
Marcelo
Rs
Amigo
Se tiver um jeito de fazer sem dinheiro eu faria
Eu por exemplo não vou ganhar nada
Marcelo
Esse povo que vive do econômico, rs
Já ganhas, como acessor, imagino
Amigo
Agora se tu conseguir voluntários formados comprometidos
Marcelo
Se não vai ganhar nada quer dizer que vai deixar de ser acessor?
Amigo
É assessor
Eu não
Sou funcionário concursado
Marcelo
Cara, se buscar local, se consegue. Mas se deixar entre a liderança local existente, estes vão colocar o amigo, pois querem manter o poder… E não o mais capacitado. Aí o projeto vira um natimorto.
Então, melhor, vc sendo concursado já ganha teu salário. Isso é bom. Mas já estás fazendo isso em hora extra imagino?
Amigo
Como assim?
Marcelo
Entende que o que importa não é o dinheiro?
Rs… A conversa vai longe.
Amigo
Já falei lá em cima que entendi
Eu sei que até novembro
Marcelo
Dá vontade de copiar ela e publicar. Acho que está bem didática.
Amigo
Que implementar um projeto
Marcelo
Acho muito massa isso
Amigo
E tirando eu
Todo mundo quer cobrar
Hahaha
Até esses caras se ônus
Marcelo
Quero só te ajudar a pensar numa forma que teu projeto de certo, percebe?
Amigo
Ongs
Então
São dois anos
Até a população tocar por si
Marcelo
Sim, entendo. Eles estão dentro de um sistema que pensa assim
Amigo
Até la
São dois agrônomos dois botânicos
4 peões auxiliares
Material de trabalho
E para não depender eternamente de verba ou doação
Marcelo
Mas só te digo uma coisa. Não entre com um produto definido. Deixe, de verdade, que a comunidade local decida com o que eles querem trabalhar
Amigo
Tem que ter algo que de retorno
Mas não precisa ser só aquilo
Eles podem plantar mandioca. Maracujá. Temperos
Mas tem que ter algo que de de fazer o projeto se manter por si
Marcelo
Claro.
Marcelo
Mas o se manter não precisa ser financeiramente. Talvez no começo, já que estamos num sistema que ainda não sabe pensar diferente, tem que ser. Mas o objetivo final não pode ser esse, e sim o da independência, da soberania alimentar comunitária sem importar nada de fora. Só assim eu acredito que será viável de verdade no futuro. Pq além disso, o resto é literalmente lucro.
Marcelo – 03:34
Boto fé nas tuas intensões, e espero que o que falo, falamos, ajude em algo. 😉
Altas conversa meu amigo. Mas meu braço tá véio pra teclar tudo isso no celular… Vou dormir. Muito obrigado pela inspiração, bom papo mesmo pra madrugada!

 

 

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Ontem fiz a segunda extração de Ciso de minha vida, e recomendo!

Sim, agora estou com menos juízo…

sem mais um Molar… o dente 48 no caso = molar inferior direito (é isso?).

(Tá, a dica serve pra quem quiser me dar uma porrada na cara nesta semana… mas em breve estarei bem.)

Venho aqui fazer propaganda da profissional que me atendeu: a cirurgiã dentista Dra. Fernanda Amorim – que atende à Rua Desembargador Vitor Lima (geral da serrinha perto da Igrejinha da UFSC) número 260 – Edificio Madison Center, Sala 204 – Trindade – Florianópolis – Fones (48) 3238-1991 ou o celular me escreve que eu te passo (Mensagens nesta mesma página – Mas já aviso, ela é comprometida).

Eu seria suspeito pra falar no bom e no mau sentido, visto que a dita profissional se trata de uma das minhas antigas ex-namoradas e hoje apenas uma velha amiga. Mas justifico os elogios baseado nos besteiróis que creio: ela é virginiana clássica – o que quer dizer que se trata de uma pessoa absurdamente minuciosa, o que é ótimo no caso de alguém que vai cuidar dos seus dentes. Ela passou tantas recomendações pré e pós operatório que funcionou que foi uma beleza: não doeu nada durante e até agora não tenho sofrido nada com dores. Outro fator positivo é o fato dela ser nova de idade, ter ainda pouca  clientela estabelecia (bons horários e planos) e ainda se manter beeem atualizada tecnicamente. CONVENCI? #Recomendo! :p

Um fator engraçado mas que necessita estudos aprofundados é que em uma pesquisa recente, elaborada por este quem vos escreve nos maiores rigores científicos, comprova que 100% dos agrônomos que trabalham em Floripa na UFSC possuem esposa/namorada com profissão de Artistas ou Dentistas.

(Detalhe que o universo amostral são os 4 agrônomos com quem trabalho, me incluindo, em que 50% namoram artistas – um casado com uma artista plástica e outro namorido de uma atriz – ambas professoras. Os outros 50% um namora e outro é casado com dentista. Se considerarmos um amigo também agrônomo recém-formado e técnico ambiental formado no CEFET-SC, o Júlio da Família Casca, que também namora uma atriz, esta estatística se confirma!)